Archive for the 'Uncategorized' Category



30
set
19

faltava uma voz: Maria Alice

maria alice 1Conheci Maria Alice quando chegou nascida. Não assisti o seu primeiro choro ao chegar neste mundo, mas contemplei as lágrimas de sua mãe, Margot, ao recebê-la com um abraço somente menor que o tamanho de seu sorriso, e de todos que visitavam a casa dos Pontes de Carvalho.

Roda o tempo e vejo Maria Alice saindo de uma cápsula no planeta Popótamus. Chegava radiante…tal qual o seu sorriso. Parecia um anjo. Ou melhor, parecia a indiazinha que Caetano nos avisou que “desceria de uma estrela brilhante” no esplendor de seus quinze anos. Novamente, somos contemplados com a emoção e o sorriso de Margot… imensos, como que recebendo a sua Alice no país das maravilhas.

Gira o mundo e, ontem (25/9/19), vejo brilhar no pequeno palco do Café da Usina Cultural, uma jovem e linda mulher que, se declarando “carregadora de amor e música”, solta a sua bela voz e encanta…enquanto canta e declama. Sua presença em cena é forte. Seus gestos são marcantes e bem ajustados ao conteúdo de sua poesia, pinçada através de músicas que nos faz sentir que a nossa (boa) emoção sobreviverá. Ótimo!

Maria Alice quando solta a voz, parece trazer um mar. Nele, eu posso até me afogar…mas não sem antes ver Margot dar sua risada!

Valeu, Lala!

alice canta

12
jan
18

até mais ver, nêga Má!

nega b&w

Não sei bem quantas reuniões e eventos a nossa turma realizou após o encontro de 2005, comemorativo aos 30 anos de formados. Sei apenas que MARIA AMAZILE FERREIRA DE ARAÚJO RAMALHO (nêga Má) participou de todos, ou quase todos. Juntamente com outras/os colegas ela sempre esteve na ‘linha de frente’ das organizações. Mas não ficava por aí: ela sabia a hora certa de chamar a atenção quando alguma coisa saía do controle. E como saía! Sabia também aplaudir quando as promoções davam certo. E como davam! A nêga Má foi talvez a pessoa que melhor incorporou a importância da união dos colegas. Sua noção de ‘grupo’ era fantástica! Possuía fuso horário próprio, pois não se importava se era dia, noite, ou madrugada para fazer suas ligações todas as vezes que se lembrava de algo importante para dizer. E como lembrava! Sempre trabalhou no sentido de trazer os colegas que estavam mais distanciados das confraternizações, argumentando com absoluta propriedade a importância de ‘celebrar a VIDA’. E como soube celebrar! Se a festa era à fantasia, ela era a primeira a chegar… sempre bem produzida! Se fosse pra dançar samba, frevo ou rock…ela tirava os sapatos e fazia inveja a qualquer Carlinhos de Jesus. Sempre sorrindo, vale lembrar! E como a sua risada era gostosa! Não é à toa que ela sempre aparece em quase todas as 7.579 fotos e 837 vídeos que fazem parte do acervo da turma. Falando em fotos, lembro que em 1975, pouco antes da nossa formatura, ela me acompanhou (ambos de branco) até o comércio da cidade baixa, onde íamos comprar algo para as festas de colação de grau. Lá, na Praça Pedro Américo (em frente ao Teatro Santa Roza), convidei-a para tirarmos um retrato (sim, o nome era este…não existia selfie) com um daqueles lambe-lambes. A pequena e grotesca foto eu não sei por onde anda…acho que ficou com ela. Pouco importa…o que vale é a gostosa lembrança que hoje me invade das boas risadas que demos no local. Sempre foi a amiga-irmã que sabia ouvir, para só depois falar. Comigo, sempre foi das primeiras a dar um abraço franco e sincero em  momentos em que você está a precisar de um abraço franco e sincero. Muitas vezes até o amplexo vinha com o bônus de um sussurro: “se você está feliz vá em frente, amigo!”. Valeu, neguinha! Por tudo isso, quando soubemos que nêga Má ficou acometida de grave enfermidade, todos nós (turma Odonto/75) tivemos a certeza de que ela – juntamente com seus familiares – enfrentaria a doença com altivez, valentia e serenidade. E assim aconteceu, a julgar quando nos fez a surpresa de chegar no café da manhã do Mangai (16/12/2017), por ocasião de nossa confraternização. Chegou elegante. Chegou chegando! Foi se despedir do pequeno grupo de amigos? Talvez! …mas pelo sorriso e luz trazidos por ela, fica pertinente para todos, dizer uma só frase: “a gente logo vai se encontrar, nêga Má! Até breve, querida!”

