De todas as manifestações da arte humana, a FOTOGRAFIA é sem dúvida uma das mais difundidas e consumidas nos quatro cantos do mundo, e até mesmo fora dele. Se vivos fossem; Daguerre, Niépce, e vários outros, ficariam estupefatos ao constatarem que as suas invencionices com vapores de iodo foram cair no agrado de uma imensa legião de seguidores.
Somente uma visita a um bom acervo fotográfico (recomendo o MIS /Museu da Imagem e do Som/ em São Paulo), é capaz de traduzir a fundamental importância da ciência e da tecnologia na evolução que possibilitou: sairmos da alquimia dos daguerreótipos; passarmos pela escuridão dos lambe-lambes; e chegarmos (por enquanto) ao confortável e colorido mundo dos pixels.
Junto a este admirável crescimento, tornou-se inevitável a disseminação e [pena!] banalização do prazer de fotografar. Lamentavelmente, esta última condição faz perder, em muitos, o foco e a luminosidade do tema.
Acredita-se que os responsáveis diretos por esta generalizada “queimada de filme”, sejam: o barateamento do custo operacional; o facilitado [e prazeroso] acesso aos infinitos recursos digitais encontrados nas super câmeras; e a impressionante velocidade de postar imagens na web.
A interpretação não apenas possui coerência, como também é “homo-sapiens complacente”. Ela nos envaidece pela constatação da supremacia da inteligência humana na conquista (e domínio?!) dos seus inventos tecnológicos.
Pena que, com relação à captação de imagens, estejamos deixando de lado uma seqüência básica para obtenção de uma boa foto: ver; sentir; e clicar. O simples gesto digital não tem apenas o dom de registrar e perpetuar o momento, mas também de traduzir a emoção do mesmo. É quando se transforma em ARTE; mesmo que seja para denunciar.
Talvez um pouco de SEBASTIÃO SALGADO – http://bit.ly/cSvjmy – faça-nos bem. Ele é, na fotografia, o equivalente ao maestro TOM JOBIM; na música. Ambos apaixonaram-se pela riqueza do B&W (preto e branco). O primeiro, nas belas fotos impressas em papel; enquanto que o segundo, em partituras e nas teclas de um piano – http://bit.ly/MrWEL
CD Ricardo Lombardi de Farias
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Bônus 1 (excelente): http://www.madeinphoto.fr/
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Bônus 2 – quatro exemplos de fotos históricas:





Ricardo, a fotografia é isto que você mostrou, é o espelho da verdade e dos sonhos. Belíssimas fotos. Parabéns. Alba e Flávio Tavares
Queridos Tavares: uma honra receber seus comentários; como amigos, e como pessoas que possuem intimidade absoluta com a ARTE em suas várias formas. Vocês são pessoas especiais! Bjs, RL e Irene.
*** Nota de agradecimento (18/10/2010)/ caro amigo Flávio Tavares: hoje, fiquei emocionado e honrado com o recebimento da obra “Henri Cartier Bresson – o século moderno”. Seu belo e inesperado gesto, confirma que também faz parte da sua ARTE, o dom de cultivar e preservar amizades. À você, Alba, e filhos, os sinceros agradecimentos da família Lombardi.
O senhor como sempre arrasa nos textos e nos super links!
Saudade grande!
Doce Renatinha: obrigado pela amizade e cumplicidade. Saudade dói, viu?!! Bj, RL
Belo texto, realmente, devemos sentir,ver e clicar para que a foto seja bonita.
Meu caro Homem-Aranha: certamente nossas próximas fotos ficarão mais bonitas. Nunca como a nossa amizade, claro! Bj, RL
Meu caro Dr. Ricardo. Com todo respeito, quero dizer-lhe que o ponto mais importante do seu texto está nas fotos. E aqui vale a pena repetir o famoso axioma: “Mais vale uma imagem do que mil palavras”.
Com as considerações de sempre.
Felix
Caro mestre/amigo prof. Felix: as fotos em questão fazem parte daquilo que conhecemos como Estado da Arte. O texto é uma simples forma de oração, agradecendo e pedindo para nunca perdermos a emoção que elas (fotos) suscitam. Oremos juntos, pois! Abs, RL
Oi,tudo bem.
É verdade uma foto diz muito mais do que mil palavras. A tecnologia , fotográfica , dividiu o fotográfo – aquele que sente a foto ,como Sebastião Salgado ( ele é muito amigo de Marcos Guerra, casado c/Moema Lemos, nossa amiga ) e os outros , como eu, que fotografo p/ não esquecer o que vi ou o que está acontecendo. Mas, mesmo assim é muito boommm. Bjs. v. e Irene. Ju
Oi, JU: sua observação é precisa! Muitas vezes, em viagens de lazer, deixamos de aproveitar o prazer de “saborear” pelos olhos, em detrimento da compulsão dos cliques. Sim, estou sabendo da amizade do Sebastião Salgado com o Marcos Guerra (também gente muito especial). Inclusive, temos aqui o amigo Francisco Barreto que conviveu com os dois, durante exílio na França. Bjs,RL
Prezado Ricardo:
Grande texto o “Eu, inteiro, porém mais curto!”. Impressiona pela lucidez e, sobretudo, pelo humor com que você enfrenta (e vence)uma experiência que normalmente acabrunha e deprime o ser humano. Ele é mais uma prova de que a melhor literatura é a que nasce diretamente da vida.
Abraços de
Chico Viana.
Caro mestre Chico Viana: sua presença neste modesto meio eletrônico de comunicação, com direito ao bônus de honroso comentário, confirmam (e elevam) a minha admiração pela sua pessoa. Traduzir a vida em palavras, buscando torná-la mais amena, tem em você um verdadeiro mestre. Permita-me segui-lo! Sei bem que, além da chave, você também possui a fechadura/risos. Abs,RL
Excelente matéria sobre a arte da fotografia.
Hoje em dia está em alta, graças a facilidade e acessibilidade do processo digital. Sem dúvidas, fotografar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Aqui na Paraíba temos o Fotoclube Paraíba, que sempre promove eventos, saídas e encontros entre amadores e profissionais aqui no estado. Claro que também faço parte e convido-o a participar também.
Esse é o endereço do nosso fotoclube http://www.fotoclubeparaiba.com.br
E caso queira conhecer minha galeria de imagens, está aqui: http://www.flickr.com/photos/betinho_had
Abraço,
Herbert (Betinho) Albuquerque