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pé na estrada

PÉ NA ESTRADA

Aqui em João Pessoa, um dos pontos de encontro mais férteis em oportunizar a proximidade física com pessoas amigas é – sem nenhuma dúvida – o saguão da UNIMED, onde funciona o setor de ‘autorização de procedimentos médicos’. Principalmente para usuários que, igual a mim, encontram-se naquela faixa etária onde o prazo de validade já trabalha dentro do desvio padrão.

É pena que, nesses frequentes reencontros de velhas amizades, nem sempre o abraço forte seja permitido. Corre-se o risco de uma das partes estar acometida desde uma simples lombalgia; enquanto a outra, mumificada por uma forte cinta abdominal pós-cirúrgica.

Bem pior (até porque, muito mais frequente) é a ‘paquera’ – não necessariamente verificada entre gêneros opostos.  Refiro-me aos minutos passados na base do olho-no-olho, mas sem a mínima condição de iniciar o diálogo; quer por problemas de catarata, ou mesmo de memória.

Naquele ambiente, os problemas são múltiplos e variados. Não apenas em termos de complexidade, mas também e principalmente, na cota de esperança que cada um nutre (e trabalha) na busca da melhor resolutividade de suas dores ou queixas.

De igual, têm-se apenas o fato de que todos ali carregam nas mãos o famoso formulário verde, onde serão inseridas anotações técnicas que, convertidas em números e códigos, alimentarão as estatísticas sobre a saúde do povo brasileiro. Ou melhor, daquela fração mínima que goza – bem ou mal – dos benefícios de ‘planos privados de saúde’.

É muito interessante observarmos a maneira como essas anotações possibilitam aos seus usuários uma natural tendência a formarem subgrupos. De fato, é como se os ditos formulários representassem um tipo de cartão de embarque: uma vez decifrado o código CID, de maneira supernatural os ‘semelhantes’ se agrupam, e passam a utilizar uma nova dialética em suas comunicações.

É desta forma que me vejo inserido, desde novembro de 2009, no capítulo II, da CID-10 (capítulo que versa sobre os tipos de tumores cancerígenos, na 10ª versão do Código Internacional de Doenças). Eu, e uma imensa quantidade de amigos e amigas, nascidos na década de ’50, e felizes por termos tido uma adolescência sem o vírus do BBB, mas com: Beatles, Bossa-nova, e Buarque.

O simples fato de alguém amanhecer fazendo parte do ‘capítulo II’, por si só, não lhe permite entrar em desespero (jamais). Nem mesmo sair fazendo previsões sobre tratamento e prognóstico da doença. O câncer hoje é uma doença curável, a exemplo de muitas outras. Também letal, se comparada a tantas outras.

Além disso, temos a existência de múltiplos protocolos e etapas terapêuticas. Até mesmo a minha atual fase de tratamento (follow-up/acompanhamento), só me permite dizer: –‘atualmente, encontro-me SEM a doença’. O que é fantástico, acreditem!

Garanto que o meu subgrupo é porreta!

O pessoal é totalmente articulado em torno de palavras de ordem, do tipo: estadiamento, PET Scan, CEA, PSA, colonoscopia, mamografia, quimioterapia, radioterapia, metástase, tratamentos adjuvantes, linfonodos, K Ras, e outros que tais… (ufa!).

Tudo faz crer que a troca de informações e o ‘jogo aberto’ nas conversas, contribuem -e muito- para o êxito do tratamento. Foi graças a esta quebra de paradigma (ou mesmo preconceito) que HOJE, em qualquer local, o tema ‘câncer’ é abordado com absoluta naturalidade, sem nenhuma reserva. Ao contrário de tempos idos, onde se evitava até pronunciar a palavra (cê á): Credo!

Sabemos que o crescente número de pessoas diagnosticadas com as patologias listadas no capítulo II (CID-10), não representa, em princípio, um simples aumento da prevalência das doenças. Argumento bem mais convincente é que: HOJE os recursos de diagnóstico são infinitamente mais eficientes na detecção dos problemas. Ou seja: ontem, morríamos sem saber de quê. Hoje, vivemos sabendo contra quem lutamos. E temos tudo para sairmos vencedores!

