Archive for the 'Uncategorized' Category



08
dez
12

Com Fafá, lembrando John e Tom

Com Fafá, lembrando John e Tom john e tom

 

Sou mais velho que Fafá. “Bem mais velho”, dirá ela quando tomar conhecimento desta minha contabilidade tendenciosa.

Sem problemas!

Para mim, não importa a margem de erro cronológico; mas sim o motivo que me fez lembrar desta ‘jovem e velha’ amiga: o dia de HOJE – 08 de dezembro! Ou, para ser mais preciso: John e Tom!

Sem mais divagar sobre diferenças de idades, o fato é que – não faz tanto tempo – nos conhecemos em uma época onde não existia: celular, internet, muito menos ‘redes sociais…virtuais’.

Como foi possível sobrevivermos sem isso?! Sei lá, ué! Apenas sei que sobrevivemos, e atualmente somos ‘facebookeiros / tuiteiros’ de primeira linha – agora sim, sem sabermos se este caminho permite volta.

E este é o ponto que me provoca a escrever o presente texto: a lembrança de como as notícias eram (e são) transmitidas nesses dois tempos; cuja distância não faz tanto tempo.

No passado, elas vinham pelo rádio! Quem primeiro ouvisse, tratava de ligar pelo telefone (aparelho fixo, acionado por discagem) aos amigos mais próximos para – lentamente – comunicar & comentar a novidade. Boa ou má, não importa!

Foi assim que, em dois oitos, de dezembros distintos, pelas ligações da Fafá, tomei conhecimento dos passamentos de John (1980), e Tom (1994).

Mesmo quando a notícia era triste, as ligações traziam certo alento. Havia uma cumplicidade entre emissor e receptor, no sentido de dividir o fardo.

“Como será que viveremos sem ele?!” – perguntava a minha amiga. As respostas eram buscadas a partir dali. Algumas, até hoje, nunca encontradas.

Acho que, de certa maneira, a universalidade dessa forma jurássica de ‘comunicar em rede (real)’ deve ter contribuído e despertado algumas das ideias (brilhantes e esfumaçadas) dos pré-adolescentes Gates e Jobs, visando a criação e materialização dos meios que hoje utilizamos.

É pena que, em detrimento do tempo real, da rapidez, e da capilaridade da notícia, perdemos o encanto de sua absorção. Refiro-me ao famigerado “curtir” (com o fatídico desenho do polegar pra cima), abundantemente acionado em redes sociais.

Hoje, acho que seria mais ou menos assim: por volta das 23 horas, o John Lennon levaria o tiro. Pow! Depois de cinco ou dez minutos, mais de 1.500.000 pessoas no mundo já teriam ‘curtido’ (?!!) o triste acontecimento. Vôte!! Curtir ‘o quê’, oh cara pálida?! A bala?! O sangue?! A queda?! Ou a ignorância daquele momento, tão igual a tantos outros agora presentes?!

Neste caso, a pressa parece não fazer jus aos sentimentos e votos universais de R.I.P. (Rest In Peace).

Sem curtição! Apenas com Imagine http://www.youtube.com/watch?v=yRhq-yO1KN8 e Passarim http://www.youtube.com/watch?v=P6BihqBdBAA

CD Ricardo Lombardi

20
nov
12

a arte de viver dá pé

A ARTE DE VIVER DÁ PÉ

 

Hoje cedo, algo pareceu-me diferente ao iniciar os primeiros passos da rotineira caminhada no calçadão de Manaíra – Tambaú. Apesar da sonolência matinal, pude perceber que: céu, sol, e mar, estavam ali; fiéis aos seus horários e cores de primavera quase verão. Igualmente presentes, os insuportáveis vestígios de sujeira e lixo que, pela constância da permanência e/ou descaso na coleta, já fazem parte do cenário. Triste!