*nota: optei por não utilizar parágrafos. Preferi ir direto, seguindo o fôlego da emoção.

CD Ricardo Lombardi

30 anos ok

CE COLETIVO ALUNOS

ARROMBA WITH GIRLS

goiás piscina

mangai DEZ 17

tears 42

25
jul
17

Swalk das Índias

O coletivo SWALK foi criado no início de 2011. Surgiu discretamente, sem muito alarde. Também pudera… possui em sua gênese o silêncio do Atlântico (amanhecendo entre as orlas de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco); somado ao prazer do encontro entre grupo de amigos, usuários deste paraíso em suas caminhadas matinais.

Podemos afirmar que a soma dos quilômetros andados ao longo do tempo, daria para ter percorrido umas 6 vezes todos os caminhos de Santiago de Compostela; ou, aqui mais próximo, umas 180 vezes os percursos do abnegado Padre Ibiapina. Tome chão!

Aos sábados, após as caminhadas mais longas possibilitadas por tempo mais relaxado, temos o famoso ‘Café Swalk’, onde o papo rola sem pressa e com a certeza de que a receita para consertar o mundo está sempre sobre a nossa mesa.

Não existe ficha de adesão, seleção por gênero, muito menos cartão-fidelidade. Para o ingresso, basta chegar! E caminhar, óbvio. Alguns já partiram e deixaram saudades… sempre degustadas durante o café e/ou em outras ocasiões, o que permite ao grupo a noção exata da sua razão existencial: celebrar a Vida!

Com base no exposto, levo ao conhecimento de todos que, no 10 semestre de 2018, iremos realizar a I SWALK INTERNACIONAL. O destino já foi deliberado: Cartagena das Índias/COL.

Alguns esclarecimentos:

  1. A escolha do local buscou um bom equilíbrio da equação ‘custo x benefício’; relativa proximidade geográfica; potencialidade turística; relativas semelhanças culturais/climáticas;
  2. Sabemos da existência no grupo de verdadeiros globe-trotters. Pedimos aos mesmos a devida vênia, caso a opção feita os levem a visitar ‘de novo’ o mesmo local…só que, desta vez, em grupo e vestindo a camisa Swalk.

Faremos algumas (poucas) reuniões para definirmos datas/períodos. Avisaremos aos interessados.

Saudações SWALK / caminhar é preciso!

Viva a VIDA!

LOGO SWALK

10
set
16

—UM POUCO DE GAB*, ELEIÇÕES, E BARREIRA

choro-da-barreira

A mim não surpreende o ‘assunto Barreira’ estar pouco discutido neste momento de caça aos votos entre os candidatos às eleições municipais de EU LOVE JAMPA.

Fácil de entender; pois o debate continua o mesmo. Tudo gira em torno de provar que o adversário está mentindo, apresenta dados manipulados, formou alianças espúrias, não tem competência para o cargo, etc e tal… Forma caduca e horrível de fazer política. E vergonhosa!

A Barreira leva nítida desvantagem neste embate. Primeiro, porque ela é UMA SÓ… contra ‘milhares’ de casas construídas, empregos gerados, quilômetros asfaltados, entulhos removidos…dados rotineiramente contestados nos palanques, nas mídias, ou nos tribunais de contas.

Outro ponto a considerar: a Barreira é (ainda) gigantesca, sendo impossível esconde-la com tapumes. Custa muito dinheiro, além de demandar comprovada –e suprapartidária– competência técnico-científica. Não permite improvisos…é trabalho para especialistas. Também é obra de longo prazo de  execução…impossível pretende-la concluída em uma única gestão. Ou mesmo duas. Ou três. Ou mais.

Por conta destas e de outras condicionantes, a Sociedade paraibana encontra-se bem vigilante com respeito às propostas oficiais de recuperação física e funcional da Barreira do Cabo Branco. A começar pelo desejo de abraçar um projeto que não traga dúvidas quanto à sua viabilidade de execução, além da certeza na previsibilidade de bons resultados.