Infelizmente, com todos esses recursos, muitas pessoas ainda teimam em viver acreditando ser bobagem se submeterem aos exames PREVENTIVOS PERIÓDICOS, na medida em que não percebem sintoma algum. De novo (e em letras maiúsculas): CREDO!

Por último: dedico o presente texto aos parceiros e parceiras inseridos (ou não inseridos) no capítulo II. Aos ‘inseridos’ quero dizer-lhes que não estou prescrevendo que a nossa estrada seja prazerosa. Ela é apenas ‘especial’. Uma vez nela, torna-se fundamental acionarmos os nossos dois ‘efes’: Fé e Força! Somente com eles, saberemos compreender a importância de cada um dos nossos passos, sem jamais perdermos a condição de contemplarmos as flores que brotam às margens do caminho. Elas foram ali colocadas por DEUS. Cabe a nós cultivá-las, em união com: familiares, amigos não inseridos, e nossos queridos profissionais da saúde; pessoas muito especiais*.

CD Ricardo Lombardi

Com o especial e inserido amigo ROBERTO TANOUSS. Quando ainda residente em Brasília, encerrávamos as longas conversas por telefone com a seguinte senha: "segura daí, que eu ataco daqui". Agora, morando em João Pessoa, o papo está em dia e continuamos segurando e atacando juntos! Em frente, parceiro!!

Com Dr. JOSÉ EYMARD /gastroenterologista

Com Dra. SALETE TRIGUEIRO /patologista

Com Dr. CÁSSIO VIRGÍLIO /cirurgião

Com Dra. DALVA ARNAUD /oncologista

Com Dr. DEMÓSTENES CUNHA LIMA /cardiologista

Com padre LUIZ ANTONIO /padre e conselheiro espiritual


34 Respostas to “pé na estrada”


  1. Avatar de DAYSE TAVARES 1 DAYSE TAVARES
    30/01/2012 às 21:13

    “Pé na Estrada” digno e elogios e ser repassados para o maior número de amigos possíveis. Suas fotos me recordaram os Jogos da Primavera, lembra? com a presença em uma delas de Roberto Tanouss que há muito tempo não tinha notícias. Continue com fé e força estamos com vc. Abs. DaYSE

    • 31/01/2012 às 09:04

      Querida amiga DAYSE: sinto-me imensamente contemplado em desfrutar de sua amizade. E agora, honrado com os seus comentários e frequencia ao blog. A lembrança dos Jogos da Primavera só poderia ser resgatada por alguém como você, que conhece a importância e o perfume das flores. Valeu! O Roberto com certeza também ficará feliz com a lembrança (quem sabe até não poderemos marcar uma pizza). Agradeço a sua ‘torcida’. Saiba que iguala-se à minha/nossa em termos de reciprocidade.
      Bj RL

  2. Avatar de eli 3 eli
    30/01/2012 às 21:34

    Brother Ricardo,

    Você tá demais…….adorei o pé na estrada. !!
    Já conheci tantas pessoas interessantes na sala de espera da nossa dra.dalva e amiga pra lá de ”
    inserida ” sua,sou a C50 mais feliz dessa terrinha ! E realmente o papo antes da consulta desmistifica
    os temores q trazemos dentro de nós qdo do resultado positivo ajudando os que estão ali pela
    primeira vez ,que ficam mais confiantes de que tudo vai terminar bem,é só uma questão de tempo e check
    up sempre.Um abraço fraterno no nosso amigo tanouss com altos wibes de positividade !!!!!!!!!!!!

