Archive for the 'Uncategorized' Category



15
maio
10

Alô Dunga – a copa também é nossa!

Alô Dunga – a copa também é nossa

Não tem erro! A cada copa do mundo de futebol o Brasil converte-se em país de primeiríssimo mundo. Isso acontece pela constatação de duas e interdependentes evidências: reconhecimento universal de um povo predestinado ao domínio de uma arte; e a consequente expectativa de bons resultados advindos deste dom natural.

Pena que a forma de pensar dos gerenciadores do “negócio-futebol” esteja bloqueada para observar alguns “fenômenos” surgidos neste abençoado celeiro brasileiro de craques. Parece não haver tempo para isso, a julgar pela infinidade de empresários e empresas que buscam defender os intere$$e$ dos seus pupilos.

Daí a compreensão sobre a convocação do Grafite(?!). Acredito que tenha sido intencionalmente feita para servir de “escudo protetor” que justifique, perante as empresas e empresários, a NÃO convocação de “longevos fenômenos”. Por eles, meu respeito e gratidão. Acontece que a fila tem que andar, ora!

Concordo quando o Dunga diz que vem trabalhando em cima de uma metodologia fundamentada em evidências e resultados. Perfeito! Apenas discordo quando ele deixa de fora todos que ainda não vestiram a camisa amarela, alegando falta de experiência.

Vamos tentar explicar usando o clamor popular pela convocação do Paulo Ganso: o jovem atleta JÁ É “evidência de bons resultados”. Se ele ainda não vestiu a camisa amarela é porque talvez ela esteja sendo usada por alguns que JÁ NÃO garantam “bons resultados”.

O mestre Dunga também fala em “atitudes dentro de campo”. Aí o bicho pega! Ainda usando como exemplo o Paulo Ganso, fiquei encantado quando ele fez sinal para o seu técnico dizendo que não iria querer ser substituído por ninguém naquele belo jogo do Santos contra o Santo André. Chamou a responsabilidade da “atitude” para si. Indisciplina?! Rebeldia?! Não, caro Dunga! Amor pelo futebol e consciência plena do seu papel em campo, superando o desafio de jogar com um time desfalcado por conta de expulsões.

Faltando menos de um mês para que a África do Sul se converta no foco das atenções, aqui no Brasil estamos convivendo com um gigantesco tsunami de matérias sobre o tema (em todas as formas de mídia).

Diariamente a história de vida de cada um dos convocados para a copa é mostrada como exemplos de superação. Em sua maioria, são oriundos de famílias humildes que desde cedo aprenderam a driblar dificuldades em busca de um sonho. Ótimo! Pior é o meu pesadelo recorrente de ver “um ganso afogando um dunga”.

Como brasileiro, sou partidário de que “correr riscos” vale à pena, mais do que a (in)sensatez de não tê-los praticado.

CD Ricardo Lombardi de Farias

08
maio
10

RESULTADO POSITIVO

RESULTADO POSITIVO

Acabo de tomar conhecimento dos resultados das eleições do CRO/PB. Deu o esperado – vitória da situação! Com mais dois anos de mandato, o mesmo grupo fechará uma década (2002/2012) à frente da principal organização representativa da Odontologia paraibana.

Estando envolvido na disputa, durante semanas escrevi uma série de textos sobre o embate eleitoral e outros temas correlacionados. É óbvio que não poderia encerrar a seqüência sem contextualizar o assunto em sua fase “pós-contagem de votos”. Seria o mesmo que deixar uma ópera, antes do seu grand finale.

Peço aos colegas vitoriosos que me permitam desviar os meus votos de parabéns para todos que acreditaram ser possível disputar um processo eleitoral impedidos de terem acesso a listagem dos eleitores. Para mim, esta omissão de informações, além de outras manobras adotadas; anteciparam a leitura dos resultados.

Sendo assim, vou preferir iniciar a distribuição dos aplausos a TODOS os colegas eleitores, independente das suas opções de voto. Reconheço que são os principais personagens, responsáveis diretos na determinação dos caminhos a serem trilhados pela Odontologia paraibana.

Outro universo de pessoas que merecem um especialíssimo agradecimento é a turma que se engajou no “movimento Acorda-Odonto”. São bravos guerreiros e guerreiras internautas. Jovens, em sua grande maioria. Muitos deles, ainda são acadêmicos ou recém formados sem direito ao voto, mas que participaram ativamente já demonstrando imenso senso de responsabilidade com o futuro da Odontologia. Valeu galera! O movimento é nosso, e irreversível!

Por último, parabenizo os eleitores e companheiros da “vitoriosa” chapa-11. A luta apenas começou. Vamos continuar juntos e agregando mais parceiros e parceiras que se disponham a ACORDAR A ODONTOLOGIA PARAIBANA.

Sigamos juntos!

CD Ricardo Lombardi de Farias

05
maio
10

HORA DO “BOM” ESPANTO!

HORA DO “BOM” ESPANTO!

Caso eu tivesse que escolher uma única palavra que resumisse todos os acontecimentos vivenciados nessa caminhada rumo às eleições do CRO/PB, a mesma seria: espantado! Ainda bem que o adjetivo tanto se aplica a fatos positivos (FP), que foram poucos, mas extremamente valiosos; como também aos inúmeros fatos negativos (FN).

