Um pouco mais sobre a Barreira do Cabo Branco/
Tenho em casa o curta-metragem “duas vezes não se faz”, brilhantemente elaborado por Marcus Vilar e Durval Leal.
Feito em 2008, o documentário é sempre exibido em minha residência, quando recebo amigos de fora que, após o imprescindível city-tour pelo “extremo oriental das Américas”, ficam negativamente impressionados com a pouca conservação do local. Ou, se preferirem, com a falta de melhor aproveitamento sustentável do mesmo. Ou ainda… com o descaso!
Ultimamente, o filme-poema tem sido muito apresentado. Tanto pelo aumento de turistas, quanto pelo incremento de suas perplexidades.
Na última reunião do Grupo Amigos da Barreira (GAB), tivemos a exibição do vídeo com a grata presença dos seus criadores – com direito, após a projeção, de batermos papo com os mesmos.
Não deu outra: entre os presentes, quem nunca tinha visto o vídeo, ficou emocionado. Quem já o conhecia, voltou a engolir no seco.
POR QUÊ O SILÊNCIO?! É a pergunta que sempre fica no ar!
Todas as (tentativas de) respostas já caducaram, desmoronaram, ou estão a caminho. Todas elas permeiam entre: ‘…é uma falésia, solo arenoso, sem muita sustentação’; ‘…o tempo e o homem predador, removeram a vegetação da encosta, suporte natural contra a erosão’; ‘…erosão do terreno, avanço do oceano, ventos e chuvas, e tráfego intenso e pesado, são os grandes responsáveis pelo esfacelamento’… profetizam os mais apocalípticos, enquanto segue a cantilena…
Mas…POR QUÊ O SILÊNCIO NO SÉCULO XXI?! [peraí, vamos debulhar a pergunta]
Por quê o silêncio em uma época onde vemos que o tema ‘MEIO AMBIENTE’ é um dos mais debatidos no planeta?! Por quê o silêncio em uma época onde contamos com grandes estudos e recursos da ciência humana – notadamente na construção civil – capazes até de plantar coqueiro em pedra?! E agora as duas últimas perguntas: POR QUÊ A APATIA DE ACHAR QUE ESTE ASSUNTO NÃO LHE PERTENCE?! POR QUÊ AINDA PERDURA O RECEIO ‘POLÍTICO-FUNCIONAL’ DE SE ENVOLVER COM A QUESTÃO?!
Marcus Vilar trouxe e distribuiu entre os presentes o cartaz de divulgação do filme (foto). Disse-me, enquanto apontava uma das crianças: ‘este aqui é meu sobrinho que, hoje, é um adulto jovem’.
Que pena Marcus (pensei): seu sobrinho tornou-se eleitor, continua sem respostas e mantém-se INDIGNADO!
Por último: a finalidade do GAB não é encontrar culpados, mas sim – e rapidamente – buscar soluções. Junto com VOCÊ, claro!
Ricardo Lombardi de Farias / cidadão brasileiro-nordestino-paraibano-pessoense



Caro Ricardo Lombardi, tive a imensa satisfação de participar dessa reunião e assistir o vídeo. Infelizmente a tristeza me invadiu ao deparar-me com tamanho descaso para com esse monumento turístico mundial (ainda é considerado o ponto extremo oriental das Américas e me pergunto até quando?). Precisamos alertar as pessoas para a necessidade de nos unirmos e tentarmos SALVAR A BARREIRA! Como vimos no vídeo, a barreira SANGRA e CHORA! Conte comigo e vamos em frente! Abraço cordial…
Parabéns pela iniciativa/movimento Ricardo. A Barreira realmente chora. E você agita caminhando e refletindo. Abraços, Ana Adelaide Peixoto
Caro Ricardo Lombardi!
A garganta apertou… Precisamos pressionar sobretudo os políticos.
Da minha parte posso entregar na mão de EDUARDO CAMPOS, o ‘Dossiê’ para que seja incluso em seu Plano de Governo.
Expresso a minha dor e tristeza com o abandono da BARREIRA DO CABO BRANCO.
-Desde crianças, vemos a sua deterioração e desmoronamento e nunca foi feito nada. – Passou dos limites. Mas temos que ter esperança e confiar nesse trabalho que podemos fazer.
Muito obrigado por você e pela sua iniciativa, altruísmo e desprendimento.
O principal, querido irmão, é orarmos ao Nosso DEUS e pedir a Ele que toque o coração dos governantes e lhes dê condição de se realizar algo.
Meu fraterno abraço,
miltomccosta.
Outrora havia na ponta da cabo branco uma solitária árvore q teimava em dasafiar o tempo e os ventos…o que mexia com minha imaginação !!Hoje dada a ambição dos homens q teimam em fazer os seus “selfies” de con
creto, vemos a barreira sumindo gradativamente ,desnudando-se por inteira a espera de socorro.
um abraço fraternal