Archive for the 'Uncategorized' Category

10
maio
25

fica, vai ter Dia das Mães

Sim, eu sei que a cada ano a história se repete.

Refiro-me ao frisson com a proximidade de datas comemorativas a eventos historicamente inseridos em nosso calendário, quer cultural e/ou comercial: natal, carnaval, dia dos pais, das mães, do trabalho, final de copa, finados, etc…

Acontece também que, a cada giro dessas celebrações, nos encontramos mais velhos e, óbvio, colocando em prática o déja-vu de tais momentos.

Nesta semana, como exemplo, no exato instante em que a chaminé do Vaticano exalava a fumaça branca, eu estava protocolando na minha IES o meu pedido de aposentadoria.

É chegada a hora e faz sentido. Afinal, tenho que continuar tratando de um câncer e estou com mais idade que o papa eleito.  Oremos pelo conjunto da obra.

Sendo hoje véspera, vou me ater ao Dia das Mães.

Desnecessário dizer que mesmo sem sentir mais o cheiro do “avental todo sujo de ovo”, a saudade vem sempre à tona pela ausência de Dona Penha que, com certeza, se cá estivesse, seria usuária do café da manhã, bolo e salgadinhos por delivery.

Na percepção dessas mudanças, merece destaque o fato de eu haver constituído a minha atual família, já de cabelos brancos. Ou, no outono da vida…como Lala e eu gostamos de usar tal rótulo.

Significa dizer que já nos encontramos com os filhos criados e netos porvir… talvez em profusão. Sentar à mesa com toda essa galera continua sendo um objetivo em nossas vidas.

Fazendo parte do universo masculino, amanhã estarei abraçando todas as “avós e mães em exercício pleno dos cargos”. A todas elas, os meus aplausos e agradecimentos por haver nos possibilitado o assento no banquete da Vida.

Finalizo deixando vocês com um quadro (abaixo) que evidencia um casal vivendo o outono de suas vidas, em um cenário que confirma que “o menos é mais apenas quando o mais é demais” – Frank Lloyd Wright.

Thanks, my Lord!

25
jan
25

O SORRISO DE MARGÔ

Todo o dia de ontem (24/01/25) foi dedicado às despedidas e exéquias de Dona MARGARIDA MARIA COSTA SOUZA CALDAS, matriarca da nossa família e pessoa muito querida e respeitada por todos que a conheceram.

A ELEGÂNCIA sempre fez parte de sua personalidade. Afinal, foi a principal estilista na moda feminina entre as décadas de 60 a 90, na cidade de João Pessoa.

No próximo dia 1° de fevereiro, faria 93 anos. Desta vez, a festa vai ser no céu para a alegria dos anjos de plantão.

Infelizmente, com a sua saúde em declínio progressivo, não obstante todos os cuidados recebidos, percebia-se a finitude de seu tempo entre nós, cá neste plano terrestre.

Vê-la submetida cada vez mais aos protocolos e equipamentos hospitalares, apertava os nossos corações. Isto posto, em nada reduz os nossos elogios e agradecimentos às equipes médicas e paramédicas que dela cuidaram. Valeu, gente!!

Em seus diversos ambientes, Dona Margô sempre foi a voz de comando, condição exercida com a naturalidade de lideranças e pessoas que vieram ao mundo para torná-lo melhor. E mais elegante!

Jamais saiu de casa – “nem pra ir só até ali” – sem que, frente ao seu espelho, tivesse o consentimento visual de seu privilegiado e primoroso senso estético.

Sair de chinelos?! – Nunca!

Sair despenteada?! – Jamais!

Sem colocar um pouquinho de perfume e nem um risco de batom?! – Nem pensar, cara pálida!!

Atrás de seu semblante com toques sutis de austeridade, estava uma alma hiper generosa, que constantemente se preocupava como o bem estar do próximo, agindo sempre em silêncio, sem a necessidade de propagar o feito… sempre bem feito.

Seu riso não era fácil, mas quando obtido via-se que era largo e sincero como o de uma criança.  Nos almoços de domingo, com ela ao meu lado direito, dávamos boas gargalhadas com os motivos que eu procurava garimpar e levar até ela.