Na lista dos FP’s (melhor começarmos pelos bons acontecimentos, não?!), o principal e inquestionável exemplo, veio com a certeza de que os personagens da Odontologia paraibana estão vivos, atentos, e possuem imensa capacidade de mobilização. Não podia ser diferente; o “movimento Acorda-Odonto” apresenta-se como legítimo, contemporâneo, e “toca” nos anseios (adormecidos há quase uma década) de boa parcela da categoria.

Filosófica e sociologicamente, é sabido que: quanto maior a dificuldade sentida, melhor acontece a união de esforços. E como será quando essa dificuldade é imposta?! Refiro-me a descomunal aberração de ser negado o acesso à listagem dos dentistas-votantes (FN) por parte dos gestores atuais do CRO/PB e candidatos ao quinto mandato. Isso para não citar outras e inúmeras condicionantes, que confirmam o distanciamento desse modelo de processo de escolha, às práticas vigentes da democracia brasileira (FN).

Está claro que para vencer essas dificuldades desenvolvemos um trabalho hercúleo de garimpar (no escuro) endereços de emails, telefones, etc… Tudo, na base do mutirão. Cabe aqui renovar meus pedidos de desculpas pela avalanche de emails enviados; alguns até recebidos mais de uma, duas vezes (FN). Apesar do incômodo, confesso ter ficado encantado com o efeito multiplicador desta operação que, a todo instante, faz aumentar o número de adesões(FP).

Como não dispomos de estrutura física dotada de secretárias e telefones fixos, é hilário quando ouvimos relatos do tipo: “…puxa vida! Eu estava em contato telefônico com o meu dentista, Dr. X, que manifestou estar sensível ao nosso movimento; aí não pude continuar porque a #%*&@ dos meus créditos acabaram…”. São depoimentos feitos, às vezes, por alunos de graduação (ou recém formados) que AINDA não têm direito ao voto; mas que – felizmente – já sentem a importância de “acordar a Odontologia paraibana”.

Independente do resultado das eleições (infelizmente não nos foi permitido conhecer os colegas eleitores); sinto-me contemplado com a certeza de que esta será a última eleição desenvolvida nos moldes de 1964 (46 anos atrás!). Faço esta afirmação contando, inclusive, com o apoio dos colegas que estão à frente do CRO/PB, e tentam a 5ª reeleição. Lembro-me que, em 2002, quando assumiram o Conselho; tiveram como bandeira de luta, interesse em modificar esse processo de consulta (já caduco à época). Acho que tentaram. Se não conseguiram, foi por conta de terem atendido a outros interesses.

Dia 07 de maio de 2010 (depois de amanhã) teremos uma real chance de “acordar a Odonto/PB”.

CD Ricardo Lombardi de Farias

02
maio
10

A VIDA SEMPRE ENSINA!

A VIDA SEMPRE ENSINA

Gosto de ver o final dos capítulos da novela “Viver a Vida”, quando aparecem os depoimentos de pessoas, dos mais variados níveis sociais, sobre a força de superação frente aos obstáculos da vida. Sem dúvida alguma, a VIDA é mesmo uma inesgotável fonte de aprendizado! Cabe, a cada um de nós, ficarmos atentos às lições diárias.

Relacionado ao tema, confesso que estou assombrado com as lições aprendidas desde que, pura e simplesmente, absorvi a idéia de construirmos um “movimento-classista” para revitalização da Odontologia paraibana. Teoricamente, pensei, nenhuma deserção haverá de acontecer por parte da categoria. Continuo acreditando que nenhuma categoria profissional rejeite a oportunidade de vivenciar uma nova (e moderna) proposta de crescimento.

Foi assim que começou uma série de novas lições da vida. Minha qualidade de aluno mediano, e ávido por mais-saber; permitiram-me assimilar “novos horizontes”, contemplados nos seguintes temas/aulas:

  • Aula 1- CUIDADO COM AS NOVAS COMPANHIAS: jamais imaginei ser merecedor de tamanho zelo por parte de algumas poucas amizades que me alertaram para não correr riscos com pessoas “novas e desconhecidas”.
  • Lição 1- Não gente! Não é questão de trocar velhos, por novos amigos. Não é festa de casamento. É “movimento para revitalizar a Odontologia”. Como a palavra “movimento” sugere dinâmica e esforço físico, acredito na força da juventude, em seus ideais, e sinto-me honrado em poder servir como “disciplinador” desta força. Continuo amando a todos – velhos e novos!
  • Aula 2- POR QUE NÃO ASSUMIR A CABEÇA?!: já escrevi sobre haver passado a minha fase de carregador de piano, mas nunca de apreciador de uma boa música. Neste organismo chamado ”movimento Acorda Odonto” sinto-me melhor desempenhando o papel do coração, do que o da cabeça (risadas).
  • Lição 2- Estar participando da Chapa 11 é interpretado por mim, por Liège Campos (minha colega de turma e ex-secretária de Saúde/Cabedelo), pela professora Ana Maria (colega de docência universitária), além de outros; como um ato generoso por parte dos nossos “novos companheiros”. Particularmente, cheguei a argumentar que o meu nome poderia “afugentar” votos. Brincadeiras à parte; volto a lembrar que a “eleição do CRO/PB” é apenas um acontecimento com data marcada. Para nós, mais importante que os resultados das urnas (e dos envelopes/Opsss!) é podermos contemplar que o “movimento Acorda Odonto” cresceu e tornou-se irreversível. Cedo ou tarde, ele será útil ao nosso crescimento. Cedo, será bem melhor; claro!
  • Aula 3- SUPERANDO DESAFIOS: gosto dessa aula, talvez porque ela seja um exercício prático de vencer obstáculos vindos, em sua quase totalidade, do modelo caduco e tendencioso de disputar eleições no CRO/PB.
  • Lição 3- teimosamente, continuamos no páreo mesmo sem termos tido o acesso (?!) a listagem dos colegas/eleitores. Sobre esse cerceamento às informações enviamos email ao CFO, mas ainda não obtivemos resposta. Talvez seja um caso para o quadro “Proteste Já” do CQC. Vai ser um Ibope e tanto, não?! Enquanto esperamos os “bons ventos da democracia”, vamos trabalhando com os parcos meios disponíveis: emails, telefonemas, postagens, visitas, etc…  

