Arquivo para julho \26\America/Recife 2010

26
jul
10

nova (apesar de velha) eleição do cro-pb

NOVA (APESAR DE VELHA) ELEIÇÃO DO CRO-PB

Tenho recebido vários emails e ligações telefônicas de colegas indagando se, de fato, na próxima sexta-feira (30/07) acontecerá o segundo capítulo; digo, o segundo turno da novela; ou melhor, da eleição do CRO/PB. A todos, tenho respondido que sim; baseando-me nas correspondências recebidas do CFO e da comissão eleitoral local, encarregada da organização e coordenação do plebiscito/2.

A correspondência do CFO veio sob a forma de comunicado à classe odontológica da Paraíba, esclarecendo a razão que determinou a realização do segundo turno: acatamento a uma decisão judicial. O documento, embora absorvendo a medida impetrada, manifesta discordância em relação à mesma; arvorando-se em normas regimentais vigentes na Autarquia desde 1976.

Sendo conhecedor e admirador da brilhante trajetória de lutas e conquistas do nosso Conselho Superior em prol da Odontologia brasileira; respeitosamente contesto que o fato de uma prática com 34 anos de existência não mereça ser revista. O faço com uma simples pergunta: ”é verdade que o Regimento Eleitoral Superior impede que chapas concorrentes tenham acesso a listagem (banco de dados) dos colegas eleitores?!”

Tenho certeza que a resposta é NÃO!

Reconheço a dificuldade de implantar (e exigir), na prática, uma linearidade entre as representações estaduais do modus operandi dos regulamentos explicitados na Carta Magna da Autarquia. Basta ver que a eleição do CRO/RN (acontecida uma semana antes) transcorreu de forma bem diferente da nossa – CRO/PB. E isto não foi – ainda – levado às instâncias judiciárias, como argumentos denunciadores de práticas antidemocráticas; certamente rechaçadas pelo douto CFO.

Como cidadão brasileiro, sou respeitador de Leis e Regras criadas para disciplinar o crescimento do meu bairro e/ou do meu país. Também como brasileiro, defendo que as mesmas – independentemente de terem 34 ou 100 anos de existência – quando necessário, sejam revistas (ou ajustadas) em detrimento das novas realidades sociais. Se assim não fosse, ainda seria legal que os passageiros fumassem dentro de aeronaves em trânsito; ou, ainda mais longe, seria lícito e ético explorarmos a mão de obra escrava.

Uma última dúvida: alguém recebeu – pelos correios – algum impresso com as cartas-programas das chapas concorrentes?! Alguém participou de algum debate (fórum de discussão originário da Grécia Antiga), que possibilitasse avaliar as propostas de trabalho dos candidatos, inclusive com a oportunidade de encaminhar sugestões não contempladas pelos mesmos?!  

Mesmo na escuridão de propostas, desejo a todos uma boa eleição.

A vida segue!

CD Ricardo Lombardi de Farias

20
jul
10

palavra de cigano (aula da saudade)

Ontem, participei do último evento das solenidades de formatura da turma de Odontologia da UFPB – 2010.1. Ao todo, foram quatro agendas repletas de alegrias e emoções.

A primeira delas foi uma maravilhosa missa como forma de agradecer a DEUS pela dádiva de uma vida que permanece contabilizando valores fundamentais como: Saúde, Amor, e Solidariedade.

Na seqüência, veio uma ótima e descontraída Aula da Saudade! Excelente oportunidade para fazer um breve repasse dos cinco anos de faculdade; período em que as amizades se consolidaram; as diferenças foram niveladas; e o amor tornou-se superavitário.

Na apresentação áudio-visual, a música Smile (Chaplin/Nat King Cole) foi escolhida pelo fato de melhor simbolizar o maior patrimônio da turma: a alegria de viver! Coube a um louco-cigano interromper sua viagem ao sol; estacionar sua carruagem nas nuvens, e descer para – com muita honra – registrar este grande momento.

O ato foi presenciado por uma platéia bastante eclética. Sentados lado a lado, estavam: diabas e vampiros; patota da caverna do dragão; boneca de corda; homem-aranha; mulheres egípcias; croupiers da noite de Las Vegas; militares; cow-boys; espadachins; arqueiros… até um perdido ”hippie peaceandlove” foi identificado no meio de tantas outras figuras iluminadas e atemporais.