Um desses “motivos risíveis”, era a forma como eu a saudava… com um grito: SOGRAAAAA!! Ao que ela, sorrindo, respondia: “-Pronto, eu pensei que ele estava curado!”

nada, sogra!

Aproveito até, encerrando esse texto, para avisar aos leitores, amigos e conhecidos que, se me virem andando sozinho e gritando SOGRAAAAA!!, por favor não me interrompam e nem me internem…é a minha mais pura manifestação de FELICIDADE por haver desfrutado desta rica amizade.

  • Nota final: impossível nominar e agradecer a todas as pessoas que estiveram na torcida e orações pela saúde de Dona Margarida. Espero que, abraçando as figuras de suas filhas MEIRE e LALA, e o seu neto Dr. GEORGE, a extensão deste agradecimento alcance a todos que fazem parte deste coletivo de apaixonados por Dona Margô.
  • Agradecimentos: a todos que foram ao velório para as despedidas e que enviaram mensagens de condolências, a família AGRADECE sensibilizada e de coração.
  • Bônus: https://www.youtube.com/watch?v=4REbp0s_G9w&pp=ygUZbGEgdmllIGVuIHJvc2UgZWRpdGggcGlhZg%3D%3D
Checando o aprendizado de Peu
Com SOFIA, nascida em 26/12/24
Paella da Sogra
O 1° côco a gente nunca esquece
09
jan
25

família, é

Todos os anos, nesta época de jingle bells e virada de calendário, eu fico bastante tenso com o frisson que envolve; trânsito, pessoas, cidades e serviços.

Loucura!!

Família, é, família, ah… letra/música dos Titãs (1997), sucesso até hoje.

Foi essa a trilha escolhida para fazer fundo musical, ao momento em que tento escrever algumas palavras sobre o tema “família”.

Contextualizar o assunto nunca foi fácil, principalmente considerando as circunstâncias que o rodeiam, em um mundo acostumado ao descartável.

Daí, definir limites parece ser prioritário… haja vista que, hoje, família – enquanto instituição – está mais para o plural do que o singular.

Em princípio, trata-se de um amontoado de gente que possui em torno de si, um núcleo genético.

Acontece que, o silêncio cromossômico, no caminhar da Vida passa a compactuar com variados fatores epigenéticos; sociais, ambientais, culturais…citando alguns.

Fato curioso é que em cada juntada da família o número de participantes vai sempre aumentando… a chegada é maior que a partida.

Felizmente!! Afirmo eu com a autoridade de ter passado por mais de 7 décadas de ´amigos secretos´, pipocos de champanhe, perus recheados, rabanadas, tênderes (sim, fui consultar o plural: horrível…mas saboroso!), tudo servido com muito esmero, para orgulho de qualquer Babete de plantão.

Nesta versão, a casa encheu. De idosos a recém nascidos, o encontro foi fabuloso… com direito até a anúncio do tipo: “-mãe, tô grávida!”.

Entre os decanos, o papo sempre gira em torno de: “-tirei tudo, estou melhor”; “-melhorei, com a quimioterapia!”; “-estou comprando uma nova cadeira de rodas, maravilhosa!”; “-insuportáveis, os valores cobrados pelos planos da Unimed!”.

Já para os participantes da categoria ‘meia-idade’, os assuntos giravam entre: maternidade; casamentos; filhos; amamentação; dificuldade em fazer cocô!

Opa…este último tema parece que também desperta interesse nos idosos. E como!

Por último, a data traz sempre momentos de prazer e reflexões. O prazer de ainda estar presente à mesa; a reflexão com a dádiva de Vida recebida pelo menino da manjedoura.

Obrigado, DEUS!

Bônus 1: Panis et circenses – Gilberto Gil – https://youtu.be/bh5nmVAaBBw

Bônus 2: Família – Titãs – https://youtu.be/GJRT4_be0CI

27
dez
24

HABEMUS SOFIA

Paraibano de muito tempo, sou fã incondicional de cordelistas e repentistas. Tenho-os como artistas populares superdotados culturalmente.

Basta que recebam um “mote”, que saem – escrevendo ou cantando – em busca de rimas, cujo domínio lhes asseguram alcançar, quem sabe, a pretendida OBRA PRIMA (opa, rimou!).