Ontem, fizemos mais uma reunião de trabalho. Dá prazer poder constatar o crescente número de adesões. Inúmeras delas vindas após a veiculação (pela internet) de um texto justificando apoio à chapa da situação. Para nossa sorte, muitos eleitores indecisos definiram suas intenções de voto após o recebimento da mensagem repleta de inverdades, de ameaças, e que – teimosa e longe da Ética – buscava denegrir a imagem de colegas. Agora entendo porque a relutância em promover debates. Estamos no século XXI e a Odontologia paraibana já sabe conviver com o direito à liberdade e às manifestações do contraditório.

Dignidade, JÁ e SEMPRE!

CD Ricardo Lombardi /aprendiz (da) e eterno apaixonado (pela) VIDA

27
abr
10

como será o amanhã ?!

ONTEM:

Nos anos 60, a Odontologia brasileira, seguindo o pensamento de muitas outras profissões, uniu esforços no sentido de criar os Conselhos de Odontologia. Todos nós sabemos que, àquela época, o Brasil convivia com uma intensa “inquietude político-social” determinada pela busca de uma forma de governo que melhor correspondesse aos anseios de sua população. Até a capital federal mudava de endereço: deixava o Rio de Janeiro em troca de uma recém nascida Brasília.

Em 14 de abril de 1964 (duas semanas após o golpe militar) foi sancionada a Lei n0 4.324 que criou o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Odontologia; constituídos em seu conjunto sob a forma de uma Autarquia. Cada um deles ficou dotado de personalidade jurídica e de direito público, com autonomia administrativa e financeira e com a finalidade de supervisionar a ética profissional em toda a República, cabendo-lhes zelar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. (Fonte: http://cfo.org.br/historico/).

Seguindo a evolução deste sistema organizacional, os dentistas da Paraíba, passaram a fazer parte deste colegiado federal com a criação, em 1967, do CRO/PB. Apesar de empreender esforços, lamento não ter conseguido obter a informação de quantos odontólogos atuavam na Paraíba naquele ano. Suponho que menos de 100/120 profissionais.

Com 43 anos de existência, o nosso egrégio CRO/PB, sem dúvida alguma, participou de importantes conquistas da Odontologia paraibana e brasileira. Impossível não reconhecer que lideranças da estirpe de um Péricles Gouveia; um João Cavalcante; um Odísio Duarte, dentre muitos outros, não imprimissem – com cristalina visão de futuro – avanços para a nossa classe, com a salutar (e sempre desejada) transferência de respeitabilidade perante a sociedade.

HOJE:

Sendo apenas um, dentre os 3.128 CD’s cadastrados no CRO/PB, confesso que estou indignado com a falta de sintonia entre: de um lado, o processo eleitoral que normatiza o direito de escolha dos representantes da nossa principal organização de classe; e do outro, um Brasil que luta para manter consolidada e sempre pujante a Liberdade e o estado democrático de direito dos seus cidadãos.

Fica impossível entender quando lemos que os CRO’s possuem autonomia administrativa, financeira, e defendem os valores Éticos da profissão.  Concordo que o discurso é bonito! Pena que, na prática, vivenciamos inúmeras atitudes arbitrárias, sombrias e tendenciosas, que ferem a dignidade e o livre direito de escolha de uma categoria profissional em pleno século XXI.

Três delas: 1- a não realização de um debate (franco e aberto) entre as chapas concorrentes ao CRO/PB; 2- o impedimento de acesso aos eleitores, com a recusa na entrega da listagem dos colegas aptos ao voto (faltam 10 dias para as eleições); 3- a manutenção (já com o envio de cédulas) do famigerado voto por correspondência.

Sou adepto de um “bom combate”. Quando ele existe, dá-me prazer observar atitudes diplomáticas entre defensores de idéias/propostas antagônicas. Como isso está longe de ser observado no atual pleito, confesso não estar mais preocupado com o resultado das eleições. Perdeu o encanto! Para mim, torna-se mais gratificante, além de prioritário, LUTAR para que esta seja a última eleição onde ainda trafegue o espírito caduco de 1964.

AMANHÃ:

Se quisermos, certamente será melhor!

CD Ricardo Lombardi de Farias

15
abr
10

NÃO DÁ MAIS PRA SORRIR!

NÃO DÁ MAIS PRA SORRIR!