    Abraço grande/eli

    • 31/01/2012 às 08:50

      Querida (e inserida) irmãzinha ELI: é maravilhoso receber os comentários desta ‘guerreira’ vitoriosa. É com prazer que o meu C18 abraça o seu C50. De fato, a ‘inspiração’ do presente texto veio com a vontade de colaborar com a desmistificação da doença. Os duplos efes (Fé e Força) são energias maravilhosas. Somente quando aprendemos a trabalhar com elas, é que vem o terceiro efe: FELICIDADE! Avante, minha querida! Bjão, RL

  3. Avatar de Roberto 5 Roberto
    31/01/2012 às 01:46

    Otimo texto e agradavel leitura .As estatisticas corretas alegram muito principalmente pelos prognosticos favoraveis Um abraco de quem esta completando 10 anos de transplante de figado e no momento no distante Dubai

    Roberto Vianna

    • 31/01/2012 às 08:08

      Meu querido amigo ROBERTO VIANA (saudade mata, viu?!): uma honra receber os seus generosos comentários aqui neste espaço. Sei bem o quanto você conhece e valoriza este bem maior chamado SAÚDE. Principalmente, após o risco que corremos, quando estávamos no comando daquele barco inflável (com um monte de senhoras e senhoritas), praticando um rafting nas águas de Angra/RJ -kkk.
      Quando do seu transplante, estávamos em reunião do CDN (eu presidia o colegiado à época) e lembro que ficamos acompanhando a sua cirurgia com as nossas melhores orações. Hoje, de fígado novo e mente sempre privilegiada, você preside a FDI por total reconhecimento mundial à sua competência. Continuemos remando, meu rei! Bj, RL

  4. Avatar de DEMOSTENES 7 DEMOSTENES
    31/01/2012 às 07:36

    AINDA BEM QUE TU NÃO COLOCOU AQUELA FOTO MINHA COM JOÃO GRILO TRAVESTIDO DE PEIXE BOI.
    qUANTO AO TEXTO NÃO SURPREENDE QUEM CONVIVE COM VCE E TEM O PREVILÉGIO DE COMPARTILHAR TEUS PAPOS, COTIDIANOS OU ESPORÁDICO. ÉS ASSIM! PARABÉNS.

    • 31/01/2012 às 07:51

      Meu querido amigo de e do coração, DEMÓSTENES: de fato, busquei uma foto nossa. Acontece que as que possuo, ou são com o peixe-boi João Grilo, ou paramentados para sairmos nas ‘virgens da praia de campina’. Portanto, impublicáveis frente ao contexto; mas totalmente publicáveis no álbum das pessoas especiais e queridas. Aproveito o espaço para dizer-lhe que vou procurá-lo para tirarmos uma foto ‘oficial e formal’ – cheeeeese! Agradeço os comentários. És assim, generoso! Bj RL

  5. Avatar de TEREZA CRISTINA PINHEIRO 9 TEREZA CRISTINA PINHEIRO
    31/01/2012 às 08:03

    Que lição de vida, fé e força. Não o conheço mas tive a oportuniodade de ver seu texto através da Dra. Dalva. Vc é um exemplo para todos nós. Vamos valorizar a alegria de sermos da época de Buarque, Bossa Nova e Beatles que era uma época de lutar pelos nossos ideias e o importante é que seja no dia a dia pois “o que será amanhã? Responda quem souber” como diria o poeta Gonzaquinha pois eu não sei. Assim, a unica coisa concreta que temos é o hoje e vamos vivê-lo, por isso de Goiânia – Goiás, resolvi te escrever e dizer que continue sua fala de esperança, de luta e de AMOR pois como diz uma netinha do coração Laís que mora em João Pessoa “amar é compartilhar”. Um abraço. Tekinha

    • 31/01/2012 às 09:33

      Prezada TEREZA: ter a querida Dra. Dalva como elo de ligação, é uma forma de JÁ sermos bons e velhos amigos. A apresentação ‘física’ é apenas um detalhe que, certamente, em sua próxima vinda a Jampa será resolvido. Percebo que, além de inserida, você também é fã dos ‘nossos’ BBB’s. Legal! Gostei do comentário da netinha Laís. Ela sabe muito bem que a distância entre Goiás, Paraíba, e sentimentos puros como o AMOR: é ZERO!! Obrigadíssimo pelo comentário. Sigamos na estrada. Bj, RL

  6. Avatar de Lino 11 Lino
    31/01/2012 às 10:00

    Caro Lombardi, lí e gostei do tema abordado e da forma de escrevê-lo. Como vc consegui traduzir os sentimentos diversos em palavras de forma tão natural! Este texto (na verade estes sentimentos) são muito comuns em nosso meio nos dias de hoje e a sua abodagem traduz a realidade de forma simples e acadêmica ao mesmo tempo, portanto Lombardi, “PÉ NA ESTRADA”!