O GAB tem consciência de que a cidade possui inúmeras prioridades, assim como fica incomodado com a inexistência de um ‘plano diretor’ – não elaborado em gabinetes, mas de forma transparente e amplamente discutido com a participação da população. Ou dos eleitores, caso prefiram.

Se hoje, os candidatos não abrem o verbo sobre o assunto, é porque acreditam tratar-se de um tema que não dá votos. Mas pode tirar, não é?!

A Barreira É a cara de João Pessoa. Ela está muito doente. Ela continua esperando com muita paciência. Nós NÃO!

(*)Grupo Amigos da Barreira

CD Ricardo Lombardi

25
nov
15

– ATÉ TALVEZ, ATÉ QUEM SABE…

 

– ATÉ TALVEZ, ATÉ QUEM SABE…

RL TEXTO 40

Acabo de voltar de um maravilhoso final de semana comemorativo aos 40 anos de formatura da minha turma de graduação – Odontologia, 1975 / UFPB.

Desta feita, o prazer de abraçar colegas e familiares aconteceu dentro de um paraíso chamado Pousada Aruanã – http://www.aruanapousada.com.br/

Dos 56 ‘formandos’, conseguimos reunir 26. O número é fantástico!

Principalmente, se contabilizarmos as quatro décadas de estrada; a dimensão geográfica do Brasil; as cinco baixas já sofridas; e o ‘não desejo’ em querer participar de encontros desta natureza, manifestado [via silêncio] por aproximadamente uma dezena de colegas.

Já em casa, com as malas desfeitas e o cheiro de saudade no ar, sento-me ao computador e busco fazer algo impossível: arrumar palavras que traduzam a dimensão do encontro.

Mais ousadia ainda é pretender que um simples texto leve aos colegas e amigos – presentes e ausentes – um pouco das emoções vivenciadas.

Vou tentar…

Começo percorrendo os modestos ambientes e as precárias instalações que, dispostas no terreno em forma de ‘L’, abraçavam a igreja de Lourdes; possibilitando-nos o ‘ir e vir’ entre (as ruas) Trincheiras e João Machado.

A proximidade com a capela permitia a todos uma espécie de bonificação celestial. Refiro-me a suave sonoridade do ângelus da tarde que servia de sinal para que compressores e canetas de alta-rotação fossem desligados: “- por hoje, chega! Pode cuspir e evite morder deste lado”. Amém!

Logo percebemos que as carências físicas e funcionais dos ambientes, eram superadas pela abnegação de queridos mestres que – via transmissão de conhecimentos e técnicas – souberam manter acesas (até hoje) as lamparinas do encanto pela ciência de Pierre Fauchard. A estes, o nosso eterno ‘muito obrigado’.

TRINCHEIRAS OK

O mundo girava mais devagar…

Entramos na faculdade e fizemos todo o curso (71/75) com o país sendo governado pelos militares. Por onde circulávamos, havia sempre um recado: ‘Brasil, ame-o ou deixe-o’. Como um filho teu não foge à luta… toda a nossa turma, felizmente, resolveu ficar! E foi muito bom, pois nos conhecemos melhor.

Durante todo o período do curso, logo percebemos que os cheiros fortes de eugenóis e ionômeros eram mais toleráveis que os napalms pulverizados no distante Vietnam. Como antídoto a tudo isso, ensaiávamos cantarolar power to the people; ou mesmo pra não dizer que não falei de flores enquanto esculpíamos bocas voltadas ‘preferencialmente’ para sorrir.

E risadas, nós demos muitas! Principalmente quando folheávamos o Pasquim. Sabíamos bem, enquanto acadêmicos de odontologia, a importância de um sorriso.

Finalmente, chegou 1975! E foi sorrindo que recebemos a notícia do fim da guerra no Vietnam. Ou melhor, gargalhando… pelo reconhecimento do lado vitorioso. Agora… eugenóis e ionômeros eram fragrâncias. Agora… o ângelus era bem mais ouvido; os compressores foram desligados… pois já estávamos – concentrados e bonitos – dentro da igreja do Carmo, parceira de Lourdes, para a missa de formatura. Uau!

Depois da colação de grau, nos despedimos. Cada um foi em busca da realização de seus sonhos. Parece que conseguimos… a julgar pela felicidade dos nossos encontros…agora com filhos/as e netos/as.

O mundo gira mais ligeiro… […ou eu fiquei mais vagaroso].