Tem coisas na vida que me apavoram! Uma delas é não conseguir interagir com pessoas mais jovens. É um dos prazeres que encontro na docência universitária. Neste ofício, sou pago para repassar conhecimentos adquiridos no meio acadêmico, e no exercício prático da profissão. Aliás, vale frisar que nessas duas vertentes sempre irei me considerar um eterno aprendiz.

Com meus alunos tenho aprendido muito. Com eles, e à medida que o tempo passa, tenho observado que saber OUVIR parece mais importante do que saber FALAR. Escutá-los me permite, enquanto formador de futuros profissionais; conhecer as suas angústias, seus temores, seus desafios, suas conquistas, etc… Enxugar suas lágrimas e dividir suas gargalhadas faz parte do meu ofício.

Só lamento que o “inexorável fator tempo” faça com que apenas a minha idade aumente. Como alunos, eles sempre estarão por volta dos 22 – 23 anos, enquanto eu seguirei, aumentando minha idade cronológica. Cada vez mais incorporo o professor tio Lombardinho, eterno e incondicional apaixonado pela vida.

É nesta linha de pensar, que reafirmo a minha satisfação em ter sido convidado pelos jovens colegas Danilson e Waldson, para fazer parte de um “movimento político-classista” para ACORDAR A ODONTOLOGIA PARAIBANA. Conversamos aproximadamente por duas horas sobre Odontologia. Percebi neles uma seriedade de propósitos, e uma real disposição em lutar pela defesa, e por mais e melhores conquistas para a nossa profissão.

São duas jovens lideranças, talvez ainda desconhecidas pela maioria dos colegas de minha geração. Com eles tenho aprendido sobre as demandas requeridas pela Odontologia, em seu perfil atual; bem como a sinalização de uma nova proposta política capaz de reverter o estado de inércia do atual (e defasado) modelo. Para mim, estar junto e apoiá-los, não representa nenhum risco; mas sim uma real oportunidade de implementar as mudanças que todos desejamos ver acontecer.

Não, gente! Não sofri nenhum tipo de aliciamento ou abdução. Também tenho filhos na idade do Danilson, Waldson, e dos meus alunos. Inclusive um deles é formado em Odontologia e vive azucrinando meu juízo com indagações sobre como EU (minha geração, claro) havia permitido que alguns desvios de rota acontecessem. Parece que o “mal” é genético! (risadas).

Pena que eu (agora) só possa contribuir com idéias, sugestões, e palavras. Na minha idade, não dá mais para “carregar o piano”. Mas dá (e como dá) para ouvir e comentar uma bela música. Minha trincheira nessa luta resume-se a liberar o meu alter ego de cronista, e escrever cansativos textos no pressuposto de ser útil na elevação cultural e política da nossa querida Odontologia. Soa poético, não?!

Pena que esta “poesia” esteja sendo violentamente estuprada. Ontem à tarde, recebi uma ligação do Waldson (ele estava no CRO/PB, como representante oficial da chapa opositora ACORDA ODONTO) que, muito indignado, comunicou-me que HAVIA SIDO INDEFERIDA A SOLICITAÇÃO DA LISTAGEM DOS ASSOCIADOS (cirurgiões-dentistas paraibanos) APTOS AO VOTO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES DO CRO-PB!

Isso mesmo! O CRO/PB, de forma documental, IMPEDE que uma chapa concorrente tenha acesso aos colegas eleitores.

O indeferimento está protocolado sob a forma de ofício entregue ao nosso representante. O documento justifica que tal impedimento encontra-se apoiado nas “normas e regulamentos emitidos pelo CFO”. Pura blasfêmia!

Pode até “estar escrito” alguma coisa neste sentido; mas prefiro acreditar tratar-se de erro crasso e tendencioso de interpretação de texto jurídico. Recuso-me a acreditar que; em pleno século XXI; em um Brasil que dá mostras evidentes de não suportar mais conviver com qualquer forma de arbítrio ou cerceamento da liberdade; que vem praticando tolerância zero com a escancarada demonstração de práticas hegemônicas do poder – logo aqui, na Odontologia paraibana, alguns grupos ainda tentem convencer que tudo isso é NORMAL e ÉTICO!

Em minha concepção, NORMAL e ÉTICO seria poder observar, no momento da homologação das chapas, algumas dessas atitudes:

• o presidente do CRO/PB convocasse uma reunião com os candidatos; • apresentasse a Comissão Eleitoral (de preferência, neutra e imparcial ao processo de disputa); • entregasse o Regimento Eleitoral para uma leitura e análise conjunta; • entregasse a listagem dos aptos ao voto; • comunicasse que o “voto por correspondência” estava cancelado por absoluta falta de controle operacional; • comunicasse o dia do “Debate Eleitoral” para que toda a categoria pudesse conhecer e interagir com os candidatos e suas propostas.

Sinto muita falta de um “Debate Eleitoral”. Seria uma ótima e transparente oportunidade para que todos os colegas participassem do “confronto de idéias e propostas”. Seria uma bela FESTA DEMOCRÁTICA, concordam?! E de FESTA, o CRO entende! Esta, mesmo com uma boa cobertura de mídia, não sairia cara. Garanto!

Entendo ser de competência de qualquer Conselho profissional ter sempre uma lista atualizada de seus pares. Acredito que ela deva ser protegida, mas não blindada. Ainda bem que a nossa ainda emite sinais de vida corporativa. Há pouco tempo, solicitei o acesso a listagem dos associados da ABO/PB. Infelizmente não pude ser atendido. A justificativa era que a entidade não dispunha desses dados atualizados (?!) e que, todas as vezes que necessitava postar correspondências, solicitava e recebia do CRO/PB uma listagem sempre atualizada!

