Sim, teve o carnaval de 2020 aqui no Brasil.
Logo após, as alegorias foram desfeitas. As comissões de frente se dispersaram, e a harmonia desaprumou.
Permaneceram, talvez, “mais de mil palhaços no salão”.
Em seguida, ninguém sabe de onde veio, chegou um “trê-lê-lê, um zum, zum, zum, zunindo”, avisando que um bicho pequeno e invisível, proveniente da China, “infalível como Bruce Lee”, vinha exterminando a população do planeta.
E vinha tal qual “Trupizupe, o raio da Silibrina”. Ou seja, chegou c’a gota serena do estopô balaio!
Por incrível que pareça, ninguém registrou o momento preciso de sua chegada…foi chegando de mansinho (mansinho?!), igual a comer papa, pelas beiradas.
Conforme esperado… a panela de papa explodiu. Bum!!
O estado de pandemia logo ficou decretado pelo sonolento diretor da OMS. A partir daí, aqui no Brasil, “cada paralelepípedo da velha cidade, essa noite vai se arrepiar”.
E já se passaram mais de 90 noites… as pedras das ruas foram poupadas com a redução do tráfego imposta, mas as tenebrosas transações teimam em nunca adormecerem.
Surgiram: #FiqueEmCasa e #UseMáscara como bandeiras da nova ordem mundial. Junto a elas, o Universo passou a adotar um novo vocabulário: EPI’s; IgG/IgM; Sars-Cov-2; achatamento da curva; álcool em gel; live; isolamento social; home-office; auxílio pandemia; delivery; trabalhos essenciais; ufa… a lista é grande.
A mídia universal -diária e ininterruptamente- permanece alimentando os institutos de estatística com números alarmantes: tantas mortes por segundo; milhares de casos diagnosticados; centenas de pesquisas científicas em andamento; superfaturamento de compras; construções de hospitais de campanha; falta de respiradores artificiais; insuficiência de leitos em UTI’s; pandemia e seu viés político; decretação de lockdown; etc…e mal.
Sabemos: o caos impacta (e vende) mais do que a bonança.
Sim, teve o carnaval de 2020 aqui no Brasil.
Pena que a quarta-feira de cinzas está difícil de ir embora.
Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou.
Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça…
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- Bônus: MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes) / https://youtu.be/fnaaEQloiaw

Excelente. E triste como algumas marchas de carnaval. Adorei as citações musicais.
Mestre NELSON, és generoso amigo! Agradeço o comentário, principalmente vindo de alguém que possui o dom de escrever com a leveza que a Vida pede.