    • 31/01/2012 às 11:35

      Meu querido LINO: receber sua visita e comentário neste blog é motivo de muita satisfação. Como seu colega de magistério na Odonto/UFPB, sabemos bem a importância de HUMANIZAR a relação entre: paciente – doença – tratamento. Traduzir isso aos nossos alunos é o que nos faz acreditar que a missão converte-se em sacerdócio ancorado em ciência. Continuemos na estrada; com pés, mãos, corações e mentes. Valeu, parceiro! Abraço, RL

  7. Avatar de Danilson Cruz 13 Danilson Cruz
    31/01/2012 às 12:41

    Amigo Lombardi,
    Muito bom e interessante o texto.
    Quero dizer que por trás desta combinação de esforços para tratar da subjetividade humana no campo das relações (qual faz com muita beleza) tem um sujeito muito especial, suave, que mim ensina muito. Não fui seu aluno de ortodontia, mas gosto muito dessa disciplina, dessas novas aulas.

    Forte abraço!!!
    Fica bem!

    • 31/01/2012 às 16:04

      Olá, meu camarada DANILSON: foi mesmo uma pena termos queimado a etapa do convívio ‘formal’ da nossa relação professor/aluno. Na época, me ausentei para o doutorado. De fato, meu focado guerreiro, estar nessa margem do rio, onde floresce a subjetividade humana, corresponde ao meu natural habitat. Aqui respiro bem! Tentar nadar para o outro lado seria cruel: certamente submergiria pela fraqueza física e desmotivação em fazê-lo; como também pelo choque com as fortes braçadas da multidão vinda em sentido contrário. Sigamos aprendendo com as aulas da VIDA! Abraço, RL

  8. Avatar de Rosa Helena 15 Rosa Helena
    31/01/2012 às 17:41

    Ricardo,

    PÉ NA ESTRADA!!!!
    Muito bonito o texto. o que não me surpreende em nada!!!

    Abraços

    Rosa Helena

    • 31/01/2012 às 20:34

      Querida ROSINHA: você, sendo minha ‘filhota de adoção’, sabe muito bem como ‘amolecer’ o paizão aqui, via comentários e incentivos. Valeu!! Bjs em toda a ‘nossa’ família, RL

  9. Avatar de beatriz 17 beatriz
    31/01/2012 às 17:43

    Querido amigo Ricardo
    Esse ano, 2012, comemoro 10 anos. Incrivel né? olhando pra mim….quem diria!!!!!!apenas 10 anos. Ha exatamente 10 anos, mais especificamente em dezembro, levei um grande susto, o que me custou uma temporada de radioterapia e depois meses de quimioterapia.Mas minha vontade de viver, e o amor de todos que me rodeavam, me fizeram ter a certesa da cura ; amor maior primeiramente aos meus filhos, marido, irmãos mae, amigos, e com toda energia enviada por nosso TODO PODEROSO, lá de cima, me fez lutar acreditando piamente que era apenas uma fase de minha vida e que nada seria por acaso.E a cura viria.E que tudo teria uma razão, como foi fato foi.E cá estou firme e forte, curada, fazendo nesse mes de janeiro, tudo de novo(apenas controle) acreditando que ainda vou viver muito e com mui…ta alegria.E a essência de tudo é a FÈ.Diante disso tudo, como sempre, vc nos envia textos com mensagens maravilhosas e que não poderiam chegar em momento melhor pra mim.
    Um grande abraço.

    • 31/01/2012 às 20:53

      Querida amiga BEATRIZ: fico muito feliz pelos generosos comentários, assim como em saber que o texto lhe serviu, de certa maneira, na reposição de energias – muito embora eu saiba que você sempre foi (e será) exemplo de pessoa que desconhece o que é fraqueza, quando o assunto é superar desafios. Comemore bem esses primeiros dez anos; de uma série de muitos que virão. Sei que você iniciará pelo agradecimento ao PAI, Senhor absoluto de todos os caminhos. Depois, é só sentar-se à mesa com familiares e amigos. Por favor, guarde um lugar para mim. Sigamos na estrada, amiga! Bjs, RL

  10. Avatar de Roberto Tanouss 19 Roberto Tanouss
    31/01/2012 às 18:10

    Meu Velho!