Em suas criações, estão sempre presentes, além das rimas, as características regionais, a sátira, a métrica, e um grande/imprescindível acervo de palavras no arquivo da memória.

Pois bem… alguns acontecimentos de ontem, 26/12/2024, me fizeram trazer vocábulos que, acredito, seriam extremamente desafiadores para os melhores artistas das duas artes acima citadas.

Vamos a alguns deles: avós, imunoterapia, Sofia, nascimento, Taísa, mãe, onicit, keytruda, anestesia, mamar, amar, alimta, choro, risadas, sutura, etc…

Pretendo entregar este pequeno arquivo a alguns amigos que dominam o cordel e os repentes. Vai quê…

Para facilitar o ´mote´: ontem pela manhã, enquanto eu realizava o meu 11° ciclo de quimio/imunoterapia, sempre na companhia de Lala, via WhatsApp, estávamos tendo notícias simultâneas do nascimento de Sofia, filha de Taísa, que é filha de Lala e, por tabela, minha amada enteada (opa, rimou²!).

Pronto…as palavras mais estranhas acima, dizem respeito às medicações que estavam gotejando em minhas veias, enquanto lágrimas de emoção saíam dos meus olhos, e dos de Lala; avós babões.

O quadro que ficou composto para nós estava lindo.

Primeiro, o agradecimento a DEUS pelo dom da Vida.

Segundo, e não menos harmonioso, a certeza de que enquanto uma vida está começando, uma outra ganha mais forças para continuar lutando por mais algum tempo de permanência neste plano físico.

Sofia traz vida em abundância.

E eu já me candidato a dançar com ela, como avô, a valsa dos seus 15 anos!

– para Tatá, uma filhota super-mãe –

02
dez
24

uma JU que passou em nossas vidas

Olá, JULIANA RIBEIRO DE SENA.

Fiquei muito triste com a sua precoce partida e com a forma como aconteceu.

Mais ainda ao constatar, pelos meus colegas docentes e pelos seus, discentes, o quanto você transmitia de alegria pela vida, respeito, companheirismo e competência acadêmica… valores que orgulham qualquer IES, a exemplo do curso de Odontologia da UFPB.

Meu contato com você foi muito breve… algumas aulas nos 7° e 8° períodos. Tão pouco que nem ao menos pude memorizar o seu belo sorriso, bem evidenciado nas homenagens póstumas.

Contento-me com as imagens. Emociono-me com os depoimentos.

Jamais apreciei quando um jovem passa à frente na fila dos que esperam a partida. Fere a lógica da vida. Resta-nos, como consolo, a certeza de que “o Tempo é de Deus!”.

Parabenizo você e os seus familiares pela nobre e humana atitude na doação dos seus órgãos para levar sobrevida a quem precisa.

Você continuará pulsando. Lindo!

Na próxima quinta-feira, atendendo honroso convite dos seus colegas (turma 2024.1 – anterior à sua) estarei presente na Colação de Grau deles.

Foram muito generosos comigo, uma vez que me encontro – desde maio/24 – afastado de salas de aula para tratamento de saúde.

Não apenas por isso, mas também pela minha idade, na antessala da aposentadoria, talvez seja um dos últimos eventos acadêmicos que participarei na UFPB.

Tratando-se de uma agenda com alunos, considerei a hipótese de encontrar, além dos queridos formandos, vários de vocês, representantes de outras turmas.

Pena que você não estará por lá, pois gostaria muito de dar-lhe um imenso abraço e dizer-lhe para nunca mais furar fila.

Até breve.

Beijo grande.

24
out
24

café difícil da p**ra!

Finalmente, e após longo tempo de espera, aquele grupo de amigos conseguiu agendar o tão sonhado “café difícil da p**ra!”.

E não mediram esforços para conseguir o objetivo… chegaram até a criar um grupo WhatsApp e – pronto – a partir daí a coisa engrenou.

Pelo menos, assim pareceu.

O grupo inicial pretendente ao café era até pequeno, não mais que cinco pessoas. À medida que o tempo foi passando, e/ou a água esquentando, passou a contabilizar com mais de 20 participantes.

