NOVA (APESAR DE VELHA) ELEIÇÃO DO CRO-PB 
Tenho recebido vários emails e ligações telefônicas de colegas indagando se, de fato, na próxima sexta-feira (30/07) acontecerá o segundo capítulo; digo, o segundo turno da novela; ou melhor, da eleição do CRO/PB. A todos, tenho respondido que sim; baseando-me nas correspondências recebidas do CFO e da comissão eleitoral local, encarregada da organização e coordenação do plebiscito/2.
A correspondência do CFO veio sob a forma de comunicado à classe odontológica da Paraíba, esclarecendo a razão que determinou a realização do segundo turno: acatamento a uma decisão judicial. O documento, embora absorvendo a medida impetrada, manifesta discordância em relação à mesma; arvorando-se em normas regimentais vigentes na Autarquia desde 1976.
Sendo conhecedor e admirador da brilhante trajetória de lutas e conquistas do nosso Conselho Superior em prol da Odontologia brasileira; respeitosamente contesto que o fato de uma prática com 34 anos de existência não mereça ser revista. O faço com uma simples pergunta: ”é verdade que o Regimento Eleitoral Superior impede que chapas concorrentes tenham acesso a listagem (banco de dados) dos colegas eleitores?!”
Tenho certeza que a resposta é NÃO!
Reconheço a dificuldade de implantar (e exigir), na prática, uma linearidade entre as representações estaduais do modus operandi dos regulamentos explicitados na Carta Magna da Autarquia. Basta ver que a eleição do CRO/RN (acontecida uma semana antes) transcorreu de forma bem diferente da nossa – CRO/PB. E isto não foi – ainda – levado às instâncias judiciárias, como argumentos denunciadores de práticas antidemocráticas; certamente rechaçadas pelo douto CFO.
Como cidadão brasileiro, sou respeitador de Leis e Regras criadas para disciplinar o crescimento do meu bairro e/ou do meu país. Também como brasileiro, defendo que as mesmas – independentemente de terem 34 ou 100 anos de existência – quando necessário, sejam revistas (ou ajustadas) em detrimento das novas realidades sociais. Se assim não fosse, ainda seria legal que os passageiros fumassem dentro de aeronaves em trânsito; ou, ainda mais longe, seria lícito e ético explorarmos a mão de obra escrava.
Uma última dúvida: alguém recebeu – pelos correios – algum impresso com as cartas-programas das chapas concorrentes?! Alguém participou de algum debate (fórum de discussão originário da Grécia Antiga), que possibilitasse avaliar as propostas de trabalho dos candidatos, inclusive com a oportunidade de encaminhar sugestões não contempladas pelos mesmos?!
Mesmo na escuridão de propostas, desejo a todos uma boa eleição.
A vida segue!
CD Ricardo Lombardi de Farias
Para o CFO o que aconteceu foi a “penetração”/invasão em sua zona de conforto, zona esta mantida pela inércia frente as mudanças sociais e políticas ocorridas nos últimos 34 anos no Brasil e no mundo. Quanta escuridão clara aos olhos de quem se propõe a enxergar!
E quanto ao processo eleitoral atual, quanta clareza de idéias e propostas, estão tão claras que não consigo enxergar!
Abraço
Danilson