Em seguida, foi a vez do Paço dos Leões que ficou pequeno para comportar tanta alegria e emoção. Os nossos heróis e heroínas estavam lindos e impecáveis. Junto aos seus familiares e amigos, a regra era uma só: liberação ampla e irrestrita da alegria! Vou tentar quantificar: é como se todas as baladas (eu disse TODAS!) do período da faculdade estivessem sendo revividas (e juntas) naquele ambiente.

Por último, pude presenciar a solenidade de colação de grau no auditório da reitoria. Convém frisar que em posição super-privilegiada: sentado à mesa oficial e olhando, na platéia, meus vinte e sete adorados sobrinhos – e vê-los, oficialmente, serem convertidos em doutores! É mole?!

Embora tendo ficado constantemente com a minha visão umedecida, pude observar nos semblantes à minha frente um ar de seriedade e preocupação; talvez condicionados à uma pergunta que meus amados estivessem a formular: “E amanhã, após escovar os dentes, eu vou pra onde?! Pra faculdade?! Vai ter aula?!”

Não, gente! A faculdade não está mais no campus/UFPB! Olhem pra dentro de vocês; é lá que ela (agora) se encontra. Seja qual for o rumo de cada um, estaremos sempre juntos; vibrando com a continuidade de suas vitórias e com a certeza plena de que, havendo tropeços, é somente bater a poeira e… SORRIR – sempre!

Quem garante?! Eu, cara-pálida! O cigano tio Lombardinho!

Fé e Força! Beijos!

CD Ricardo Lombardi de Farias

 

 

 

19
jul
10

MAIS CRO/PB – ufa!

MAIS CRO/PB – Ufa!                                                                                               

Sinto-me honrado em verificar que, aos poucos, este despretensioso blog vem demonstrando dados estatísticos que confirmam um crescente número de acessos. Destes, acredito que a maioria seja proveniente de pessoas amigas, alunos e ex-alunos.

A todos, reitero os meus agradecimentos, e o inquebrantável compromisso de continuar pautado na finalidade única deste site: agrupar notícias, textos, crônicas, música & arte. Debater e trocar informações e idéias que contribuam para tornar a VIDA mais leve. Com HUMOR, sempre que for possível!

Política do CRO/PB: sei bem que é um tema específico, acha-se recorrente, não torna a vida mais leve, e pende mais para levar pânico do que humor (risadas). Após a elaboração de vários textos concernentes ao assunto (aqui ainda disponibilizados), confesso que estou preocupado com a rejeição que o mesmo possa adquirir. Ou, pior ainda, que muitos colegas CD’s deixem de fazer uma sensata reflexão sobre o assunto.

Com o propósito de contribuir e incentivar a uma imparcial análise; chamo a atenção para alguns pontos – também destacados de forma neutra, apenas com a visão de um simples eleitor, atento e participativo:

  • Senti falta de um informativo direcionado aos cirurgiões-dentistas paraibanos (insiro-me/1) e a toda a sociedade (insiro-me/2), por parte da atual gestão do CRO-PB, evidenciando e justificando seus contra-argumentos frente à impugnação pela Justiça Federal dos resultados das últimas eleições do nosso Conselho de classe;
  • Se o CRO-PB, em seu legítimo direito, recorreu da sentença impetrada e teve seu pedido “indeferido”, significa dizer que – de fato – houve tendenciosidade na interpretação matemática dos resultados, em favorecimento da chapa situacionista. Ou seja, o meu voto foi contabilmente mexido.

Não pensem que não luto pela Paz! Antes da eleição cancelada, por duas vezes enviei emails ao CFO demonstrando a minha indignação de estar concorrendo a um pleito aonde apenas uma chapa tinha acesso à listagem dos eleitores. Não houve respostas. Acredito que os mesmos não tenham chegado ao setor específico.

Ainda inconformado, também cheguei a fazer uma ligação telefônica ao CFO. Nesta, quando solicitei falar com o setor jurídico veio orientação para que me dirigisse ao jurídico local; isto é, ao meu jurídico CRO/PB (!?). Entreguei à Deus, e ao juízo dos homens de boa Fé (risadas).

Por último, no dia da eleição, encontrei um velho amigo dos meus tempos de ABO que estava como fiscal do CFO em nossas eleições. Colocamos a conversa em dia, e aproveitei para dizer como estava sendo desigual (para não usar hegemônica) aquela disputa que ele estava fiscalizando. Inclusive perguntei-lhe o porquê do CFO não adotar mecanismos que garantissem o equilíbrio democrático entre os quadros concorrentes, a exemplo do que (natural e civilizadamente) havia acontecido uma semana antes, na eleição do CRO-RN. Como resposta, meu amigo aconselhou-me a encaminhar ao CFO as minhas considerações para serem analisadas (!?). Optei pelo retorno da conversa aos bons e saudosos tempos de ABO.