Além da boa amizade, uma outra característica é que são todos, direta ou indiretamente, ligados à Odontologia Paraibana quer em labor privado, quanto em docência.

Nem todos foram contemporâneos, mas nunca deixaram de possuir laços que os fizeram unidos, senão na graduação, talvez na pós graduação, na relação professor/aluno, ou, até mesmo, no magistério, aos que optaram pelo Ensino Acadêmico.

A primeira dificuldade foi no agendamento do dia para realizar o “café difícil da p**ra!”.

Apenas para definir este primeiro e importantíssimo item, a discussão oscilou entre: ressaca de quimioterapia; nascimento de primeiro neto; aniversário de matriarca; crises de labirintite; agenda com geriatra; sessão de osteopatia; missa de 7° dia; colocação de implante dentário; etc e etc…

Venceu o dia 25…de outubro, viu gente?! Antes que apareça alguém perguntando se vai ter ‘amigo secreto’ ou já trazendo a caixa de som com Simone cantando… então é natal…”

Ufa!! Percebem o tamanho da encrenca??!

Ainda bem que quanto à escolha do local a definição foi mais tranquila. Pudera, com R.Duarte à frente, e sendo exímio conhecedor de ambientes, a sua sugestão foi logo acatada: SAGRADO – antiquário café.  

Mesmo sendo um grupo com algum distanciamento cronológico entre seus participantes, ouso assegurar que o mesmo é atemporal em relação ao carinho, amizade e respeito interpessoal.

Bonito vivenciar isso nos dias atuais onde tudo parece descartável. Lindo celebrar o valor da amizade em torno de uma mesa.

E é por conta dessas verdades e do estilo em absorvê-las que até os lindos tempos de Lyceu Paraibano estarão à mesa, nas pessoas das queridas Meire Caldas e Ivone Menezes, duas imbatíveis referências da beleza feminina à época… e até hoje, estou convicto.   

Por favor, me passe o adoçante!

Durante o encontro, entre degustações e emoções, ficou evidente a principal condicionante responsável pelo sucesso: apenas o desejo de rever e abraçar pessoas que nos fazem muito bem tê-las por perto.

Significa dizer: muitos outros “café difícil da p**ra” irão acontecer.

*BÔNUS: Canção da América – https://youtu.be/fDio3_1AaJ8?si=LTIsUt53DBxDf4xV

mmmm
Sentido E>D: Rejane Beltrão, Ednara, Karina Lima, Nilo, Carmeli, Glauce Caldas, R.Lombardi, Margarida Carvalho, Maria Carmen, R.Duarte, Edna Coeli, Ivone Menezes, Meire Caldas, Vera Duarte.
Pura coincidência: 25/10 – DIA DO DENTISTA.

Destaque especial: o reencontro presencial com MELZAMORES da Disciplina de Ortodontia/UFPB. Garanto que este tipo de emoção faz bem a qualquer tratamento de Saúde. Valeu, meninas!

15
jan
24

NOSSAS MENINAS DE LOURDES

Em 2019, tive o privilégio de ser convidado para participar, no colégio Nossa Senhora de Lourdes (Lourdinas/PB), do encontro comemorativo aos 50 anos da famosa e formosa turma 4­­­ª A.

O acontecimento era criteriosamente feminino. Claro, freiras e ex-alunas eram as donas da festa. Apenas a presença de uma minúscula representação masculina abrandava a hegemonia daquelas sorridentes senhoras.

Nosso trio estava assim composto: eu – cuja finalidade era fazer o registro fotográfico do encontro; um padre – para abençoar o mesmo e conduzir os ritos voltados ao plano espiritual; e um querido ex-professor de matemática – para garantir que a conta iria fechar.

E fechou!

Emoção e alegria estavam evidentes no semblante de cada uma das meninas da 4­­­ª A. Entre orações, cantos de louvores (e profanos), relatos de histórias, depoimentos emocionados, risadas e lágrimas… tudo contribuía para a lindeza do encontro.

Mais que o padre e o professor de matemática, eu senti-me como um fiel depositário ao testemunhar, pelas conversas alegres e intermináveis acerca do tempo ginasial, que ELAS sempre detiveram o controle absoluto de tudo; intra e extramuros.