O ‘quê’, então, estava fora da ordem?! Qual o fator responsável por fazer com que as pessoas estivessem mais atenciosas umas com as outras?! Seria algum tipo de vírus os responsáveis pela cumplicidade dos olhares?! E também pelo vertiginoso aumento de cumprimentos, mesmo sem nenhum esboço de sorrisos?!

As respostas para essas perguntas vieram em alta velocidade, pela contra-mão, e com a sirene em cota máxima de decibéis. Foram trazidas por um carro de polícia que se dirigia ao prédio onde um moço acabara de cometer suicídio jogando-se do alto.

Claro que o trágico acontecimento chocou e comoveu a todos que, pelo local, paravam ou circulavam. Pelos comentários, parecia que o rapaz não era muito conhecido na área; muito menos os motivos que o teriam levado a cometer tamanha atrocidade contra a própria vida.

Estando (infelizmente) o fato consumado, caberia a polícia técnica encontrar as respostas. Quanto a nós, (sobre)viventes, caberia ficarmos com o desconforto de refletirmos sobre um episódio que coloca na balança: o valor da vida x a fragilidade humana.

Sei que não estou qualificado para fazer esse tipo de análise. Muito menos escrever sobre o tema. Se aqui o faço (ou tento), é apenas pelo impulso de haver presenciado um forte, isolado, e triste acontecimento que se contrapõe – pelo inusitado – a uma prática ‘coletiva e diária’ de louvar a VIDA, sob a forma de caminhar/correr em um cenário (ou será um templo?!) de nome ‘Praia de Manaíra – Tambaú’.

Que o bondoso Pai eterno acolha a alma deste moço e suavize as dores de seus familiares.

Quanto a nós, proponho que tiremos a ‘fragilidade humana’ de um dos pratos da balança e a coloquemos junto ao ‘valor da vida’. Dessa mistura, certamente chegaremos mais próximos de entender a FORÇA que nos faz seguir caminhando, inclusive conhecendo as pedras que, eventualmente, nos fazem tropeçar – sacudir a poeira – e prosseguir.

Sim, claro, e cultivando cada vez mais a troca de gentilezas e sorrisos entre os que acreditam que a ARTE DE VIVER DÁ PÉ.

CD Ricardo Lombardi

14
out
12

de um extremo a outro

  • Nota Prévia: “Mâncio Lima [ http://bit.ly/QZSPnX ] é um município do estado do Acre, que já teve como prefeito (por dois mandatos), o paraibano LUIZ HELOSMAN: cirurgião-dentista, formado na UFPB, e meu colega de turma. Em julho deste ano, em Catingueira/PB, estivemos juntos. Na ocasião decidimos que iríamos conhecer, em 2013, aquele pedaço do Brasil. O Luiz concorreu nas últimas eleições a mais um mandato para prefeitura do município. Não logrou êxito! Hoje, achei por bem passar-lhe este e-mail, assegurando-lhe -juntamente com toda a turma- que a nossa viagem está DE PÉ – firme e forte!”

 

Queridos, LUIZ HELOSMAN e ÂNGELA:

O ano era 1974, ou talvez 1975.

O local era o Pavilhão do Chá, em João Pessoa, onde, saindo do sobrado das Trincheiras, você e eu tomávamos a segunda e última cerveja.

O dinheiro só dava pra duas. Sorvíamos muito vagarosamente, pois o ‘papo’ era merecedor de muita concentração: conversávamos sobre um futuro que mostrava-se tão incerto quanto a matemática de João, o garçom que nos atendia.

Lombardi, acho que vou lá pro lado do Acre, onde tenho um irmão que mexe com política, e eu percebo que também possuo esse ‘trem’ em meu DNA.

– Eita, Luiz, acho que você está certo, sim! Este Brasil é imenso e certamente lá você será, profissionalmente, muito útil. Boa sorte, bicho! (era a gíria da época)

Depois disso, nos despedimos, e fomos cada um em busca do seu destino, onde, sem sabermos, éramos esperados por Ângelas e Irenes – duas grandes guerreiras!

