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O SORRISO DE MARGÔ

Todo o dia de ontem (24/01/25) foi dedicado às despedidas e exéquias de Dona MARGARIDA MARIA COSTA SOUZA CALDAS, matriarca da nossa família e pessoa muito querida e respeitada por todos que a conheceram.

A ELEGÂNCIA sempre fez parte de sua personalidade. Afinal, foi a principal estilista na moda feminina entre as décadas de 60 a 90, na cidade de João Pessoa.

No próximo dia 1° de fevereiro, faria 93 anos. Desta vez, a festa vai ser no céu para a alegria dos anjos de plantão.

Infelizmente, com a sua saúde em declínio progressivo, não obstante todos os cuidados recebidos, percebia-se a finitude de seu tempo entre nós, cá neste plano terrestre.

Vê-la submetida cada vez mais aos protocolos e equipamentos hospitalares, apertava os nossos corações. Isto posto, em nada reduz os nossos elogios e agradecimentos às equipes médicas e paramédicas que dela cuidaram. Valeu, gente!!

Em seus diversos ambientes, Dona Margô sempre foi a voz de comando, condição exercida com a naturalidade de lideranças e pessoas que vieram ao mundo para torná-lo melhor. E mais elegante!

Jamais saiu de casa – “nem pra ir só até ali” – sem que, frente ao seu espelho, tivesse o consentimento visual de seu privilegiado e primoroso senso estético.

Sair de chinelos?! – Nunca!

Sair despenteada?! – Jamais!

Sem colocar um pouquinho de perfume e nem um risco de batom?! – Nem pensar, cara pálida!!

Atrás de seu semblante com toques sutis de austeridade, estava uma alma hiper generosa, que constantemente se preocupava como o bem estar do próximo, agindo sempre em silêncio, sem a necessidade de propagar o feito… sempre bem feito.

Seu riso não era fácil, mas quando obtido via-se que era largo e sincero como o de uma criança.  Nos almoços de domingo, com ela ao meu lado direito, dávamos boas gargalhadas com os motivos que eu procurava garimpar e levar até ela.

Um desses “motivos risíveis”, era a forma como eu a saudava… com um grito: SOGRAAAAA!! Ao que ela, sorrindo, respondia: “-Pronto, eu pensei que ele estava curado!”

nada, sogra!

Aproveito até, encerrando esse texto, para avisar aos leitores, amigos e conhecidos que, se me virem andando sozinho e gritando SOGRAAAAA!!, por favor não me interrompam e nem me internem…é a minha mais pura manifestação de FELICIDADE por haver desfrutado desta rica amizade.

  • Nota final: impossível nominar e agradecer a todas as pessoas que estiveram na torcida e orações pela saúde de Dona Margarida. Espero que, abraçando as figuras de suas filhas MEIRE e LALA, e o seu neto Dr. GEORGE, a extensão deste agradecimento alcance a todos que fazem parte deste coletivo de apaixonados por Dona Margô.
  • Agradecimentos: a todos que foram ao velório para as despedidas e que enviaram mensagens de condolências, a família AGRADECE sensibilizada e de coração.
  • Bônus: https://www.youtube.com/watch?v=4REbp0s_G9w&pp=ygUZbGEgdmllIGVuIHJvc2UgZWRpdGggcGlhZg%3D%3D
Checando o aprendizado de Peu
Com SOFIA, nascida em 26/12/24
Paella da Sogra
O 1° côco a gente nunca esquece
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família, é

Todos os anos, nesta época de jingle bells e virada de calendário, eu fico bastante tenso com o frisson que envolve; trânsito, pessoas, cidades e serviços.

Loucura!!

Família, é, família, ah… letra/música dos Titãs (1997), sucesso até hoje.

Foi essa a trilha escolhida para fazer fundo musical, ao momento em que tento escrever algumas palavras sobre o tema “família”.

Contextualizar o assunto nunca foi fácil, principalmente considerando as circunstâncias que o rodeiam, em um mundo acostumado ao descartável.

Daí, definir limites parece ser prioritário… haja vista que, hoje, família – enquanto instituição – está mais para o plural do que o singular.

Em princípio, trata-se de um amontoado de gente que possui em torno de si, um núcleo genético.

Acontece que, o silêncio cromossômico, no caminhar da Vida passa a compactuar com variados fatores epigenéticos; sociais, ambientais, culturais…citando alguns.

Fato curioso é que em cada juntada da família o número de participantes vai sempre aumentando… a chegada é maior que a partida.

Felizmente!! Afirmo eu com a autoridade de ter passado por mais de 7 décadas de ´amigos secretos´, pipocos de champanhe, perus recheados, rabanadas, tênderes (sim, fui consultar o plural: horrível…mas saboroso!), tudo servido com muito esmero, para orgulho de qualquer Babete de plantão.

Nesta versão, a casa encheu. De idosos a recém nascidos, o encontro foi fabuloso… com direito até a anúncio do tipo: “-mãe, tô grávida!”.

Entre os decanos, o papo sempre gira em torno de: “-tirei tudo, estou melhor”; “-melhorei, com a quimioterapia!”; “-estou comprando uma nova cadeira de rodas, maravilhosa!”; “-insuportáveis, os valores cobrados pelos planos da Unimed!”.

Já para os participantes da categoria ‘meia-idade’, os assuntos giravam entre: maternidade; casamentos; filhos; amamentação; dificuldade em fazer cocô!

Opa…este último tema parece que também desperta interesse nos idosos. E como!

Por último, a data traz sempre momentos de prazer e reflexões. O prazer de ainda estar presente à mesa; a reflexão com a dádiva de Vida recebida pelo menino da manjedoura.

Obrigado, DEUS!

Bônus 1: Panis et circenses – Gilberto Gil – https://youtu.be/bh5nmVAaBBw

Bônus 2: Família – Titãs – https://youtu.be/GJRT4_be0CI