A propósito! Posso fazer uma pergunta incômoda, mas politicamente suportada?!: Sindodonto; Abeno; ABO, e ABCD, ainda comungam com essa atitude do CRO/PB?!

Finalizando, peço aos colegas do CRO/PB que assumam, perante os nossos colegas eleitores, a total responsabilidade pelo não estabelecimento de critérios operacionais que possibilitem visibilidade democrática e condições de igualdade entre os candidatos ao pleito.  Aconselho não tentarem explicar, muito menos atribuir, que esses tristes fatos tenham sido criados como manobra de campanha da oposição!

☛ Por último, quero pedir aos meus colegas de “movimento” e a  forte militância/NET composta pelos inúmeros dentistas internautas (de assustador crescimento), que me perdoem pela fraqueza do momento, ao reconhecer e declarar não ser mais necessário votar no ACORDA ODONTOLOGIA PARAIBANA. Ela não está dormindo. Ela está mesmo é em PROFUNDO E INDUZIDO COMA.

Se permitirem – e houver tempo – URGE SALVÁ-LA!

CD Ricardo Lombardi de Farias

13
abr
10

ATÉ QUANDO !?

ATÉ QUANDO !?

Finalmente a chapa ACORDA-ODONTO/PB (n/ 11) foi homologada. Tomamos conhecimento na noite do domingo (11/4/2010), com a ligação de um colega que leu a notícia no setor de classificados do jornal O Norte, edição 10/4/2010.

Infelizmente, e por contenção de despesas (nosso fôlego financeiro é bastante curto), não podíamos nos antecipar em levar para gráfica nenhum material de campanha; concebido há um bom tempo. Nosso grupo trabalha com muita prudência e seriedade. Estávamos aguardando o veredicto da homologação, que representa, em qualquer processo eleitoral, o “sinal verde” para o início da campanha. O mesmo somente aconteceu ao entardecer da sexta-feira (09/4/2010), véspera de final de semana, período de descanso, inclusive para as gráficas. Ohh azar, não?!

Enquanto isso, os odontológos paraibanos já estavam recebendo o primeiro e bonito folder de campanha da chapa de situação, postado em 08/4/2010. Bingo! Você acertou! Isso mesmo, o material foi postado um dia antes da comunicação oficial de homologação de chapas. Ohh sorte, não?!

Posso contar um segredo?! Prometem que não vão espalhar pra ninguém?! Então, aí vai: a chapa da situação já possui etiquetas atualizadas dos votantes; enquanto a chapa 11 (ACORDA-ODONTO) ainda aguarda resposta da solicitação para recebimento da listagem dos votantes (endereços, telefones, emails) encaminhada em 08/4/2010. Parece que está sendo agendada uma reunião no Conselho para a próxima segunda-feira, 19/4/2020 (!?) para tratamento do assunto. Até lá, a campanha do CRO/PB circula com “chapa única”. Que absurdo, não?!

Já que estamos falando em absurdos – sigamos:

Convido a todos para analisarmos de maneira bastante ponderada e tranqüila, um procedimento denominado “voto por correspondência”, utilizado há anos nas eleições do CRO/PB. Claro que o convite é também extensivo aos colegas que hoje administram nosso douto Conselho. Tenho certeza que muitos haverão de lembrar-se do alto grau de inconformismo perante esta “aberração pseudo-democrática”; por ocasião do pleito eleitoral acontecido em 2004 onde, competentemente, lograram vitória prometendo exterminar com tais práticas abusivas. Após seis anos, esta prática continua igual!

Vamos tentar explicar bem direitinho o que vem a ser, e como funciona, este famigerado “voto por correspondência”. Ainda no texto anterior, todos se recordam que citei: vencer eleições é apenas um detalhe “político/ético-matemático”. Muito bem! Continuemos nessa linha, agora com ênfase no aspecto “matemático”. Sem jamais nos esquecermos de conceder ao termo a sua salutar dependência “político/Ética”.

Vamos aos números! (todos obtidos em consulta ao site do CFO  http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/dados-estatisticos/ realizada ontem à noite; 12/4/2010:

• A Paraíba possui 3.128 cirurgiões-dentistas, assim distribuídos: 1.764 (56,39%) estão em João Pessoa; 670 (21,41%) em Campina Grande; 79 (2,52%) em Cabedelo; 73 (2,33%) em Patos, 39 (1,24%) em Sousa; 38 (1,21%) em Cajazeiras, e assim por diante…

• Todos eles, para poderem exercer suas atividades profissionais, recolhem o valor da anuidade/Conselho, estipulado em R$ 353,78 (exercício 2010);

• Portanto a arrecadação mínima anual do nosso CRO/PB, somente com a categoria cirurgião-dentista, é de R$ 1.106.623,84 / ano 2010;

• A este valor será adicionada ainda uma receita proveniente das anuidades de: Auxiliar de Prótese Dentária (R$ 35,38) – Atendente de Saúde Bucal (R$ 35,38) – Dentista Prático Licenciado (R$ ??) – Entidade Prestadora de Assistência Odontológica (R$ 176,89) – EPAO em sociedade com cônjuge leigo e/ou ascendentes e/ou descendentes diretos também leigos (R$ 176,89) – EPAO só de leigo (R$ 1061,34) – EPAO em sociedade com leigos (R$ 176,89) – Empresa que comercializa / industrializa produtos odontológicos (R$ 353,78) – Laboratório de Prótese Dentária (R$ 117,94) – Inscrição Provisória (R$??) – Técnico em Prótese Dentária (R$ 235,86) – Técnico em Saúde Bucal (R$ 70,76).