Continuo professor de odontologia em nossa UFPB – pelo menos por mais alguns poucos anos. Gosto muito do meu ofício. Gosto de estar em salas de aula; de conversar e aprender com meus jovens alunos… principalmente quando ficam ‘atacados’ com as despe$a$ para as suas festas de formatura. Alguns, já formados, curtem – via fotos nas redes sociais – as nossas comemorações ‘com mais de uma década de formados’. Para eles, este feito é quase milagre.

Sorrindo, respondo-lhes: “- É não, meus queridos. É muito fácil. Basta olhar para os céus e agradecer a Deus pelas bênçãos recebidas… sem jamais esquecer de cantar a Canção da América”. [amigo é coisa pra se guardar…]

QUE VENHA LOGO 50 ANOS!

[parece difícil?! que nada… já somos eternos!]

CD Ricardo Lombardi

 

CE COLETIVO ALUNOSSentido E>D/ fila superior: Ricardo Lombardi, José Roberto, Francivaldo, Delfino, Luis Almeida, Jesus, Luismar, Ronaldo Campelo. Fila do meio: Nevinha, Graça Paiva, Amazile, Leninha, Socorro (Help), Chico, Rosinha de Firmino, Luiza, Liège, Fátima. Fila de baixo: Elenilda, Penha Barros, Dilma Ellen, Ana Borges (adotada pela turma), Socorro Aragão, Edna Cristina, Maria Carmen (Kay), Socorro Guedes (Socha).

11
out
15

santinho – abor – millôr – marta e suas filhas

Acho que tomei conhecimento do comentário, via Millôr Fernandes.RESORT d

O fato se deu em plena ditadura militar, quando, após o fechamento de mais uma edição d’o Pasquim, estavam, ele e Jaguar, tomando uma cerveja em um botequim de Ipanema, já no amanhecer de uma segunda-feira qualquer. Lá pras tantas, viram entrar um trabalhador – humilde e candidamente vestido – com a sua marmita sob o braço, se dirigir ao balcão e pedir… ‘uma média com pão e manteiga’.

E foi aí que veio o comentário, não importando a sua autoria: -“eles são limpos e pedem tão pouco, não é?”. Pagaram a conta e saíram… deixando seus copos ainda cheios.

A lembrança deste fato me veio por conta de, nesta semana, eu ter participado no Costão do Santinho, Florianópolis, de um importante congresso da minha área profissional. Não fiquei hospedado no Costão, mas em uma pousada: simples, e distante a menos de dois quilômetros do imponente resort.

Praia dos Ingleses e mar do Santinho, em época de baixa estação e com tempo chuvoso, é deserto absoluto. Nem táxi circula por ali – situação por demais conhecida de todos que, como eu, estão acostumados com o cheiro de maresia e sopros de ventos alísios.

Por conta disso, e com tempo sobrando, durante todos os dias e bem cedo, fui ao Costão de ônibus de linha, regular, nada de especial. Em nenhum dia, esperei mais do que cinco minutos. Em todos os dias, o motorista me recebeu com um ‘bom dia’, e mais um sincero sorriso. Conheço do assunto.

Talvez por conta do horário, a oferta de assentos disponíveis foi sempre verificada; apesar de eu preferir ficar em pé, pois o trajeto era de apenas cinco paradas de ônibus. Junto comigo, muitas crianças e adolescentes indo para as suas aulas. E mães… em sua grande maioria funcionárias do resort Costão; facilmente identificadas pelo uniforme.

Foi numa dessas viagens que conheci Marta e suas duas filhas. Batemos um papo rápido. Tempo suficiente para eu admirar aquela mulher trabalhadora; suas filhas; seu otimismo com a vida; seus trajes: humildes e cândidos; etc…

governança

Marta foi pra mim, o que o trabalhador da ‘média com pão e manteiga’ representou para Millôr e Jaguar. Apenas, para fechamento do presente texto, pego carona no comentário inicial fazendo uma pequena complementação: -“eles continuam limpos e pedindo muito pouco, e nós… continuamos a oferecer-lhes quase nada”.

Viva a Vida!

CD Ricardo Lombardi

27
maio
15

no meio do caminho tinha uma árvore…

No meio do caminho tinha uma árvore…ÁRVORES E ASFALTO

Já faz muito tempo que nós, habitantes da cidade de João Pessoa, convivemos com a ideia de que moramos na “segunda cidade mais verde do planeta”. Sim, há controvérsias quanto a veracidade do verdejante título. Há quem diga até, que a menção foi originária de uma jogada marqueteira para elevar a capital paraibana no cenário turístico brasileiro.