Voltamos a nos encontrar 30 anos depois, em 2005, nas comemorações das nossas três décadas de formados.

Desta vez o cenário foi o Hotel Gavoa/PE.

Foi lá que, entre as alegrias de louvores e sabores, botamos a conversa em dia, juntamente com as nossas singulares donas: Ângela e Irene.

Foi neste belo (re)encontro, que tomamos conhecimento da existência de um município brasileiro chamado Mâncio Lima/AC. E de maneira soberana, pois as apresentações estavam sendo feitas pelo casal ‘prefeito e primeira-dama’ da cidade. E em segundo mandado; detalhe que ‘dobrou’ o nosso orgulho – toda a turma!

Voltamos a nos encontrar em julho de 2012 – desta feita em um paraíso do sertão paraibano chamado ‘Serrote Agudo’.  (Beijo para Zé Tota, Moema, e familiares)

Um ponto alto deste inesquecível passeio, foi quando convocamos a nossa turma para uma ‘reunião de trabalho’. Nossa tropa é assim; basta juntar mais de cinco pessoas para trocarmos ideias e deliberarmos sobre eventos voltados para um só objetivo: comemorar a Vida e Amizade.

Todos os presentes aprovaram a ideia de –em julho de 2013– fazermos uma viagem ao Acre, com o intuito de estirar um ‘fio dental’ ligando o Farol do Cabo Branco (extremo Oriental), até o lado oposto; isto é, o EXTREMO OCIDENTAL do Brasil que fica em… Mâncio Lima!

Durante a reunião, soubemos que você/Luiz estava (ainda pela força do DNA) concorrendo a um terceiro mandato como prefeito, e que, após as eleições, iríamos trocar ideias de como viabilizar a viagem. Neste contexto, merece ser lembrado um importante aspecto: A NOSSA VIAGEM AO ACRE JAMAIS ESTEVE VINCULADA A RESULTADO DE ELEIÇÕES, MAS TOTALMENTE ATRELADA AO PRAZER DE ABRAÇÁ-LOS (Luiz, Ângela e família) EM UMA REGIÃO DO PAÍS ONDE VOCÊS, MESMO NÃO TENDO SIDO (desta vez) ELEITOS, JÁ ESTÃO IMORTALIZADOS PELOS VOTOS DA HISTÓRIA; COMO HERÓIS E DESBRAVADORES. O Brasil deve muito a vocês, e nós nos orgulhamos disso!! Sigamos…

  • AMIGOS DA ODONTO-75/ peço que observem que NÃO usei a logomarca da turma, pois entendi o presente texto como uma manifestação PESSOAL. Mesmo assim, resolvi compartilhar o assunto com vocês, principalmente os que estiveram presentes na reunião do Serrote Agudo.
  • LUIZ e ÂNGELA/ um dos anexos, ilustra uma lembrança-convite que recebi de vocês em 2007 e que, hoje, com o pensamento focado em vocês, tive o prazer de tirar do baú e rever: o convite de formatura da Dra. Priscila (filha).
  • Talvez seja a idade que mexe com esse tal de sentimento. O fato é que tive vontade de escrever essas linhas, sentindo-me ‘adolescente’ frente à perspectiva de conhecer Mâncio Lima.
  • Cuidemos, pois!

CD Ricardo Lombardi

18
set
12

mobilidade urbana via educação

MOBILIDADE URBANA VIA EDUCAÇÃO

O taxi andava (?!) em um ritmo pouco mais célere que um cágado manco, e da terceira idade. Do lado de fora, um grupo de pessoas estava promovendo uma agitada panfletagem/adesivagem para algum(a) candidato(a) que certamente  aparece no guia eleitoral, garantindo que tem a solução para resolver a MOBILIDADE URBANA. Uau!

O semáforo à nossa frente abriu-fechou duas vezes, e não saímos do canto. O jeito que encontrei para passar o tempo foi ficar observando o diálogo entre uma moça da ‘militância’ com o motorista do carro ao lado – igualmente estático.