Como exemplo, sabiam com máxima exatidão os dias e os horários das chegadas dos rapazes que sentavam nos muros das casas em frente ao colégio, para esperar a saída das beldades.

Sino tocou, paquera começou.

Às vezes a espera era um pouquinho maior… tempo suficiente para que elas dessem uma leve customização no comprimento da saia, bem como um laço diferenciado na blusa.

Tudo isso bem distante dos olhos da Madre Maria das Neves (madre superiora), e bem perto dos olhos aguçados da rapaziada do muro.

A superlotação dos muros, claro, fazia crescer a concorrência entre os jovens mancebos usuários do espaço. Tudo era válido para chamar a atenção das alunas confinadas no prédio à frente.

Reza a lenda que um dos casos foi protagonizado pelo jovem e destemido TM que, um belo dia, cismou de entrar no colégio com o seu fusca e dar um cavalo-de-pau no hall de entrada do educandário.

Ainda bem que o nosso kamikaze não optou por entrar com o seu carro na capela novinha em folha. Deus é Pai!

Tudo acontecia com as meninas da 4­­­ª A. Se a pauta era jogos colegiais… lá estavam elas, treinando todas as modalidades esportivas. Se era desfile… lá estavam elas, atuando como balizas das bandas, não importando se era 7 de setembro, ou jogos estudantis. Se era para fazer uma excursão… lá estavam elas, levando presentes para agradar o motorista do ônibus do colégio, para darem o bote em seguida. Se era para cantar no coral… lá estavam elas em tom maior.

Nenhum exagero dizer que a turma era diferenciada talvez até por conta dos cromossomos. Afinal, ali estavam filhas de Dona Zélia Henriques, Margarida Caldas, Teresinha Peixoto, Nora Targino… e muitas outras matriarcas que comandavam a sociedade paraibana. Evoé!!

Até hoje a turma mantém-se unida, não obstante a diversidade das trajetórias de vida traçadas por cada uma. Todas elas tiveram êxitos nas profissões escolhidas e nos dons recebidos.

Neste 2024, muitas estarão fechando mais uma década de existência. Entretanto, asseguro-lhes, jamais abdicarão do espírito jovem e da paixão pelos prazeres da Vida.

Parabéns, meninas!

Continuem derrubando os muros que cerceiam a alegria e felicidade.    

Nota final: não poderia encerrar esse texto, sem mencionar que fiquei encantado com o ambiente físico do Colégio NSL. Todos os espaços muito bem conservados com uma aprazível área interna repleta de jardins que, pela exuberância das árvores, plantas e flores asseguram que a história iniciada em 1940 merece – hoje e para sempre – todo o nosso reconhecimento como um patrimônio que orgulha e dignifica a Paraíba no campo da educação.

Bônus musical: Canção da América – Milton Nascimento / https://www.youtube.com/watch?v=fDio3_1AaJ8&pp=ygUmY2Fuw6fDo28gZGEgYW3DqXJpY2EgbWlsdG9uIG5hc2NpbWVudG8%3D

RLombardi-jan/24

Eu sentei poucas vezes no muro. Preferi ficar esperando no Jeep!
08
jan
24

TATÁ VAI CASAR

A notícia é muito boa!

E o fato já poderia ter acontecido há bastante tempo, haja vista que a nossa protagonista é detentora de predicados que facilmente estimulam a formação de filas de pretendentes.

Até aqui, nada de extraordinário. Exceto o fato da nossa núbil jamais ter estabelecido para si o matrimônio, como meta obrigatória a ser alcançada.

Como poucas na sua idade, ela sempre soube que o casamento não começa com uma simples e momentânea escolha de parceiro… este não, este sim. Mas sim – e sobretudo – com a identificação de alguém que venha a somar na construção da nova, e quiçá eterna, morada da vida.

E BETO, foi o eleito para essa edificação!

Viva ele, rapaz de sorte!

Dentre os inúmeros atributos da nossa TATÁ – beleza, simpatia e inteligência, como exemplos – está a paciência na espera do tempo certo, da pessoa certa, e na forma de como assumir gigantesco compromisso.

Fundamental no equilíbrio de todas essas condicionantes, está uma sólida e imexível base religiosa, e familiar. Possui Deus no coração, e Paulo Dantas, seu pai, tatuado no braço.