    Como você sabe, o nosso assunto não acaba nunca. É assim há mais de 40 anos. E agora, face às circunstâncias, também, tem conversa pra mais uns 30, pelo menos!! Por isso, saúde pra nós e “pé na estrada”. Obrigado pela amizade fraterna e pela companhia das suas palavras. Vamos falando!!! Tamos juntos. Bjs e abçs

    • 31/01/2012 às 21:09

      ROBERTÃO: Eita, meu camarada! Que coisa maravilhosa ‘ouvir’ você neste blog. De fato, nossa história está apenas começando: os primeiros quarenta e poucos anos serviram somente para descobrirmos o caminho principal da Vida. Acho que aprendemos! Agora, é somente caminharmos – com Fé e Força. Sem pressa, junto com os nossos, e dando risadas. Sigamos, meu irmão: segura daí, que eu seguro daqui. E sem largarmos da mão de Deus, claro! Bjs RL

  11. Avatar de Dalva Guedes Arnaud 21 Dalva Guedes Arnaud
    31/01/2012 às 23:40

    PÉ NA ESTRADA – mensagem de muitos “efes” (Fé, Força, Felicidade…) abordando uma patologia difícil de ser falada de forma clara e com todas as letras – CÂNCER. Fico muito feliz por ter participado deste capítulo de sua vida. Que possamos sempre compartilhar e cultivar as flores que Deus permitiu estar em nosso caminho. Vamos viver o HOJE e compartilhar o AMOR. Parabéns!!! Da sua médica (oncologista) e amiga, Dra. Dalva Arnaud

    • 01/02/2012 às 08:42

      Querida médica/amiga DALVA: certa e felizmente você abraçou uma especialidade na medicina que, em tese, os pacientes procuram em situação ‘preocupante’. Em minha primeira consulta (enquanto aguardava com Irene, Beatriz, e Gustavo na sala de espera), achei curioso o fato das pessoas entrarem na sua sala com os semblantes tensos, e saírem… sorridentes. Não importava a gravidade do problema: a ‘metamorfose’ sempre acontecia no abrir-fechar daquela porta. Quando na consulta, entendi o porquê! Você possui o dom e competência de transformar o ‘problemão’, em pequenos ‘probleminhas’ – quebrando, inclusive, a ansiedade com relação ao fator tempo. Afinal de contas, já nascemos na sobrevida, não é?! Importa é o HOJE, como você bem frisou em seu comentário. Com você, já tenho 2 anos e 1 mês de ‘HOJES’. Confesso que também me considero ‘dependente total’ de sua participação nesta caminhada repleta de AMANHÃS, estou certo. Obrigado por você existir, minha santa! Bj, RL

  12. 01/02/2012 às 08:13

    Mais um excelente texto, meu amigo.

    Grande abraço

    Betinho

    • 01/02/2012 às 10:24

      Meu caro BETINHO: é sempre um prazer ‘encontrar’ você, mesmo que seja via www ou @.com Obrigado pelo comentário e torcida. Sigamos juntos ‘clicando’ as coisas belas da estrada. Ab, RL

  13. Avatar de Marize Rosa 25 Marize Rosa
    01/02/2012 às 10:05

    Caro amigo Lombardi!

    Falar de sentimentos e emoções não são fáceis principalmente quando se fala do “EU” e de uma enfermidade como o câncer.Você conseguiu descrever e, ao mesmo tempo, dar depoimento de um tema que tanto constrange as pessoas e as deixam tão depressivas.
    Sua Fé e perseverança e a maneira com que participa da vida faz a diferença.
    Continue assim com o “pé na estrada” vivenciando os momentos com muita alegria, amor e solidariedade.

    VIVA A VIDA !!!!!!!!!!!!!!!

    Parabéns! Este é o Lombardi, meu amigo, confrade e colega.

    DEUS SEJA LOUVADO!