Licença, moço, eu poderia ‘adesivar’ o seu carro?!

-Não, minha jovem, ADESIVAR não é verbo. Muito menos existe como vocábulo!

-Desculpa, moço, isso aí que o senhor disse acho que tá em falta. Só tenho este modelo aqui: posso ou não posso ADESIVAR?!

-Minha jovem, se isto ao menos fosse um decalque, aí sim seria factível a sua pergunta: posso DECALCAR?! –pois estaríamos diante de um verbo transitivo direto.

-Vixe, moço, agora complicou de vez. Peraí que eu vou chamar TONHO, pra ver se ele resolve o SEU problema. TONHOOOOOOO! 

Pena que o sinal abriu e conseguimos andar uns sete metros. Mesmo assim perdemos de vista o cágado que, pelo tempo, já deve ter chegado em sua casa.

Quanto a mim, segui o percurso não mais preocupado com a MOBILIDADE URBANA; mas sim em conhecer as propostas daquele(a) candidato(a) relativas à EDUCAÇÃO. Fui!

CD Ricardo Lombardi

15
set
12

a vingança de um fogão

A VINGANÇA DE UM FOGÃO

Sou daqueles que facilmente preservo na memória alguns utensílios domésticos; principalmente se os mesmos fizeram parte da minha infância. Muitas vezes chego ao extremo de considera-los elementos integrantes da família, como se vida possuíssem. É meio coisa de louco, eu sei!

Acontece que, até hoje, lembro-me do primeiro choque elétrico recebido quando fui abrir a porta da ‘moderníssima’ geladeira Kelvinator. Passado o susto, assimilei o fato como se ela (sim, a geladeira) tivesse me ensinado: –‘menino, não me toque quando estiver molhado e com os pés descalços’. Lição aprendida para sempre – na pele e nos nervos, diga-se.

De todos os equipamentos, era o fogão, aquele que eu mais respeitava. Até porque, para que pudesse funcionar, tornava-se imprescindível a presença de alguma pessoa no comando – preferencialmente que soubesse ‘dialogar’ com as suas bocas.

Esta relação ‘pessoa/fogão’ era, para mim, prova maior de que os utensílios domésticos faziam parte da família. Quando os ‘pratos & sabores’ eram servidos e (bem melhor) aprovados – como aqueles feitos por tia Terezinha – eu sempre achava que um pouco do saboroso mérito, deveria ser atribuído /também/ ao fogão!

Uma prova desta verdade é trazida pelo oposto; isto é, quando algo ‘dá errado’ e atribui-se o infortúnio ao fogão – que não funcionou a contento, etc… Equivale ao famoso ‘tirar da seringa’ e deixar o facilmente esquentável culpado ainda mais esquentado.  Pura injustiça! Ou sacanagem gratinada, caso prefiram.

Recentemente, foi possível assimilar outra evidência de que alguns utensílios domésticos são mesmo dotados de ‘reações sobrenaturais’ – optei por este rótulo por julgá-lo pertinente a ‘paranormalidade’ do texto. Buuu!

O fato aconteceu com o amigo @PetronioSouto. Figura ímpar e querida, que fez opção de se isolar em uma das células do Marques de Almeida, cultivando em seu modus vivendi o sólido conceito de NÃO estabelecer nenhuma intimidade com… o fogão (!?).

Diferente do seu computador, o’quatro-bocas’ do nosso amigo é o utensílio mais apagado do planeta Terra. Nem água, o ermitão sabe esquentar. Fritar um ovo?! Só se for de algum anquilossauro que deixe as areias do Cabo Branco, e suba até a varanda do seu apê. Putz!

– “Rapaz, amanhã não poderei participar da nossa SWALK *, porque fui – apressadamente e sem óculos – à cozinha, e dei uma topada (!) com o meu terceiro pododáctilo do pé esquerdo, que fez o prédio balançar e eu quase morrer de dor!” (tradução: nosso herói quase arrancou um dedo do seu pé esquerdo, fruto de um tropeço doméstico em seu esquecido e desaquecido fogão).