Debruço-me sobre o presente texto, por sentir-me agraciado de estar ao lado de Lala Caldas, sua mãe, desempenhando o honroso papel de pai coadjuvante, extensivo também a George e Milena.

Uma síntese deste feliz e abençoado momento, foi a emoção que hoje senti, quando, após o almoço de domingo, testemunhei a entrega, feita pelos nubentes, de uma caixa-convite ao meu irmão Leonardo, para que o mesmo seja padrinho do aguardado enlace. 

O meu Anjo Léo possui também Deus no coração, e Penha Lombardi, sua mãe, tatuada no braço.

Tem festa no céu!!

Tem festa por aqui!!

Viva TAÍSA e ROBERTO!! Que Deus continue os abençoando!

RLombardi-jan/24

28
abr
23

ao rei David

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é gab-davi-oficial.jpg

Partiu hoje, o amigo DAVID TRINDADE FILHO.

Partiu muito cedo, faltava pouco para atingir os 71 anos de idade.

Com o `Rei David´ (assim o chamava) tínhamos em comum o gosto pela fotografia, música e, principalmente, um enorme apego pela causa da proteção/revitalização da Barreira do Cabo Branco.

Quando nos aproximamos, costumávamos dizer: “- tomara que exista sempre uma barreira entre nós!”. Boas risadas!

Não seria justo, por aqui, deixar de mencionar inúmeras outras qualidades e senso estético apurado do nosso David.

Possuidor de extrema habilidade manual que o possibilitava, de forma artesanal, a confeccionar pulseiras, bengalas, e o que mais caísse na gaveta desse dom.

Expertise em culinária e vinhos, também faziam parte do seu perfil.

No tema ‘estética corporal’, era incrível a sua proximidade com Fernando Botero, tendo em vista o prazer – em ambos – na apreciação de formas rechonchudas.

Desde a fundação do GAB (Grupo Amigos da Barreira), o David sempre esteve presente com a sua máquina fotográfica registrando tudo… de reuniões a eventos, bem como mobilizações. 

Seu gosto musical era apurado. Fez parte da primeira composição do grupo ‘os Diplomatas’, que nos permitiu grandes embalos nos sábados à noite; ou em qualquer dia/hora que se apresentassem.

Foi nesta batida que vimos surgir grandes dançarinos/as… destaque especial para @silvinoespínola – vizinho de David na Praça da Independência, e seu amigo de berçário.

Hoje, após o recebimento da triste notícia, coloquei no carro um pendrive editado e presenteado por ele, repleto de boas músicas: versões de clássicos sob a forma de pianinho.

Faz bem de ser ouvido em qualquer ambiente.

O @davidtrindade, nas redes sociais, defendia com força máxima tudo aquilo que acreditava, bem como repudiava o inverso. Nos embates (virtuais) sobre política, se provocado, respondia.

Sem agressões e habitualmente com elegância.

Pudera! O David sempre primou pela ética e respeito na troca de ideias, ou filosofias de vida. Jamais mereceu ser chamado pelos termos chulos… uma constante tristemente vivenciada na diuturna troca de farpas entre os grupos que trafegam em margens opostas deste rio de águas fétidas.

Em nosso último e casual encontro, de barbas longas, disse-me feliz pois estava incorporando Papai Noel em Fortaleza, levado por um filho. Qualquer semelhança não é mera coincidência… ali eu estava mesmo diante do bom velhinho / ho ho ho!

Descanse em Paz, David! Você foi poupado de vivenciar as nuvens negras que estão porvir sobre a Barreira, e sobre este nosso rio… sem distinção quanto às margens.

Se for possível, envie-nos fotos da sua nova e linda morada.

Até breve, meu Rei!

#Bônus musical: Milton Nascimento – encontros e despedidas /https://youtu.be/zhgOxxiiBbI

28
jan
22

MINHA SOGRA É UMA PEÇA

Peço licença ao saudoso Paulo Gustavo para usar um título que mantém certo parentesco com uma de suas consagradas obras, minha mãe é uma peça!

A minha Dona Hermínia, agora, atende pelo nome de MARGARIDA CALDAS que, neste fevereiro de 2022, estará celebrando 32.850 dias de existência.

