08
abr
10

novo tempo – novas atitudes!

NOVO TEMPO – NOVAS ATITUDES!

Os que me conhecem sabem que esta é a primeira vez que participo de uma chapa para eleição do CRO/PB. Também já manifestei (neste blog e em vários emails) as razões que me fizeram aceitar o convite formulado pela chapa ACORDA ODONTO.

Primeira delas é meu incondicional amor pela Odontologia. Acho que posso confirmar este sentimento buscando na lembrança alguns feitos: construção da sede da ABO/PB; criação da EAP-ABO/PB; criação da ABOR/PB; realização de 5 (cinco) Congressos Paraibanos de Odontologia, dentre outros.

Ao descrever essas poucas realizações, aproveito para cumprimentar os inúmeros colegas que – sem as suas valorosas participações – nada disso teria sido possível de ser materializado. O trabalho sempre foi coletivo; plural. Impossível creditá-lo a uma só pessoa, ou a um só grupo. Ao longo do percurso alguns partiram, e outros chegaram. Sempre haverão de chegar!

Não gosto de ouvir dizer que eleição de CRO/PB sempre foi “jogo duro”. Jogo?! Nunca! Prefiro acreditar que a nossa principal câmara de representação continua sendo motivo de orgulho, de trabalho ético e continuado, na elevação da nossa classe; atualmente bastante desmotivada. Prefiro acreditar que sempre será momento de festa quando uma categoria se mobiliza para escolher – entre seus iguais – o grupo que melhor poderá representá-la.

E é sobre isso que formulo o presente texto. Continuo acreditando que é possível fazermos uma eleição promovendo um debate de bom nível em cima de idéias, objetivos, e propostas de trabalho. Infelizmente, antes mesmo de sabermos se a nossa chapa foi homologada, não é esse o cenário que, caduca e teimosamente, se descortina.

Querem uma prova de como essa triste premonição acontece?! Hoje, recebi uma ligação de um grande amigo me felicitando pelo aniversário. Ele, infelizmente, como não acessa internet, não tinha conhecimento dos textos produzidos e inseridos neste blog. Disse-me ter ficado preocupado com a minha pessoa, ao ouvir, de um outro colega, o seguinte comentário: – É lamentável que uma pessoa como Ricardo Lombardi esteja se deixando levar por um grupo de… etc, etc, etc…

Dei boas risadas! Nem foi necessário que meu colega citasse o nome da fonte emissora dos impropérios. Pelo “estilo”, ficou fácil identificar a procedência. Sempre a mesma! O que incomoda é o fato de nem ao menos ter se dado ao trabalho de se informar sobre os (péssimos ?) integrantes da chapa. Na pressa, saiu fuzilando uma colega que nos apóia, mas não faz parte da chapa; muito menos a encabeça.

Por enquanto não quero imaginar que se fará necessário solicitar intervenção da Comissão de Ética para denunciar e inibir a circulação de comentários desse tipo.

Tenho certeza que esse texto chegará ao conhecimento dos colegas que estão atualmente dirigindo o Conselho. Nutro por eles profundo respeito e admiração. Sei que estão trabalhando intensamente para que o pleito eleitoral transcorra na mais perfeita ordem e transparência, assegurando igualdade de condições para todos.

Como ainda não temos a listagem e acessibilidade aos colegas votantes, sigo quixotescamente incomodando alguns eleitores/amigos internautas. Inclusive já estou trabalhando um próximo texto que abordará uma coisa chamada “voto por correspondência”.

Em tempo: a chapa ACORDA ODONTO está assim composta:

Danilson Cruz, Waldson Dias de Souza, Ricardo Lombardi de Farias, Rinaldo Moreira Pinto, Ana Maria Gondim Valença, Edna Guedes Pequeno, Alessandro Leite Cavalcanti, José Cadmo Wanderley Peregrino de Araújo Filho, Liège Campos Santa Cruz Consta, Isa Jane Galvão Pimentel.

CD Ricardo Lombardi de Farias


3 Respostas to “novo tempo – novas atitudes!”


  1. Avatar de Danilson da Cruz 1 Danilson da Cruz
    09/04/2010 às 08:34

    Lombardi, é isso! Coragem, principalmente para enfrentar os abismos que se colocam no dia-a-dia através de certos discursos que só representam as práticas obscuras de alguns sujeitos.
    Continuemos a caminhada!
    Abraço

  2. Avatar de Seu cliente DBC 2 Seu cliente DBC
    09/04/2010 às 10:00

    Dr. Ricardo estou cada dia mais revoltado com essa odontologia… onde nos falta apoio em todos os patamares, do acd que é um simples técnico em enfermagem graduado na esquina ao nosso presidente operário que respondeu ao ser perguntado se iria pedir dinheiro mais uma vez ao FMI: “O FMI é igual a um Dentista: Um mal necessário…” Será que ser Dentista é tão ruim assim? Bem que mamãe falou: “…meu filho, por que você não faz medicina? Como médico você vai ficar sentado na sua cadeirinha por pouco tempo, vai relaxar, um trabalho fácil meu filho… e quando a coisa apertar apenas abra sua gaveta e pegue um receituário preenchido com: Diclofenaco ou albendazol… além de ganhar muito bem… quero ver você feliz…”
    É Dr. Ricardo… não escutei minha mãe, queria ajudar as pessoas, queria dar a oportunidade delas sorrirem sem vergonha pela primeira uma vez… queria poder mostrar que a odontologia não é só “distração” ou “bituração”, queria mostrar que a saúde oral é tão importante quanto outras… mas está difícil meu doutor. Onde falta um simples óculos de proteção para a realização do trabalho com mais segurança, onde devemos mesclar necessidade e falta de material e além de tudo a ingratidão por parte dos nosso queridos pacientes, onde estamos ali simplesmente para ajudá-los. Sem contar no mais importante: A miséria que recebemos. Sim, míseros 2 salários mínimos e meio… O que nós fizemos de tão mal na vida passada para ter um carma tão grande? Ser logo dentista? Nem é Doutor… é dentista! Doutor, espero que a luz realmente esteja no fim do túnel. Gostaria que você falasse um pouco dos seus planos, metas para o Acorda Odonto. E o que você dos nosso salários do psf? E um tal projeto de lei, que junta teias e mofo há mais de anos na gaveta desse imenso Brasil-Guarani: projeto de eqüidade salarial. Abraço

    • 09/04/2010 às 10:32

      Oi Davi: de fato é muito constrangedor para um jovem com menos de 5 anos de formado, fazer esse tipo de análise, perfeita e infelizmente verdadeira. O que dizer?! Penso que responder essa pergunta com palavras, vira um discurso sem fim. No entanto “o que fazer?!” nos remete, no mínimo, a tomar atitudes que trabalhem diuturnamnte para reverter essa sua (nossa) angústia. Peço apenas que ACREDITE na profissão. Não é ela que impõe este sofrimento. É ela que precisa de mais saúde. Cuidemos, pois! Forte abraço, RL


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