Fui visita-lo! Encontrei a vítima (entenda-se: o pé esquerdo), dentro de um balde, submerso em água gelada e salgada, enquanto o seu proprietário continuava praticando o seu esporte preferido: consertar o Universo em apenas 140 caracteres, via Twitter!

Fui até o cenário da tragédia; a cozinha. Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um ‘velho e simpático fogão’, visivelmente fora do lugar e confidenciando para a sua colega geladeira: …pois é, querida, cansei de ser bobo, de não ser reconhecido. Meti-lhe a rasteira! Quero ver se agora ele não nota a minha presença!

Parece que surtiu efeito. Felizmente! Hoje, o @PetronioSouto participou da SWALK; calçando havaianas®, óbvio! Disse-me que está seguindo alguns sites de culinária, pegando dicas com @GERMANOROMERO, e que muito em breve irá convidar o nosso grupo para saborear um prato de sua autoria: canelone dopo il passo falso!

Deus é Pai. E capocuoco!

  • Nota final: É claro que a topada existiu. Mas o texto é fruto da imaginação trazida pelo prazer da amizade e convívio com este dileto amigo, Petronio Souto. Caminhar ao seu lado, junto com os demais parceiros, transforma os sábados em dias muito agradáveis. Andemos pois!

CD Ricardo Lombardi

  • SWALK significa ‘Saturday Walkaminhada’ – nome fantasia concebido por um grupo de amigos, adeptos de caminhadas sabáticas pela orla da praia do Cabo Branco, João Pessoa/PB.
  • Após o trajeto de 13 km/em média, é costume a reposição das energias em um café da manhã no Tambaú Flat.
  • Integrantes: Marcos Souto, Mucio Souto, Petrônio Souto (o acidentado), Petrônio Cavalcante, Carlos Batinga, Roberto Tannous, Lula Queiróz, Glauco Montenegro, Herbert ‘Betinho’, Julio Rafael (assiduidade zero), Rosemildo Jacinto, Rodolfo Athaide, Ricardo Lombardi, e quem mais vier…

Hoje, no café: o quórum foi pequeno por conta do aniversário, ontem, de Bob Zaccara. Placar final: Baco&Bob 60 x 2 SWALK. (VIVA COM ALEGRIA)

07
set
12

abóbora virtual

ABÓBORA VIRTUAL

Conversando com amig@s que nasceram na era anterior ao computador, sou levado a acreditar na existência de uma força-tarefa familiar, cujo objetivo é promover um descabido patrulhamento digital, todas as vezes em que pessoas que viram nascer o é proibido proibir’ do mano Caetano, são vistas à frente do teclado/monitor.

No meu caso (sim, também sou vítima), vez por outra escuto: “-Pai, você deve parar de ficar escrevendo essas suas ‘abobrinhas’ nas redes sociais. Quem lá tem interesse de saber o que você faz ou pensa!”. Dou risadas! Percebo que eles também(!?) – o que torna o fato merecedor de análise.

Vejo-me forçado a dar um tempo no cultivo da minha modestíssima lavoura de abóboras, e lanço o contra-argumento de que este ‘patrulhamento doméstico-digital’ é, além de inócuo, incompatível ao mundo moderno. Não apenas configura-se em um tipo de cerceamento da liberdade de ‘teclar-postar’; como também vai de encontro ao desejo de milhares de famílias que gostariam de ver seus pais (e avós) navegando com mais desenvoltura em mares ‘w.w.w. nunca d’antes navegados’. E navegar, sabemos, é sempre preciso!

Penso que a diferença esteja na forma de se ver (e utilizar) a embarcação. No dizer dos amigos argonautas @ToinhoMariz e @PetronioSouto: “-a nossa geração já viu e viveu de tudo!”. Concordo! Eu apenas acrescentaria ao final da frase “…tudo, com poesia!” – como termos ido em ’69 (com o violão) para a beira-mar, no dia em que o homem pisou na Lua. Diferente de hoje, onde pouco ligamos para um ‘carrinho’ que, de Marte (via @MarsCuriosity), manda fotos 3D para nossos iPhones, iPads – iJesus!!