• A condição de eleitor apto a votar nas próximas eleições (07 de maio de 2010) exige que o mesmo se encontre ADIMPLENTE; isto é, “em dia” com o exercício de 2009, uma vez que 2010 ainda está em vigência contábil.

Eu sempre entendi que a visibilidade e acesso de informações (para qualquer organização) se devem muito mais aos avanços da informática, do que aos reais interesses das instituições. É como se o avanço tecnológico forçasse a necessidade das empresas manterem-se atualizadas com a modernidade.

Pena que esta verdade não se aplica ao processo eleitoral do CRO/PB, tomando como exemplo o fantástico “voto por correspondência”. Vamos (tentar) explicar:

1. Somente os gestores do Conselho possuem acesso ao “verdadeiro” quadro de dentistas aptos ao voto;

2. É possível, como acontece agora, que os mesmos atuais gestores concorram ao pleito eleitoral;

3. Compete aos atuais gestores (e candidatos) designarem os componentes da Comissão Eleitoral, onde o critério de escolha baseia-se em simples indicação e convite;

4. Compete exclusivamente aos atuais gestores a “negociação de dívidas e/ou pendências”. Espero que este gesto nobre não contemple o “perdão da dívida”; soaria injusto com todos que se mantiveram “em dia”;

5. Com base nas prerrogativas acima descritas, compete exclusivamente aos atuais gestores determinar quem pode, ou não pode votar;

6. O “voto por correspondência” está assegurado no artigo 68 do Regimento Eleitoral do CFO, inclusive com orientações de procedimento;

7. Os artigos seguintes (69, 70, 71, 72, e 73) são alusivos às orientações sobre: o envio, o prazo de recebimento, a conferência, e a contagem dos “envelopes-votos”; destacando sempre a presença de fiscais designados por todas as chapas concorrentes.

Vamos refletir juntos:

• Em nenhuma linha do Regimento ficou esclarecido como se dá o CONTROLE (sim, o controle) do MOMENTO do ENVIO do… envelope!

 • O colega “eleitor por correspondência” poderá votar na cédula enviada pela Comissão Eleitoral (caso tenha recebido), ou simplesmente em PAPEL BRANCO – bastando envelopá-lo seguindo as instruções: destacar FIM ELEITORAL, sem esquecer-se de colocar o nome do remetente;

• Atentai bem – EU JAMAIS FARIA – mas parece que, pelas normas, eu posso solicitar a algum colega de Bananeiras (p/ex) que faça postagem naquela bela cidade, do MEU VOTO, mesmo eu residindo aqui em JPA, pois no dia da eleição estarei participando de um churrasco em família, etc…

• Caso eu não esteja enganado, parece possível que HOJE (13/4/2010 – 11:00 horas) enquanto eu escrevo sobre o assunto, DEZENAS DE ENVELOPES já estejam sendo postados, enquanto meus companheiros de chapa ainda estão na gráfica para impressão de material de campanha !!

Finalizando:

Espero que todos façam boa reflexão sobre o assunto.

Convoco os colegas que estejam ou residam fora de João Pessoa, Campina Grande, ou Patos (únicas localidades que possuirão urnas eletrônicas), que façam esforço máximo para se deslocarem até as mesmas, para realizarem o ato cívico de votar com prazer, com segurança e… em silêncio, e com o seu próprio dedo indicador, teclar para ACORDAR A ODONTOLOGIA PARAIBANA. 

CD Ricardo Lombardi de Farias

10
abr
10

quero meu voto respeitado – opsss!

QUERO MEU VOTO RESPEITADO – Opsss!

No presente texto, acreditem, vou sair um pouco da minha condição “transitória” de integrante em uma das chapas inscritas para concorrer às eleições do CRO-PB (ainda aguardando homologação); e vou permanecer até o ponto final, em minha condição “permanente” de eleitor. Com um detalhe; estarei incorporando um eleitor atento e curioso em saber as regras que disciplinarão o processo eletivo na principal célula representativa da minha categoria profissional.

Para mim, vencer uma eleição é apenas um detalhe “político/ético-matemático”. Na Suíça, claro! Por aqui, esse “pequeno detalhe” necessita dos envolvidos na disputa um exercício diário de civilidade e respeito ao meu direito (estou eleitor, lembrem-se) de escolha.

Primeiro, quero tomar conhecimento das regras que estabelecem a lisura do pleito. Segundo, quero presenciar (e participar) da discussão entre as idéias e propostas, pois acredito tratar-se de uma dinâmica que aumenta minhas chances de acerto na escolha. Por último, quero formar o meu soberano “julgamento de valores”, e sacramentá-lo na urna de votação. Direto, teclando, sem ser “por correspondência”.

