
Partiu hoje, o amigo DAVID TRINDADE FILHO.
Partiu muito cedo, faltava pouco para atingir os 71 anos de idade.
Com o `Rei David´ (assim o chamava) tínhamos em comum o gosto pela fotografia, música e, principalmente, um enorme apego pela causa da proteção/revitalização da Barreira do Cabo Branco.
Quando nos aproximamos, costumávamos dizer: “- tomara que exista sempre uma barreira entre nós!”. Boas risadas!
Não seria justo, por aqui, deixar de mencionar inúmeras outras qualidades e senso estético apurado do nosso David.
Possuidor de extrema habilidade manual que o possibilitava, de forma artesanal, a confeccionar pulseiras, bengalas, e o que mais caísse na gaveta desse dom.
Expertise em culinária e vinhos, também faziam parte do seu perfil.
No tema ‘estética corporal’, era incrível a sua proximidade com Fernando Botero, tendo em vista o prazer – em ambos – na apreciação de formas rechonchudas.
Desde a fundação do GAB (Grupo Amigos da Barreira), o David sempre esteve presente com a sua máquina fotográfica registrando tudo… de reuniões a eventos, bem como mobilizações.
Seu gosto musical era apurado. Fez parte da primeira composição do grupo ‘os Diplomatas’, que nos permitiu grandes embalos nos sábados à noite; ou em qualquer dia/hora que se apresentassem.
Foi nesta batida que vimos surgir grandes dançarinos/as… destaque especial para @silvinoespínola – vizinho de David na Praça da Independência, e seu amigo de berçário.
Hoje, após o recebimento da triste notícia, coloquei no carro um pendrive editado e presenteado por ele, repleto de boas músicas: versões de clássicos sob a forma de pianinho.
Faz bem de ser ouvido em qualquer ambiente.
O @davidtrindade, nas redes sociais, defendia com força máxima tudo aquilo que acreditava, bem como repudiava o inverso. Nos embates (virtuais) sobre política, se provocado, respondia.
Sem agressões e habitualmente com elegância.
Pudera! O David sempre primou pela ética e respeito na troca de ideias, ou filosofias de vida. Jamais mereceu ser chamado pelos termos chulos… uma constante tristemente vivenciada na diuturna troca de farpas entre os grupos que trafegam em margens opostas deste rio de águas fétidas.
Em nosso último e casual encontro, de barbas longas, disse-me feliz pois estava incorporando Papai Noel em Fortaleza, levado por um filho. Qualquer semelhança não é mera coincidência… ali eu estava mesmo diante do bom velhinho / ho ho ho!
Descanse em Paz, David! Você foi poupado de vivenciar as nuvens negras que estão porvir sobre a Barreira, e sobre este nosso rio… sem distinção quanto às margens.
Se for possível, envie-nos fotos da sua nova e linda morada.
Até breve, meu Rei!
#Bônus musical: Milton Nascimento – encontros e despedidas /https://youtu.be/zhgOxxiiBbI