Voltemos à Terra – e ao foco! Com relação às redes sociais, parece óbvio tratar-se da mais nova Torre de Babel. Cada um faz uso da maneira como acha que deve. Muitos se orgulham de ostentar uma grande e crescente quantidade de ‘amigos‘ e ‘seguidores‘. Bacana! Outros são tímidos, mandam um faker / Buuuu! Enfim… cabe todo mundo neste imenso divã. Inclusive eu!

Fico por aqui! Agora vou saborear um delicioso creme. De abóbora, claro! Servid@s?!

CD Ricardo Lombardi

13
ago
12

coisa de louco (ou de dentista brasileiro)

COISA DE LOUCO (ou de dentista brasileiro)

Pelas redes sociais, até porque não existe outro meio, temos lido centenas de textos/depoimentos de colegas -profissionais de odontologia- manifestando suas insatisfações com relação ao defasado modelo político administrativo do seu Conselho Maior de classe: o CFO.

Acho que estamos batendo na tecla errada! Tenho percebido que os textos vão se transformando em verdadeiras ‘obras literárias’, porém nenhum efeito de mudança é observado. É mais ou menos como se estivéssemos trabalhando no dente errado: a dor não passa.

– O que fazer, então?!

Acho que primeiro, devemos entender que alguns dos nossos colegas que ocupam cargos nos CRO’s e CFO, também (sim, TAMBÉM!) já perceberam que a coisa anda mal. Não é possível que estejam habitando em outro planeta. O fato é que perderam o ‘trem da história’ na medida em que não souberam (ou será que não quiseram?!) promover as mudanças longamente esperadas pela classe; entre elas: oferecer total transparência dos seus atos políticos, administrativos, e financeiros; e um novo [e bem mais JUSTO] modelo de eleger os seus novos representantes.

Não faz sentido mais de 240.000 dentistas desconhecerem o que é DELEGADO-ELEITOR e, mesmo assim, uma fração ínfima deste universo se aventurar nos 27 estados da Federação a uma disputa quixotesca, contra MÁQUINA e PODER azeitados por 47 anos (idade do CFO) do mesmo óleo lubrificante vencido, usado em 1964/65. São heróis! Merecem o ouro olímpico!

– Como ficamos, então?!

Comecemos por fazer o diagnóstico certo! Para isso, devemos criar -até em redes sociais- um documento (espécie de abaixo-assinado) que permita fazer a seguinte consulta à classe/BR: “VOCÊ GOSTARIA QUE O SEU CONSELHO FOSSE MAIS TRANSPARENTE E DEMOCRÁTICO?!”

Vamos ver o que acontece!

CD Ricardo Lombardi

04
ago
12

‘efeito garrocho’ na Paraíba

(04/8/2012) 11/ OBJETIVOS COMUNS/ Odontologia: PÓS-ELEIÇÃO DO DELEGADO ELEITOR/PB:

Ontem, aconteceu a votação que escolheu o Delegado-Eleitor da Odontologia paraibana. Compareceram 167 dentistas aptos ao voto, dentro de um universo de 3.404 profissionais inscritos no CRO/PB (segundo consulta feita há pouco no site do CFO), ou talvez perto de 5.000 profissionais (segundo informado verbalmente pelo presidente do CRO/PB).

Não importa quem está com a razão: se o site, ou o Dr. Abraão. O fato é que a ‘Chapa 2 – POR UM NOVO CFO’, que eu tive a honra de representar, não logrou êxito: 44 votaram por um Delegado com perfil de mudança (chapa 2); enquanto 121 colegas fizeram opção por alguém que conduzisse o voto paraibano pela manutenção do longevo modelo político-administrativo do CFO (chapa 1). Um voto em branco(!?), e outro inválido(!?), fecham a conta.