Analisando a forma gráfica do “pequeno detalhe”, percebam que as palavras Política e Ética estão juntas, separadas apenas por uma barra. Claro que não podia ser diferente. Faz tempo que somos invadidos em nossos lares pela enxurrada de escândalos políticos que, diariamente mutilam a Ética: meias, cuecas, e até sutiãs, viraram cofres para transportar propinas; ações contra políticos “ficha-suja” são rejeitadas em Brasília, onde ¼ dos nossos representantes possuem “rabo preso” nas instâncias do judiciário. Paro por aqui, pois o texto deve ser breve e essa lista de tristes exemplos é interminável.

Política&Ética andando sempre juntas! Parece-me fácil compreender que toda e qualquer disputa eleitoral (CRO/PB, como exemplo) necessita criar uma “Comissão Eleitoral” nitidamente imparcial com relação aos candidatos concorrentes. Óbvio, não?! Já imaginaram se o trabalho de coordenar as próximas eleições para presidente do nosso país não fosse mais da competência do TSE (e TRE’s), mas sim de órgão diretamente vinculado ao Lula?! Opsss!

Como eleitor atento e curioso, estou sempre lendo o Regimento Eleitoral do CFO e percebo que compete ao CRO de cada estado designar a sua própria Comissão Eleitoral. Sendo assim, espero que o nosso Conselho tenha criado uma Comissão Eleitoral imparcial e neutra, pois pode acontecer – e acontece agora – que a atual administração do Conselho, em seu pleno direito democrático, tenha interesse de formar uma chapa para também (e novamente) concorrer às eleições. Tomei conhecimento que a Comissão Eleitoral foi simplesmente designada pela atual diretoria sem nenhum tipo de consulta aos demais concorrentes; muito menos o aval! Opsss!

Política&Ética andando sempre juntas! Minha sofrida condição de eleitor atento e curioso (não esqueçam jamais) me despertou a curiosidade de, até ontem (sexta-feira, 9/4/2010), não haver recebido nenhum material de campanha, muito menos tomar conhecimento de quais e quantas chapas concorrerão ao pleito. Será que não vai ter mais eleições?! Será que a Odontologia paraibana está em estado tão avançado e irreversível de apatia?! Desesperado, liguei para alguns colegas e soube que a homologação das chapas será definida apenas na próxima segunda-feira (12/4/2010). Ufa! Que alívio!

Durou pouco! Hoje é sábado (10/4/2010). Enquanto escrevo esse texto (como eleitor, viu gente!) recebo a visita de um colega trazendo um folder de propaganda da chapa representante da “atual situação”. Notei que o mesmo foi postado no dia (08/4/2010), portanto, quatro dias antes do dia estabelecido para dar ciência aos demais concorrentes que estavam autorizados ao início da campanha. Opsss!

Perdão! Cometi um equívoco! Como o material está bonito e impecavelmente elaborado, a sua concepção e impressão devem ter acontecido, no mínimo, por volta do dia primeiro de abril. Portanto, ainda mais antecipado ao prazo oficial de homologação das chapas. Opsss!

Como eleitor atento e curioso (vejam que não quebrei a promessa), também visualizei no bonito material de campanha o apoio de outras representações da nossa classe; entre elas a minha/nossa querida ABO.

Desta, eu posso – e devo – falar! Sou associado (categoria ex-presidente) e em nenhum momento fui convidado para a Assembléia que autorizou a concessão do apoio institucional. Como assim?! Não houve assembléia?! Opsss! Foi uma definição de diretoria?! Opsss! Mas eu conheço pessoas da diretoria que apóiam outra chapa, uma que ainda não recebeu a homologação! Opsss! e Opsss!

Por hoje, é só! Até a próxima segunda-feira quando voltarei – ainda e talvez como eleitor! Ponto final! Opsss!

☛Finalizo parabenizando meus amados confrades da ACADEMIA PARAIBANA DE ODONTOLOGIA. Orgulho-me da sua inquebrantável postura Ética. Salve a sua existência como guardiã dos valores maiores da Odontologia paraibana.

CD Ricardo Lombardi de Farias

08
abr
10

novo tempo – novas atitudes!

NOVO TEMPO – NOVAS ATITUDES!

Os que me conhecem sabem que esta é a primeira vez que participo de uma chapa para eleição do CRO/PB. Também já manifestei (neste blog e em vários emails) as razões que me fizeram aceitar o convite formulado pela chapa ACORDA ODONTO.

Primeira delas é meu incondicional amor pela Odontologia. Acho que posso confirmar este sentimento buscando na lembrança alguns feitos: construção da sede da ABO/PB; criação da EAP-ABO/PB; criação da ABOR/PB; realização de 5 (cinco) Congressos Paraibanos de Odontologia, dentre outros.

Ao descrever essas poucas realizações, aproveito para cumprimentar os inúmeros colegas que – sem as suas valorosas participações – nada disso teria sido possível de ser materializado. O trabalho sempre foi coletivo; plural. Impossível creditá-lo a uma só pessoa, ou a um só grupo. Ao longo do percurso alguns partiram, e outros chegaram. Sempre haverão de chegar!

Não gosto de ouvir dizer que eleição de CRO/PB sempre foi “jogo duro”. Jogo?! Nunca! Prefiro acreditar que a nossa principal câmara de representação continua sendo motivo de orgulho, de trabalho ético e continuado, na elevação da nossa classe; atualmente bastante desmotivada. Prefiro acreditar que sempre será momento de festa quando uma categoria se mobiliza para escolher – entre seus iguais – o grupo que melhor poderá representá-la.

