Gosto muito de meus encontros e papos com Dona Margarida Caldas.
É prazer sempre garantido.
Ressalto que as verdades supracitadas não se arvoram apenas no fato da mesma ser a mãe de Lala, a minha consorte.
O meu respeito e admiração por Dona Margot baseiam-se no reconhecimento de uma pessoa que, quando mais jovem, viveu à frente do seu tempo… como mãe, mulher e profissional/estilista de moda.
Na sua época – estamos falando dos anos ’60 – se já era raro viajar para a Europa, imaginem então o que dizer de suas frequentes idas ao velho mundo em busca de fazer cursos e conhecer novas tendências da haute couture.
Vale destacar que em muitas dessas viagens ela ia sozinha, não importando a duração das reciclagens, muito menos o destino, já que, em inúmeras vezes, a opção era a América.
O mundo não apenas vivia a revolução da minissaia, trazida por Mary Quant e apresentada por Twiggy… mas também ficava boquiaberto com a elegância clássica de ícones como Jackie Kennedy, Barbara Goalen, Grace Kelly, Elizabeth Taylor… a lista é imensa.
Sempre que posso, gosto de puxar um papo saudosista com Dona Margarida.
É muito bom ouvi-la discorrer sobre o surgimento da moda prêt-à-porter, e mais ainda sobre as contribuições trazidas pelos geniais Yves Saint Laurent, Christian Dior, Gianni Versace, Calvin Klein, Giorgio Armani, Givenchy…
Sendo patriota também resgata da memória os nossos: Dener Pamplona Abreu, Clodovil Hernandez, Zuzu Angel (citando alguns) como exemplos de uma época pujante. E de muita elegância!
Com ela, também busco conversar sobre outros temas… principalmente quando estamos jogando GAMÃO.
Recentemente, por conta das Olimpíadas e considerando a entrada de novas modalidades esportivas nas competições, disse a ela – enquanto jogávamos – que eu estava escrevendo para o Comitê Olímpico, propondo a inclusão do nosso BACKGAMMON, já nos próximos jogos… em Paris.
Claro que ela gostou muito da ideia… principalmente ao saber que não existiria limite de idades entre os competidores… mas que ‘até lá’ ela deveria decorar as regras do jogo… o que ela logo retrucou: “- o queeeê, sujeito?!” (risadas).
Além do aprendizado e respeito às regras do jogo, também tenho pela frente um gigantesco desafio.
Seguinte: o nosso encontro no tabuleiro é sempre depois que ela reza o terço. “- Pronto! Terminei. Vamos jogar?!” Faz o desafio/convite enquanto enrola o terço em seu punho esquerdo.
Vejo a cena e já começo a transpirar!!
Durante as partidas, ficou muito recorrente o fato dela, toda vez que os dados não lhes dão os pontos favoráveis, rapidamente movimentar os braços fazendo com que o terço -enrolado no pulso esquerdo da fé- toque em uma das pedras, fazendo-a girar… até chegar ao número desejado!
“ – ô minha sogra… assim não dá! Fique ciente que os jogos olímpicos já são monitorados pelo VAR!”
“ – ô queeeê, cidadão… onde é que a tecnologia vai vencer a força da fé, e dos milagres??!!”
Segue o jogo… Paris que nos aguarde!!
- Bônus: https://www.youtube.com/watch?v=4REbp0s_G9w – Andrea Bocelli/ La Vie en Rose



Maravilhosa e querida Margot!!! Você é um privilegiado meu amigo! Belo texto! Dei boas risadas mesmo… 🥰🥰🥰👏🏻👏🏻👏🏻😄😄😄
Privilégio mesmo, amiga. Dona Margot é mesmo uma figura!! Obrigado pelo carinho de sempre/ bjo
Obrigada pelo afeto e tão linda homenagem para minha mãe ! Realmente ela ainda é uma figura aos 89 anos , sempre foi uma mulher admirável !
Obrigado, LALOVE/ mesmo você sendo leitora comprometida afetiva e geneticamente, é sempre ótimo receber seus comentários. bjo
Parabéns para o autor pelo texto e mais ainda a homenageada este ícone de elegância, vitalidade e beleza da nossa cidade. Viva esta bela parceria genro e sogra!
Olá, TERESA/ muito bom ter você por aqui. Muito obrigado pela generosidade nos comentários. Com certeza a nossa estilista Margot é uma grande referência nesta amada João Pessoa. bjo
existe uma coisa mais marcante nas pessoas que estão na nossa frente é : a sabedoria , cultura e experiência que nos mostram caminhos e verdades por eles passadas, muito bom este convívio e alegrias continue neste exercício , abraços.
Querido JORGE/ é sempre muito bom para mim ter você por perto. Você é amigo de todas as horas e pessoa com um imenso coração. Obrigado pelos comentários, irmão TURCO/ bjo
Excelente crônica, Ricardo! Texto muito bem escrito.
Uma pergunta: o gamão que vocês jogam é o gamão “duro”, ou vale bater a pedra e fugir?!
Obrigado pela análise do texto, José Mário. Sou pelo gamão ‘duro’, mas como a minha adversária merece atenções especiais, permito-lhe o conforto de ‘bater e correr’. É o jeito/kkk