Considerando o número de profissionais da versão site do CFO (até porque fica impossível fazer contas na base de “quase 5.000”), podemos deduzir que apenas 4.90% dos dentistas paraibanos participaram do processo eletivo. Calma, gente! Não pensem que o percentual descaracteriza a legitimidade da escolha. Pelo contrário, estamos evoluindo. Antes do “EFEITO GARROCHO” a consulta, aqui na Paraíba, para Delegado-Eleitor, era feita em cima de, aproximadamente, 0.002% dos dentistas. Ontem, até fila para votar aconteceu!

-Na boa?! /Reconheço e respeito o resultado da escolha feita pelos colegas. Lamento apenas que, infelizmente, à Chapa 2 tenha sido negado –como sempre– o direito ao acesso à listagem dos “quase 5.000” colegas paraibanos. Muitos dos que foram votar, nem sequer sabiam da nossa existência, enquanto alternativa de proposta por mudança.

Está parecendo lamento de perdedores?! Garanto que não, pessoal. Estamos de cabeças erguidas, e conscientes de termos feito a coisa certa; inclusive com elevadíssima ‘importância pedagógica’ – fundamental na conquista e preservação do estado democrático de direito.

Neste ‘contexto pedagógico’/e dias antes da ‘Assembleia’/ demos entrada em Ação Judicial pela anulação da mesma, arvorados na tese de aplicação de um ‘modelo eleitoral’ que continua sem conceder CONDIÇÕES DE IGUALDADE entre as partes concorrentes. Até quando isso vai durar?! Não sei! Só sei que, no final da tarde de ontem, dia da ‘Assembleia’, soubemos do indeferimento da Ação.

Claro que assumimos um grande ‘risco político’. Caso a decisão tivesse contemplado a tese de IGUALDADE DE DIREITO entre as partes concorrentes, distribuiríamos um ‘Comunicado aos Dentistas Paraibanos’ justificando o porquê da nossa atitude. Infelizmente (ou mesmo felizmente, não importa) não foi feita a distribuição do documento. Como também não foi permitido que a Chapa 2 fizesse uso da palavra no intervalo do curso que precedeu a votação; sob o argumento de que também a Chapa 1 estaria impedida de fazê-lo. Entendi! Até no ‘impedimento’ permanece a desigualdade, uma vez que a Chapa Oficial teve todas as oportunidades do mundo para se dirigir aos ‘quase 5.000’ dentistas.

O Dr. Abraão contou na coordenação dos trabalhos com a ajuda do seu colega presidente do CRO/RN. Foram eficientes! Pelo menos muito mais do que na Assembleia realizada naquele estado-irmão. Parece que lá [assim fui informado] as portas foram trancadas antes do horário pré-estabelecido, e a votação se deu, em algumas ocasiões, de forma aberta, e não secreta, como determina o Regimento Eleitoral. É ou não é resultado do ‘efeito pedagógico’?!

Hoje, ‘day after’, em telefonema recebido do Dr. ARNALDO GARROCHO, pedi-lhe que ficasse à vontade, caso se fizesse necessário utilizar a ‘vaga paraibana’ para uma eventual composição política da chapa de oposição ao CFO. Levei uma bronca no melhor estilo mineiro! Dele ouvi que não abdicaria do meu nome somado aos de outros colegas integrantes do movimento POR UM NOVO CFO, e que eram consideráveis as chances de êxito. Vamos à luta!

  • Por último, quero parabenizar os colegas FERNANDO TORRES e RONALDO CAMPELO: dois bravos guerreiros! Igualmente rendo agradecimentos e homenagens a TODOS e TODAS que se engajaram ou compreenderam esta causa (foram bem mais do que 44, estou convicto). Destaque especial para os queridos graduandos e recém-formados em Odontologia que, ainda sem direito a voto, estiveram presentes e puderam testemunhar que “mais cedo do que tarde” uma NOVA ODONTOLOGIA surgirá. Viva a pedagogia! Viva o ‘efeito Garrocho’!

