
Vou pegar carona no bom humor da cultura popular que se ocupa em listar as “coisas que jamais se viu”.
Deste acervo, surgiram: cabeça de bacalhau, santo de óculos, genro com retrato de sogra na carteira, chester vivo, o LOMBARDI (quando vivo…aquele do SÍLVIO SANTOS), entrevistado do Ibope, ex-corno, pai de pai de santo, e muitos outros…
A lista é grande, mesmo considerando o seu brutal cerceamento em nome do ‘politicamente (in)correto’.
Em tempos horríveis de pandemia, fico a imaginar o quanto essa lista pode ser aumentada… inclusive, sem muita preocupação com o politicamente correto, haja vista que é no atual cenário político brasileiro onde encontramos o maior nascedouro de incorreções.
Também pudera… temos 1 presidente, 27 governadores, 5.570 prefeitos municipais, 1.059 deputados estaduais, 513 deputados federais, 81 senadores, e mais de 57.000 vereadores.
É muito cacique pra pouco índio!
Todo este fantástico universo de gestores e parlamentares sabe que, a cada dois anos, pelo voto dos inocentes, a roda gira… fazendo com que essa gigantesca Torre de Babel possa vir a ter novos inquilinos, motivo de agonia para àqueles que teimam em acreditar na vitaliciedade dos seus aposentos; digo, mandatos.
Com toda essa gente [finalmente mascarados] falando sem parar; com toda uma mídia que tenta recuperar a sua irrecuperável credibilidade; com toda a indomável avalanche das fake news, fica muito difícil, quiçá impossível, surgir uma liderança/voz para chamar de nossa.
Isto posto… vamos dar a nossa contribuição na lista de “coisas que jamais se viu”, em tempos de pandemia.
- Respiradores comprados de forma correta, com preço justo, e recebidos sem defeito e dentro do prazo;
- Político que não mistura pandemia com palanque eleitoral;
- Leitos de UTI´s em número maior que a procura;
- Dados estatísticos da Covid-19, uniformes e fiéis à realidade dos fatos;
- Distanciamento correto entre as pessoas nos transportes coletivos na hora de pico;
- Ônibus, metrôs e trens perfeitamente higienizados em cada parada;
- Obediência ao #ficaremcasa quando não se tem moradia digna;
- Manter o distanciamento físico nas filas da CEF em dia de pagamento do auxílio emergencial;
- Mesa diretora da OMS levando mais otimismo do que morbidade;
- Consenso na prescrição de medicamentos contra o vírus sem o viéis da lucratividade financeira;
- Eficiência na fiscalização do lockdown;
- Ouvir alguém dizer ‘saúde’ após você espirrar;
- Verificar no boletim escolar de seu filho que ele vai repetir a matéria após as aulas virtuais;
- Passar um dia sem receber divulgações de lives;
- Participar de reuniões on-line sem estar à vontade da cintura pra baixo;
- Perceber nas atitudes solidárias/humanitárias mais discrição e menos auto-promoção (@dadanovais)
- Constatar a ausência de humanos nas paradisíacas praias do nordeste brasileiro, em nome da ‘promoção da saúde’ (@rossanolucena)
- … [espaço aberto para as sugestões]
Por último, fica a certeza de que tudo isso vai passar.
Enquanto aguardamos por dias melhores, continuemos acreditando e praticando o SORRISO… pois sempre será a nossa melhor vacina.
Avante!
- Bônus: SMILE – Nat King Cole / Charles Chaplin: https://youtu.be/zwLD8Bq29Nw





Sim, teve o carnaval de 2020 aqui no Brasil.



Pelo visto, a coisa vai longe!
Guardo simpatia gratuita pela ‘riqueza social’ de cidades portuárias.

Faz muito tempo que a regra é clara: ‘se nasceu, e ainda sobrevive, considere-se no lucro’. Simples assim?!




Sou do tempo de uma geração que adotou a palavra “bicho” como pronome de tratamento. Sim, o mesmo bicho que Roberto Carlos usa quando quer se referir ao seu parceiro Erasmo, e vice-versa.