Torço para que o presente texto receba uma interpretação isenta de passionalidades. Sei que é difícil para aqueles que, estando há bastante tempo no poder, não enxergam a excelente oportunidade concedida pela Justiça Federal, de reverem algumas práticas excludentes. A receita é simples: oferecer liberdade plena ao direito de escolha dos colegas eleitores, garantindo-lhes um pleito democrático, transparente, isento de casuismos, e com absoluto respeito ao contraditório.

Acontecendo assim, eu serei o primeiro a aplaudir os vitoriosos! Assim, a Odontologia da Paraíba espera merecer!

 CD Ricardo Lombardi de Farias

13
jul
10

TARDOU, MAS CHEGOU

TARDOU, MAS CHEGOU

Ontem, enquanto preparava a Aula da Saudade da querida turma concluinte 2010.1, recebi vários emails comunicando que a Justiça Federal havia invalidado o resultado das últimas eleições do CRO/PB.

Confesso que a notícia me causou muito mais preocupação do que satisfação. Alguns que acompanharam o processo têm consciência de vários textos escritos e ainda disponibilizados neste blog – relativos à sufocante tentativa de sensibilizar a categoria sobre uma prática caduca, desigual e antidemocrática no disciplinamento da citada consulta eleitoral.

Sobre a sentença impetrada, parece-me que a mesma fundamentou-se na “errônea interpretação” dos números finais. Os requerentes da ação judicial argumentam que a contagem dos votos foi tendenciosamente trabalhada para alcançar o patamar de “metade mais um voto”, para eliminar a possibilidade de haver segundo turno.

A minha preocupação é que o foco principal da questão traduz apenas UM entre vários fatores mutiladores da liberdade, e do estado democrático de direito. Como exemplos:

• ocultação de informações (somente a “chapa oficial” teve acesso a listagem dos associados com direito ao voto);

• uso do poder – apenas os decanos do cargo (e candidatos) definiam quem tinha (ou não) direito ao voto; inclusive ao voto por correspondência (credo!);

• uso da máquina – não é à toa que a Dilma, o Serra e a Marina Silva deixam os seus cargos para não serem “tentados” ao uso de equipamentos (telefones, por exemplo) e funcionários.

Para mim, o fatídico dia da eleição (07/05/10) foi inesquecível. Por que será que o cenário estava mais para guerra tribal, do que para uma salutar consulta/festa/democrática para escolha de nomes, entre pessoas que freqüentaram as mesmas disciplinas universitárias?!

Respondo: pelo distanciamento com a prática (e convivência) democrática; confirmado pela ausência de debates entre candidatos e/ou propostas. É deprimente que a contenda eleitoral sequer permita um simples e respeitoso cumprimento entre colegas portadores de idéias antagônicas, e propósitos talvez semelhantes.

Tenho certeza que um dia faremos igual à eleição do CRO/RN, acontecida uma semana antes da nossa. Lá, várias reuniões foram feitas com as chapas concorrentes. Todas as idéias foram analisadas e acatadas, quando vistas como edificantes ao pleito. Por ocasião da “festa da votação”, todos se freqüentavam mutuamente entre suas barracas, dividindo lanches e – pasmem – sorrisos! Não sei qual foi o resultado, mas certamente a Odontologia/RN saiu engrandecida.

Para mim, o despacho judicial apenas confirma uma vitória já alcançada pelos que fazem e têm compromisso com a Odontologia paraibana: o estabelecimento de uma nova ordem e condutas práticas nos processos eleitorais do CRO/PB, e nas demais representatividades da classe. Parece tratar-se do início de saneadoras manifestações do “movimento ACORDA-ODONTO/Pb”. Sigamos juntos!

Neste sentido, fico feliz de estar contribuindo (assim espero) com a formulação desses textos. São apenas palavras agrupadas no sentido de manifestar o posicionamento de um simples eleitor; atento e participativo.

Agora voltarei a trabalhar na minha Aula da Saudade! Confesso que com mais ânimo, pois parece que os meus queridos formandos muito em breve vivenciarão outra realidade democrática.

