Arquivo para dezembro \27\America/Recife 2024

27
dez
24

HABEMUS SOFIA

Paraibano de muito tempo, sou fã incondicional de cordelistas e repentistas. Tenho-os como artistas populares superdotados culturalmente.

Basta que recebam um “mote”, que saem – escrevendo ou cantando – em busca de rimas, cujo domínio lhes asseguram alcançar, quem sabe, a pretendida OBRA PRIMA (opa, rimou!).

Em suas criações, estão sempre presentes, além das rimas, as características regionais, a sátira, a métrica, e um grande/imprescindível acervo de palavras no arquivo da memória.

Pois bem… alguns acontecimentos de ontem, 26/12/2024, me fizeram trazer vocábulos que, acredito, seriam extremamente desafiadores para os melhores artistas das duas artes acima citadas.

Vamos a alguns deles: avós, imunoterapia, Sofia, nascimento, Taísa, mãe, onicit, keytruda, anestesia, mamar, amar, alimta, choro, risadas, sutura, etc…

Pretendo entregar este pequeno arquivo a alguns amigos que dominam o cordel e os repentes. Vai quê…

Para facilitar o ´mote´: ontem pela manhã, enquanto eu realizava o meu 11° ciclo de quimio/imunoterapia, sempre na companhia de Lala, via WhatsApp, estávamos tendo notícias simultâneas do nascimento de Sofia, filha de Taísa, que é filha de Lala e, por tabela, minha amada enteada (opa, rimou²!).

Pronto…as palavras mais estranhas acima, dizem respeito às medicações que estavam gotejando em minhas veias, enquanto lágrimas de emoção saíam dos meus olhos, e dos de Lala; avós babões.

O quadro que ficou composto para nós estava lindo.

Primeiro, o agradecimento a DEUS pelo dom da Vida.

Segundo, e não menos harmonioso, a certeza de que enquanto uma vida está começando, uma outra ganha mais forças para continuar lutando por mais algum tempo de permanência neste plano físico.

Sofia traz vida em abundância.

E eu já me candidato a dançar com ela, como avô, a valsa dos seus 15 anos!

– para Tatá, uma filhota super-mãe –

02
dez
24

uma JU que passou em nossas vidas

Olá, JULIANA RIBEIRO DE SENA.

Fiquei muito triste com a sua precoce partida e com a forma como aconteceu.

Mais ainda ao constatar, pelos meus colegas docentes e pelos seus, discentes, o quanto você transmitia de alegria pela vida, respeito, companheirismo e competência acadêmica… valores que orgulham qualquer IES, a exemplo do curso de Odontologia da UFPB.

Meu contato com você foi muito breve… algumas aulas nos 7° e 8° períodos. Tão pouco que nem ao menos pude memorizar o seu belo sorriso, bem evidenciado nas homenagens póstumas.

Contento-me com as imagens. Emociono-me com os depoimentos.

Jamais apreciei quando um jovem passa à frente na fila dos que esperam a partida. Fere a lógica da vida. Resta-nos, como consolo, a certeza de que “o Tempo é de Deus!”.

Parabenizo você e os seus familiares pela nobre e humana atitude na doação dos seus órgãos para levar sobrevida a quem precisa.

Você continuará pulsando. Lindo!

Na próxima quinta-feira, atendendo honroso convite dos seus colegas (turma 2024.1 – anterior à sua) estarei presente na Colação de Grau deles.

Foram muito generosos comigo, uma vez que me encontro – desde maio/24 – afastado de salas de aula para tratamento de saúde.

Não apenas por isso, mas também pela minha idade, na antessala da aposentadoria, talvez seja um dos últimos eventos acadêmicos que participarei na UFPB.

Tratando-se de uma agenda com alunos, considerei a hipótese de encontrar, além dos queridos formandos, vários de vocês, representantes de outras turmas.

Pena que você não estará por lá, pois gostaria muito de dar-lhe um imenso abraço e dizer-lhe para nunca mais furar fila.

Até breve.

Beijo grande.