Ai de quem, após fazer as contas, converter o número de dias em anos. Se isto acontecer… a guerra fica decretada!

A minha sogra nasceu em Fortaleza, passou por Recife, veio para João Pessoa, conheceu Seu Caldas… e por aqui ficou. Oba!!

Mais “oba ainda”, foi a chegada de suas filhas; Meire e Glauce (mais e carinhosamente conhecida por Lala). Duas belas jovens, merecidamente admiradas por todos que apreciam simpatia, beleza e bondade em forma de gente.

Durante anos, Dona Margô foi a grande referência como estilista da moda feminina na Paraíba, qualificação recebida pela sua legítima vocação de saber alinhavar Arte & Ofício.

Na sua incessante busca por aprimoramento, merece destaque o seu interesse em viajar pelo mundo e conhecer – in loco – TUDO que agregasse valores ao seu trabalho.  

Considerando que o contexto acima se deu entre os anos ´60/´70 – época em que viajar para o exterior não era tão habitual – parece natural deduzir que a minha sogra sempre esteve adiante de seu tempo.

Prova disso, aconteceu quando trouxe após uma das viagens, roupas para jovens que representavam as tendências da moda verificadas na Europa, como, por exemplo, os trajes de duas peças para usar na praia e em banhos de mar.

O escândalo importado sob a forma de vestimenta fez com que a direção do colégio feminino onde suas filhas estudavam, enviasse uma carta-convite para que ela comparecesse ao estabelecimento para fins de reverter a ousadia dos trajes e a euforia nas classes.

– “Vou não!! Da vestimenta e da educação das minhas filhas, cuido eu!” E ponto!

Pelo exposto até aqui, fica implícito que Dona Margô sempre foi sinônimo de disciplina, elegância e bom gosto.

Até os dias de hoje, convém destacar.

Com Lala, fui introduzido na categoria de genro. Confesso que, embora já maduro e relativamente experiente, senti-me receoso frente às expectativas dos primeiros encontros com a minha nova e elegante sogra.

Pior ainda foi quando em um dos nossos primeiros encontros, eu a cumprimentei e disse, já querendo demonstrar intimidade, que estava chegando do velório de Dona Margarida Caldas (?!).

– “Epa! Calma, cidadão… eu ainda estou viva, por aqui, e falando com você!!”

Naquele instante, eu morri!

O terrível ´lapso causa-mortis’, foi por conta de que, eu e o meu irmão Léo, tínhamos acabado de voltar do velório de uma ‘outra’ Margarida, muito querida e amiga da nossa mãe.

O tempo e o convívio vêm sendo dois grandes responsáveis na construção de uma amizade onde a diferença de idades parece não existir, uma vez que respeito e admiração ocupam todo o espaço.

Pena que, quando sentamos para jogar gamão a harmonia descamba, pois, dependendo do andamento da partida, as regras mudam(?!)… e sempre em favorecimento dela… que está continuamente querendo jogar água benta nos dados, e álcool em gel nas mãos. Nas minhas mãos!!

Nossas partidas de gamão são musicadas. Curioso que, de uns tempos para cá, o gosto musical da minha sogra deu uma forte guinada. Com frequência – e dependendo do grau de sofrência do jogo – vem me pedindo para colocar na caixa de som ‘aquela música da facada’ (Ô Rita/Tierry: https://bit.ly/3IGIA5c).

Sim, meu medo de movimentar as pedras do jogo aumenta cada vez mais!!

Uma coisa é certa: em cada partida, ganha sempre o prazer das risadas!

Recentemente me dei conta de ter passado a utilizar uma espécie de salvo-conduto quando vou às compras: – “Oi, Gordo, essa galinha está boa mesmo??… pois vou fazer à cabidela pra minha sogra, e adianto que gosto muito dela!!”

– “Ôxe… não é pra Dona Margarida??!… também gosto muito dela… pode levar… tenho certeza que ela vai gostar!!”

Viva o Gordo!!! Mais uma pessoa a reconhecer que a minha sogra é mesmo uma peça.

Vida longa, sogra querida!!

Prazeres gastronômicos é cosa nostra!
Dona Margarida ao volante!