Palavra de Tio Lombardinho!

CD Ricardo Lombardi de Farias

07
jul
10

FUTEBOL E EDUCAÇÃO

FUTEBOL E EDUCAÇÃO

O caso do goleiro Bruno é bastante emblemático de acontecimentos que, lamentável e ocasionalmente, surgem no universo dos famosos; apesar de não ser prerrogativa exclusiva do mesmo.

Entendo que alguns desvios de comportamento adquirem mais condições de acontecer em pessoas (algumas) que, muitíssimo rapidamente, passam do anonimato ao estrelismo da fama. Dependendo da rapidez desta metamorfose e de outros aspectos predisponentes, o processo poderá se transformar, não em um ideal de vida, mas em um fardo insustentável.

Aqui no Brasil, como em boa parte do mundo, o esporte – notadamente o futebol – é uma porta de entrada ao hall da fama – pretendido por milhares de candidatos. Todos nós ficamos emocionados com os exemplos de superação de vários fenômenos que; saindo de condições humildes de vida, ingressam no patamar das celebridades.

Claro que descer de um transporte coletivo urbano (busão), e entrar num Porsche Boxster S particular é algo maravilhosamente desejado por todos. O problema (?!) está na abrupta velocidade com que este sonho é materializado; podendo, muitas das vezes, ocasionar perda de identidade (ainda em formação), e outros valores referenciais de vida.

O vertiginoso aumento do saldo-médio bancário traz consigo um batalhão de empresários voltados para cuidar da imagem e dos negócios do novo ídolo. Aos poucos vai ficando cada vez mais difícil deixar sua nova cobertura duplex, localizada em área nobre, para circular na área pobre de sua antiga comunidade; servida pelo busão.

Torna-se imediato o assédio das marias-chuteiras; espécime humano facilmente identificado por características bem definidas: são bem vistosas; possuidoras de exuberantes dotes físicos (muitas vezes de indecifrável DNA); e ávidas para circularem dentro de um Porsche Boxster S – fato que também as transformam em marias-gasolinas.

À medida que os gols (ou as defesas) vão consagrando os nossos heróis; também aumentam as suas cotações na bolsa de valores de todo o mundo. Suas agendas já não lhes pertencem mais; nem eles, tampouco. Muito logo, se transformam em griffe e, se brincarem, viram suco.

A fama não permite descanso! Ela gosta é de badalações e festas; muitas festas. Não faltam amigos e assessores nos lautos banquetes, regados a bebidas finas e sexo grosso; nunca a sorvetes como pretendido pelo profeta Dunga. A isto, o Ricardo Amaral, em seus áureos tempos de rei da noite, batizou como sendo os “prazeres da mucosa”.

Este é o ponto crucial! Saber conviver e administrar o novo estilo de vida irá exigir do novo deus uma sólida estrutura interior, até agora somente determinada por dois fundamentais pilares de sustentação: família e educação.

Olhando assim, e retornando ao lamentável caso Bruno, somos todos responsáveis no sentido de encontrarmos mecanismos que evitem o surgimento de novos (e trágicos) desvios de rota. Sobre o tema, achei muito feliz a leitura feita pelo senador e professor Cristovam Buarque quando cita em seu Twitterhttp://twitter.com/Sen_Cristovam: “Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo no futebol e ficou triste! É o 85º em educação e não há tristeza”.

No capítulo família, o goleiro Bruno parece que já entrou em campo um pouco derrotado. As manchetes dizem que foi abandonado pela mãe aos dois anos de idade. No quesito educação, desconheço o seu grau de escolaridade; ou melhor, desconheço o conteúdo assimilado.

Como cidadão, sinto-me desconfortável e em débito com o fato de ainda não havermos encontrado mecanismos sociais eficientes que minimizem alguns fatores de risco aqui comentados. Tomara que os nossos candidatos, quando eleitos, implementem ações neste sentido.

Sendo o esporte sinônimo de saúde, acredito que um bom caminho seria fazer com que os clubes investissem mais na sanidade de seus atletas, incluindo aí um fortíssimo e competente acompanhamento psicológico.

Somente pela via da educação é que poderemos – jogadores e torcedores – recuperar o título de melhor futebol do mundo. Até lá, ficaremos sem entender qual o tipo de oração que o Bruno faz (fazia?!), de joelhos e braços abertos, antes do início de cada partida.

Palavra de torcedor/eleitor!

CD Ricardo Lombardi de Farias