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10
maio
25

fica, vai ter Dia das Mães

Sim, eu sei que a cada ano a história se repete.

Refiro-me ao frisson com a proximidade de datas comemorativas a eventos historicamente inseridos em nosso calendário, quer cultural e/ou comercial: natal, carnaval, dia dos pais, das mães, do trabalho, final de copa, finados, etc…

Acontece também que, a cada giro dessas celebrações, nos encontramos mais velhos e, óbvio, colocando em prática o déja-vu de tais momentos.

Nesta semana, como exemplo, no exato instante em que a chaminé do Vaticano exalava a fumaça branca, eu estava protocolando na minha IES o meu pedido de aposentadoria.

É chegada a hora e faz sentido. Afinal, tenho que continuar tratando de um câncer e estou com mais idade que o papa eleito.  Oremos pelo conjunto da obra.

Sendo hoje véspera, vou me ater ao Dia das Mães.

Desnecessário dizer que mesmo sem sentir mais o cheiro do “avental todo sujo de ovo”, a saudade vem sempre à tona pela ausência de Dona Penha que, com certeza, se cá estivesse, seria usuária do café da manhã, bolo e salgadinhos por delivery.

Na percepção dessas mudanças, merece destaque o fato de eu haver constituído a minha atual família, já de cabelos brancos. Ou, no outono da vida…como Lala e eu gostamos de usar tal rótulo.

Significa dizer que já nos encontramos com os filhos criados e netos porvir… talvez em profusão. Sentar à mesa com toda essa galera continua sendo um objetivo em nossas vidas.

Fazendo parte do universo masculino, amanhã estarei abraçando todas as “avós e mães em exercício pleno dos cargos”. A todas elas, os meus aplausos e agradecimentos por haver nos possibilitado o assento no banquete da Vida.

Finalizo deixando vocês com um quadro (abaixo) que evidencia um casal vivendo o outono de suas vidas, em um cenário que confirma que “o menos é mais apenas quando o mais é demais” – Frank Lloyd Wright.

Thanks, my Lord!