    Marize Diniz da Rosa

    • 01/02/2012 às 10:53

      Querida amiga MARIZE: é incrível como esta série de ‘comentários’ enriquece o texto. De fato, falar/escrever na 1a pessoa do singular é meio complicado. Mas, quando o tema envolve experiências vividas, parece que Deus nos inspira na lapidação das palavras, bem como na sinalização de ser procedente a sua divulgação. Um dos meus ‘efes’, o da FÉ, me traz você à lembrança. Foi quando de sua visita (eu estava em fase de quimio) recebi de suas mãos uma medalhinha e minúsculo folder de N.S.dasGraças. Confesso que até hoje ambos me acompanham. As novenas, idem. O outro ‘efe’, o da FORÇA não teria a mínima condição de acontecer sem a presença do primeiro. Assim é como penso – sempre, e por todo o sempre! Sigamos na estrada, querida amiga! Bjo, RL

  14. Avatar de Felix de Carvalho 27 Felix de Carvalho
    01/02/2012 às 17:58

    Meu caro Ricardo. Estive, ultimamente, recluso em lugar que sequer entra sinal de celular. Imagine, então, acesso à internet. Por isso, apenas hoje, ao final da tarde, tive a satisfação de ler seu belo texto. Não vou dizer que você se superou, porque outros textos, ainda melhores, serão produzidos. Este texto tem, pelo menos, quatro grandes qualidades: profundidade de conteúdo, sensibilidade com o ser humano, emoção e transcendentalidade. Parodiando Milton Nascimento, é texto para ser guardado no coração (e também na alma). Como você sabe, trabalho com análise textual há mais de trinta anos, seja como professor da área, como revisor ou como analista. Isto não é para exaltar-me ou ser exaltado, mas tão somente para dizer-lhe, mais uma vez, que seus textos já fazem jus a uma publicação em livro. E aqui não vai nenhuma relação de amizade, mas um parecer objetivo e isento. Se tivesse que resumir seu texto em uma frase, diria: “A solidariedade e a amizade são os melhores medicamentos para os nossos males, físicos ou psicógicos”. Abraço.
    felix.

    • 02/02/2012 às 16:56

      Meu caro amigo, professor FELIX: 1) não é de agora que usufruo de sua amizade como ‘porto seguro’ para tirar dúvidas -e elas são muitas- sobre vocábulos e sintaxe, em nosso rico idioma. Em outros comentários, aqui mesmo neste blog, já atribui à sua pessoa a co-responsabilidade (caso venha a acontecer) na pretensa elaboração de um livro. Os seus incentivos, estou certo, não aconteceriam somente pela amizade; pois conheço o seu perfil profissional e a sua capacidade de ‘domar palavras em sentido lógico’. Tê-lo por perto, é fundamental para qualquer pessoa, como eu/aprendiz, que goste de ‘brincar com as letras’. [Filhos, já os tive. Árvores, já as plantei. OK, mestre: a ideia/livro, encontra-se em gestação (risadas)]. 2) o presente texto, de fato, saiu do meu âmago enquanto ‘inserido no capítulo II’ e atualmente, em fase de controle pós-tratamento, disposto a ‘soltar o verbo’ sobre o assunto; no pressuposto de que isto suavize a caminhada: minha, e de muitos/as que estão com o ‘pé na estrada’ (aqui, stricto e lato sensu). Forte abraço, e obrigado pelo constante aval. RL

  15. Avatar de dayane gonsalo 29 dayane gonsalo
    03/02/2012 às 23:47

    Querido professor, seria muito bom se todas as pessoas conseguissem enxergar a vida dessa forma: com “fé e força” e sem deixar que os espinhos escondam as tantas rosas que Deus coloca em nosso caminho! Afinal de contas, cada qual com seus espinhos… Só não podemos é deixar de caminhar do jeito que o Mestre mandar.

    Grande abraço e que Deus continue sendo a base da sua “fé, força e alegria”.