Pelo visto, colou! Assim ou assado, o fato é que passamos a nos envaidecer com o honorífico rótulo e nem sequer fomos pesquisar a sua legitimidade; até porque a ‘nova’ qualificação nos catapultava para um plano internacional, planetário, e muito superior à modesta condição de ‘capital das acácias’ – esta sim, verdadeira!

Evidente que, inexistindo contestação, e já respirando o superávit de sombras e fotossíntese, preferimos não mexer no assunto. Afinal, só perdíamos para Paris – c’est la vie, mon amour!

Pena! Já diziam os antigos: o preço do bônus é a eterna vigilância!

Como tudo que nos é dado gratuitamente (no caso, sem ter havido sequer a necessidade de arar e cultivar a terra), parece que ficamos desleixados com atenções básicas à natureza. Ou, quem sabe, já nos acostumamos a preferir tons de cinza, ao invés de verde.

Por aqui, se o que mais importa é a mobilidade urbana, danem-se canteiros e árvores. Se o que mais queremos é chegar com mais rapidez, façamos viadutos e sequemos rios… se é que sobrou algum com água (limpa).

Calma, gente! Não estou sendo contrário ao desenvolvimento urbano. Estou apenas apavorado com a falta de planejamento para alcança-lo. Não me venham com o argumento de que ‘para cada árvore arrancada, outras tantas serão replantadas’.

É falso! Não podemos esquecer que ÁRVORE tem VIDA, e algumas das espécies ceifadas eram (vidas) centenárias. Vingaram porque venceram um solo arenoso e, mais recentemente, o CO2 dos carros. Significa dizer: não podemos afirmar que outras mudas vencerão tais condições inóspitas, muito menos que nós –na pressa diária– tenhamos paciência para esperar mais cem anos.

Também tivemos vidas/árvores como CARLOS DRUMMOND e HERMANO JOSÉ. Ambas quase centenárias, frondosas, e que deram excelentes sombras e frutos. É possível que outras surjam. Iguais?! Melhores?! Não sabemos! Fica apenas a lembrança, a saudade, e a certeza de que: se no meio do caminho tiver uma árvore… faça uma curva, ora! Oremos!

CD Ricardo Lombardi

  • Créditos: a foto ilustração foi trazida por Domingos Nicola Delgado Porto. Valeu, Mingo!
08
dez
14

natal com estrelas ortodônticas

NATAL COM ESTRELAS ORTODÔNTICASAAA MUCHA C RL

Para mim, o palco da Ortodontia brasileira conta hoje com algumas personalidades que me fazem pegar estrada para assisti-las presencialmente – ao vivo e a cores.

Uma delas atende pelo nome de NELSON MUCHA; a quem, carinhosa e respeitosamente, eu chamo de guru. E acho que não estou sozinho nesta admiração: muito recentemente este gaúcho-carioca teve uma sua conferência rotulada como ‘top ten’ no templo sagrado do congresso americano de Ortodontia da AAO (New Orleans), com auditório lotado e até gringo sentado ao chão.

O guru MUCHA, faz por merecer. Possui estilo próprio na arte de transmitir conhecimentos, e sempre o faz com elevada responsabilidade didático-pedagógica. Sabe trafegar com maestria entre o erudito/clássico e o contemporâneo – caminho indispensável aos discípulos de Edward Hartley Angle que desejam [de fato] respirar Ciência e Arte.

E foi assim que ‘peguei estrada’ até Natal/RN, ao tomar conhecimento pelo professor HEITEL CABRAL – meu irmão potiguar e clone quase perfeito de Mahatma Gandhi – de que haveria naquela cidade mais um ‘Mucha in Concert’.

Rever o casal NELSON & MARIA LUCIA MUCHA na bela cidade de Natal, e ainda desfrutar do privilégio de abraçar amigos como Heitel, Moema, Haiane, Dickson, Emerson, Marcos Vinicius, Alexandre, Dennyson, e tantos outros… É (sem dúvida alguma) PRESENTE DE NATAL ANTECIPADO!

Um dos assuntos do curso abordou a Estética do Sorriso. Mas foi no jantar de encerramento que o “prazer do sorriso” foi desenvolvido como aula prática; principalmente quando comentamos o ‘susto’ que a plateia levou, por ocasião do encerramento do curso.

