RÉVEILLON 2013…2014(?!), 2015(?!)…
Comecemos colocando em pauta duas frases para análise: a) – Os incomodados que se mudem! / b) – Os meus direitos terminam onde começam os seus!
Interpretando as duas sentenças, continuo torcendo para que a segunda ainda esteja assumindo uma natural prevalência pedagógica sobre a primeira. Tomara!
A presunção pode parecer inocente, mas possui lógica; na medida em que [antropológica e culturalmente] deixamos de ser um povo nômade e optamos pelo endereço fixo.
Este grande salto trouxe a reboque o estabelecimento de regras e princípios voltados na incessante busca de construirmos uma sociedade capaz de equacionar: respeito e liberdade.
É pena que a diuturna lapidação deste ‘modus vivendi’ seja intermitente. Pior ainda: que nos leve a cogitar se os nossos ancestrais nômades não eram mais felizes que nós – pelo menos nas comemorações dos seus réveillons!
Foram esses os pensamentos que me acompanharam na virada do ano. Assim como nas inúmeras viradas na cama, por conta dos decibéis emanados da festa que aconteceu no terreno do antigo Iate Clube* – situados [cama e terreno] em área residencial.
Sim, eu também gosto de Festa/s. E muito!
Lamento apenas não ter conseguido (ainda) assimilar a incongruência entre os que defendem o fortalecimento da campanha ‘Lei Seca no trânsito’; e as concessões para as realizações de festas no estilo ‘open bar’. Haja fígado!
Não vou entrar na discussão de um evento que já aconteceu e que parece ter sido um sucesso – principalmente comercial. Ao contrário: parabenizo os seus organizadores, pois acreditaram e investiram no ‘produto Festa’, e certamente atenderam a todos os requisitos para obtenção das licenças necessárias à sua realização.
Em minha opinião, este é o ponto a ser discutido: as concessões dos alvarás!
Para não me estender, faço apenas quatro perguntas aos ‘órgãos licenciadores’:
- Foi considerado se o local da festa estava inserido em área residencial?!
- Foram ouvidos e/ou consultados os moradores da vizinhança?!
- Foi considerado o fato de que cada atração musical possui ajuste próprio de sonoridade?!
- É possível estabelecer hora de encerramento, sabendo que está incluso um café da manhã?!
Vou começar a aprender com os meus amigos que, vivendo situações semelhantes, ficam fazendo ligações madrugada-a-dentro (do tipo Disk-Stress) para repartições/serviços como SUDEMA, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, etc…
Como ‘suíço’, sempre imaginei que essas instituições -investindo na logística da prevenção– fossem capacitadas a se anteciparem aos fatos, uma vez que são constituídas para: regulamentar, disciplinar, e garantir o direito ao conforto e segurança de cada munícipe – não importando se está dentro, ou fora da festa.
O SHOW deve continuar! O meu direito ao sono, também!
Caso contrário, volto a ser um tuaregue!
CD Ricardo Lombardi
(*) Usei o réveillon do Iate Clube como referência pela proximidade física. Entendo (e espero) que o conteúdo do texto sirva de reflexão para moradores de outros locais que convivem com este tipo de desconforto, aparentemente fácil de ser solucionado.
- Bônus: Jorge Benjor / Gal Costa-Tuareg: http://www.youtube.com/watch?v=kD4LqYcVXc4
Querido amigo,
Feliz Novo Ano mais civilizado e com menos decibéis!
Moramos numa bela cidade…….infelizmente sem lei,sem cidadania,sem …
Você só é incomodado no reveillon e eu q sou vizinha a um restaurante brega chic da cidade onde as pessoas
param o carro em fila dupla só para os outros passarem as tardes buzinando.E ontem passou um carro “estilo
paredão” com o som tão alto q todos os carros estacionados dispararam os alarmes,pode?
Já imaginou vc morar vizinho a um bar de quinta,totalmente irregular,onde vc é obrigado a todo fim de semana
ouvir nas alturas todas” as emoções” de roberto carlos??minha amiga mora vizinho com direito aos bebuns fazendo xixi no muro dela,mas os frequentadores são da elite burocrática da cidade e não adianta chamar a fiscalização pq só tem um carro para toda a cidade. Abç grande/ eli