    • 04/02/2012 às 11:34

      Querida DAYANINHA: “FELIZ de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver” – a frase é de Dom Hélder Câmara, e sintetiza bem como é fácil alcançarmos o nosso 3º ‘efe’: FELICIDADE. Basta que fiquemos atentos aos encontros com pessoas bacanas e vocacionadas para o bem; como você! Quer prova disso?! Pois não: você acaba de destacar a importância dos espinhos como guardiões da maciez das pétalas. Continuemos na estrada, e seguindo sempre o projeto de Deus. (♬ só serei flor quando tu flores no verão ♪ -AlceuValença). Bj RL

  16. Avatar de Marcos Souto 31 Marcos Souto
    05/02/2012 às 10:29

    Ricardo, entendo o medo, o receio das pessoa declararem que eram portdoradas de cancer num tempo passado, onde a descoberta dessa enfermdade era como a iminente despedida da vida e isso ninguém queria passar adiante, por inúmeras e compreensíveis razões.Mas isso é passado. Hoje com recursos que dispõe a medicina, o cancer, em que pese sua gravidade, é algo que pode ser combatido e vencido. A vitória está associada a um ponto de fundamental importancia: a cabeça da pessoa. Nesse sentido transcrevo algo que meu pai dizia ” diante de uma dificuldade, o choro e o desespero levam a mais choro e mais desespero; o que deve ser feito é levantar a cabeça, juntar todas as armas disponíveis, usar o cérebro positivamente, enfrentá-la e vencê-la”.
    Um abraço,
    Marcos Souto.

    • 05/02/2012 às 13:00

      Meu caro MARCOS: primeiramente, quero declarar o meu prazer de vê-lo circulando neste ‘espaço/blog’. Uma honra, a sua presença! Sobre o seu comentário: faz mais de 40 aninhos que desfruto de sua capacidade de cultivar (e preservar) amigos. Pudera, o ‘velho Chico’ lhe deu régua e compasso com a maestria de quem conhece do assunto. Atualmente, em nossas caminhadas matinais, trocamos figurinhas sobre os legados recebidos (do seu Chico, e do meu Basto), e ficamos felizes quando conseguimos transmiti-los aos nossos filhos. Graças às lições recebidas, aprendemos a enfrentar e superar desafios. Com direito a um ‘fundo musical’ de uma música do Walter Franco, que diz: ♬ tudo é uma questão de manter / a mente quieta / a espinha ereta / e o coração tranquilo ♪. Avante, parceiro! Abração, RL (http://www.youtube.com/watch?v=UCzLZJ_0OTY)

  17. 07/02/2012 às 16:27

    Olá Ricardo , impossível deixar de dizer alô – após alguns meses sem contato – para uma pessoa tão especial. Objetivamente , para não cair em armadilhas e redundâncias : continue forte , fazendo com que esta inteligência ,clareza de raciocínio e sensibilidade continuem a irradiar luz e alegria à tantas pessoas.

    Em tempo : mencionar Beatles (permita-me acrescentar Elvis ??) e demais protagonistas dos anos 60 e 70 faz com que recordemos de um tempo mágico , parece que de uma outra vida ou dimensão.

    Obrigado novamente pela atenção durante o “Encontro do GRUPO” nesta João Pessoa tão simpática , tenho a certeza que iremos nos rever logo logo.

    Conte sempre comigo aqui no Paraná.

    Com grande estima e admiração.

    Marco Antonio Feres
    Ctba-PR

    • 07/02/2012 às 18:28

      Querido amigo ‘from Ctba’ MARCO FERES: imenso prazer ter você neste blog, mesmo tendo ficado totalmente ‘amolecido’ com os seus generosos comentários (risadas). Saiba que a recíproca é verdadeira! É sempre um prazer encontrá-lo em eventos científicos; ainda mais quando trabalhamos juntos, como no 6º Congresso ABOR (Gramado, 2007), onde coordenamos importante Simpósio. Recentemente, este prazer foi renovado com a sua presença aqui em Jampa no 42º Encontro do Grupo (junho/2011). Pena que, por ocasião do nosso Jantar Oficial, não pude assistir a sua ‘palhinha’ soltando a bela voz com alguns ‘hits’ da música universal. Na próxima ‘canja’, prometo que não perderei por nada. Até porque, pelo visto, vamos nos deleitar com obras do grande Elvis (o que nunca morreu). Sigamos na estrada, amigo. Cantando, sorrindo, e fazendo ciência (nesta ordem). Bj, RL


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