E é sobre isso que formulo o presente texto. Continuo acreditando que é possível fazermos uma eleição promovendo um debate de bom nível em cima de idéias, objetivos, e propostas de trabalho. Infelizmente, antes mesmo de sabermos se a nossa chapa foi homologada, não é esse o cenário que, caduca e teimosamente, se descortina.

Querem uma prova de como essa triste premonição acontece?! Hoje, recebi uma ligação de um grande amigo me felicitando pelo aniversário. Ele, infelizmente, como não acessa internet, não tinha conhecimento dos textos produzidos e inseridos neste blog. Disse-me ter ficado preocupado com a minha pessoa, ao ouvir, de um outro colega, o seguinte comentário: – É lamentável que uma pessoa como Ricardo Lombardi esteja se deixando levar por um grupo de… etc, etc, etc…

Dei boas risadas! Nem foi necessário que meu colega citasse o nome da fonte emissora dos impropérios. Pelo “estilo”, ficou fácil identificar a procedência. Sempre a mesma! O que incomoda é o fato de nem ao menos ter se dado ao trabalho de se informar sobre os (péssimos ?) integrantes da chapa. Na pressa, saiu fuzilando uma colega que nos apóia, mas não faz parte da chapa; muito menos a encabeça.

Por enquanto não quero imaginar que se fará necessário solicitar intervenção da Comissão de Ética para denunciar e inibir a circulação de comentários desse tipo.

Tenho certeza que esse texto chegará ao conhecimento dos colegas que estão atualmente dirigindo o Conselho. Nutro por eles profundo respeito e admiração. Sei que estão trabalhando intensamente para que o pleito eleitoral transcorra na mais perfeita ordem e transparência, assegurando igualdade de condições para todos.

Como ainda não temos a listagem e acessibilidade aos colegas votantes, sigo quixotescamente incomodando alguns eleitores/amigos internautas. Inclusive já estou trabalhando um próximo texto que abordará uma coisa chamada “voto por correspondência”.

Em tempo: a chapa ACORDA ODONTO está assim composta:

Danilson Cruz, Waldson Dias de Souza, Ricardo Lombardi de Farias, Rinaldo Moreira Pinto, Ana Maria Gondim Valença, Edna Guedes Pequeno, Alessandro Leite Cavalcanti, José Cadmo Wanderley Peregrino de Araújo Filho, Liège Campos Santa Cruz Consta, Isa Jane Galvão Pimentel.

CD Ricardo Lombardi de Farias

06
abr
10

VELHO AMIGO, Juca!

VELHO AMIGO, Juca!

Conheço o Júlio Rafael há bastante tempo. Lamento que a nossa convivência não tenha permanecido com a mesma freqüência daquela havida nos bons tempos do Lyceu paraibano. Era uma época bastante fértil de descobertas diárias. Estar adolescente naqueles anos dourados, e com a inquietude cerebral/hormonal que a faixa etária impunha, transformava aquele fantástico educandário em um, naturalmente esperado, celeiro de grandes valores.

O Juca (assim o chamávamos), já era visto como uma pessoa com incrível potencial de liderança. Natural que esta condição fosse sempre acompanhada de atitudes ecléticas. Como poucos, ele sempre demonstrou ser possuidor de um lado camaleão. Ajustava com desenvoltura plena o seu comportamento de acordo com a pessoa, com o grupo, ou com o ambiente que estivesse, naquele instante, com ele interagindo.

Com um perfil dessa natureza, era evidente que se tornasse pessoa querida por inúmeras “tribos”. O termo cai bem. Vivenciávamos uma época onde a comunicação era quase feita por sinais de fumaça, e uma simples linha telefônica era patrimônio a ser declarado no imposto de renda. Pelo seu alto poder de circular com desenvoltura frente aos mais variados grupos, estilos, e tendências; ficou inevitável o surgimento, à época, de uma interpretação folclórica e, às vezes, erroneamente estigmatizada, em torno de sua pessoa. Hoje, diríamos tratar-se de uma “grife JJ”.

Felizmente eu fazia (e ainda faço) parte do grupo especial de amigos do Juca. Comigo, o seu comportamento sempre se mostrou com elevados, e recíprocos, níveis de elegância e ética; responsáveis pela longevidade da nossa amizade. Inclusive senti-me imensamente honrado quando, tempos idos, voltando ele de Mato Grosso para residir em JPA, em uma entrevista, citou o meu nome como referência de amizade. Faz parte do meu currículo, companheiro!

Sua atuação política, para mim, é “supra-partidária” – apesar de conhecer a sua história como um dos construtores do fortíssimo PT nacional. Sou um eleitor à moda antiga. Ainda escolho pessoas, antes de partidos. Aplaudo quando vejo no Twitter (será que vamos ter que declarar no IR?), o Júlio (PT) elogiar e recomendar a leitura de entrevista/matéria com o FHC (PSDB). Para mim, isso demonstra: maturidade; elegância; ética; compromisso de servir; e respeito ao direito de discernimento das pessoas.

Ontem, recebi uma ligação do amigo Juca/Júlio. Estava atualizando sua lista de endereços, emails, e confirmando sua candidatura a deputado federal nas próximas eleições. Gostei!

Amigo, Juca: receba esse texto como precursor do meu voto. Siga em frente!

Beijos, extensivos a Ana, Daniel e  toda tropa!

CD Ricardo Lombardi de Farias