CD Ricardo Lombardi

Com o Dr. ARNALDO GARROCHO, em Vitória/ES, na reunião para construção da Chapa POR UM NOVO CFO.

27
jul
12

odonto: um fato histórico

PARA ANÁLISE:

Sou formado em Odontologia, doutor em Ortodontia, professor da UFPB, e filiado a ABOR -inclusive já tendo participado do seu Conselho de Ética. Há pouco recebi, juntamente com os demais colegas associados da ABOR, uma circular enviada por email pela presidência desta ‘casa maior da Ortodontia e Ortopedia Facial brasileira’, cujo conteúdo é voltado para chamar a atenção sobre a importância das Assembléias estaduais, realizadas pelos CRO’s, e destinadas a escolher o Delegado-Eleitor de cada UF: cirurgião dentista que conduzirá o voto para eleger a nova diretoria do CFO. Confesso que não entendi(?!!) a razão da ‘pedagógica circular’. Principalmente quando destaca que o processo é ‘reconhecidamente obsoleto’ e que propostas de ‘mudanças estão sendo trabalhadas’. Ora, lamento apenas que isso esteja sendo lembrado com QUASE MEIO SÉCULO DE ATRASO e na proximidade de um evento HISTÓRICO: pela primeira vez, a eleição do nosso douto Conselho terá uma segunda opção de escolha: ‘CHAPA 2 – POR UM NOVO CFO’, movimento liderado pelo Dr. ARNALDO GARROCHO (CRO/MG). Pena que este ‘detalhe’ não tenha sido informado aos colegas ortodontistas pela circular da ABOR.

Sim, fui convidado pelo A.G. e aceitei fazer parte deste movimento ‘histórico e transformador’. Não por vaidade pessoal, mas por ser um eterno defensor da Odontologia e por acreditar que ‘será pra valer’ o trabalho de mudança -a começar pelo sistema eleitoral (sempre prometido e nunca cumprido); por uma nova política para regulamentação e disciplinamento de convênios odontológicos; pelo debate sobre o piso salarial; pela transparência administrativa (com demonstração rotineira do quadro de inadimplência), pela aprovação da carreira de estado do CD, entre vários outros /acesse: www.novocfo.com.br /

Peço desculpas por trazer o assunto via ‘redes sociais’. Acontece que é o único meio que disponho, uma vez que o meu CRO(PB) não disponibiliza o banco de dados para divulgarmos as propostas aos colegas. Não os condeno. É somente desconhecimento de práticas democráticas existentes no século XXI. Tomara que a minha querida ABOR nunca venha a acha-las ‘naturais’.

Agradeço pela leitura. Muito mais pela reflexão que o assunto provoca.

Abraços e há braços,

Ricardo Lombardi (CD/ CRO.PB-1004)

  • AGENDA: Na Paraíba, a Assembleia para escolher o Delegado-Eleitor/PB, acontecerá no dia 03 de agosto de 2012 (sexta-feira), às 20:30 horas, na sede do CRO/PB  – Compareça, participe da mudança!

10
jul
12

guenta coração!

Depois de muitos anos, hoje o destino me levou a subir uma pequena (outrora imensa) ladeira da minha infância. Fica na Rua Nova (General Osório).

Foi ali que, ainda de calças curtas e pela primeira vez, tive noção daquilo que seria a ‘mágica do teatro’. Quis o destino que o fato acontecesse no ‘Teatro do Seu Cilaio’ (vovô Cilaio, para nós).

A subida (da ladeira) foi tranquila. Porém um detalhe me chamou a atenção e permitiu-me deduzir: “pior que o avanço da idade, é o descaso com a memória da cidade”.

As calças já não são mais curtas. As lágrimas, sim!

Sendo teatro, posso finalizar: MERDA!

CD Ricardo Lombardi