Passo a contar…

– ‘Coube ao nosso querido HEITEL proferir as palavras de despedidas e agradecimentos ao casal MUCHA. Talvez inspirado pelo clima natalino, o nosso Mahatma Téinho sacou de sua pasta uma folha de papel, com um texto-mensagem alusivo ao espírito jingle bells. O escrito dizia que todas as estrelas do cosmos haviam sido mandadas para a Terra; mas, devido ao comportamento humano, logo regressaram para o céu. De volta ao firmamento, as estrelas perceberam que apenas uma havia ficado na Terra. Foi então que Deuscontinua o narradorpediu para que outra estrela retornasse à Terra, para saber a cor daquela que havia ficado, bem como o local e o motivo de sua recusa em voltar.

Foi neste exato momento que alguém da última fileira, falou baixinho: vai dar merda: se for de novo vermelha, e tiver ficado outra vez em Brasília, estamos lascados. Gargalhada geral, claro!

Ainda bem que HEITEL encerrou dizendo que a estrela era da cor verde, simbolizando a ESPERANÇA. Faltou apenas confirmar que a tal estrela verde estava entre nós; uma vez que, após o brilhante curso, e os momentos de congraçamento, cada um de nós saiu com a renovação deste sentimento – tanto no aspecto científico, quanto no social.

Feliz NATAL, gente!

CD Ricardo Lombardi

AAA MUCHA AULAAAA MUCHA HEITELAAA MUCHA NATALAAA MUCHA DICKSONAAA MUCHA MESA CAMAROES

AAA MUCHA EMERSON HEITELAAA MUCHA CAMARÕES

09
out
14

mergulho no jazz

mergulho no jazz respire jazz

Gosto muito de Jazz! Atualmente, aqui na minha sempre musical João Pessoa, e por conta da fada-madrinha Patrícia Kelly, tem havido a feliz oportunidade de vermos/ouvirmos o estilo musical originário em New Orleans, trazido pelo jovem e talentoso Mark Rapp.

Igualmente ótimo, é poder constatar a existência de bons músicos locais que, com ele, sobem ao palco e mandam ver fantásticas jam sessions.

Ontem, na Usina Cultural – Energisa, pude novamente vivenciar outro bom momento; para o deleite de tímpanos, coração e mente – sempre seletivos, e ávidos de ‘quero mais’; quando Arte, e não desastre, é oferecido.

Curioso é perceber como este recorrente gozo acústico, possibilitado nas apresentações de Mark & band, me faz volver a los diecisiete.

Não apenas pelos acordes de deuses como John Coltrane, Chet Baker, Miles Davis, Dave Brubeck, e tantos outros… mas também pelas lembranças das leituras do saudoso O Pasquim.

A relação fica por conta de uma entrevista (não lembro com quem) publicada naquele poderoso tabloide da contracultura, onde estava sendo comentado se o liberôgeral (escrito assim mesmo) deveria ou não possuir algum limite, ou era mesmo para ser decretada a porralouquice como regra geral. Era época das Dunas da Gal.

Na matéria, alguém citou: “outro dia eu estava em um bar do Leblon, quando entrou alguém vestido de escafandrista… pisando firme se dirigiu ao balcão… pediu uma cerveja… e ninguém, absolutamente ninguém, comentou o inusitado da cena! Foi preciso eu gritar: alto lá gente, tem sim ALGUMA COISA EXTRAORDINÁRIA circulando entre nós!”

Pois bem… ontem, na Usina Cultural/Energisa, Mark Rapp; Airton Guimarães; Anderson Pessoa; Gabriel Moraes; e Gledson Meira, subiram ao palco vestidos de ESCAFANDRISTAS.

Toda a plateia comentou: FOI EXTRAORDINÁRIO!

Thanks again, Mark Rapp!

MARK ENERGISA

CD Ricardo Lombardi

11
ago
14

sobre dia dos pais

HAIKAI?!
-agosto é mês oito
-que deitado, é infinito
-qual tamanho do sorriso vivo
-qual saudade do abraço partido
-no meu caso, eu me basto
-pois ele atendia como Basto
-pedaço de Sebastião, ou até Tião
-eternamente vivo em meu coração

[aos nossos, Feliz Dia dos Pais]

DEUS É O PAI!