Entramos em julho. Sétimo mês de um ano que teima em não querer acontecer.
A sua chegada se dá em obediência à ordem cronológica preestabelecida pelo calendário gregoriano. Já o seu nome, presta homenagem ao grande ditador romano Júlio César.
Enquanto o “até tu, Brutus?!” não é ouvido, vamos torcer para que o mês 7 de 2020, seja conhecido como o mês do livramento dos mascarados brasileiros… e mundiais.
Tal expectativa, infelizmente, foge da lógica científica.
Este nosso, hoje, maior desejo coletivo – #sairdecasacomsegurança – está mais calcado no cansaço da população que sobrevive ao compulsório regime semiaberto, do que na escassez de notícias alvissareiras (e verdadeiras) sobre a chegada da sonhada vacina… ou mesmo, de algum pó de pirlimpimpim.
Como era esperado, a “etapa de reabertura das atividades” tornou-se um verdadeiro samba… atonal e descompassado.
Acordamos com as notícias daquilo que vai abrir, mas, logo após o almoço, somos informados que não vai mais abrir. Fecha!
Por aqui, em minha cidade, se Hamlet voltasse a encontrar Horácio, a este diria: ‘há mais mistérios entre o céu e aquele shopping, Horácio, do que pode imaginar a sua/nossa vã filosofia’.
O esdrúxulo encontro dos personagens shakespeareanos se daria no Retão de Manaíra, quando, de máscaras, Hamlet apontaria para o estudante Horácio, dizendo-lhe que aquele conceituado estabelecimento comercial havia adotado uma inacreditável linha imaginária, que permitia a um dos lados ABRIR* suas portas; enquanto o outro lado permaneceria FECHADO*.
[* vejam matérias explicativas no final do texto]
Tudo isso, sob o mesmo teto.
Tudo isso, muito acima da nossa vã filosofia.
Pelo andar da carruagem, tudo faz crer que – sem nenhuma conotação com acontecimentos político-sociais pela Abertura e retorno ao regime democrático (anos 80) – a nossa reabertura pós quarentena também se dará de baixo pra cima… com a população buscando o retorno às suas atividades profissionais de forma lenta, gradual e segura.
Se der, claro!
Porque… se esperarmos pelos nossos governantes, o atual estado de travamento da economia, clausura social, e achatamento da curva, somente será pensado no seu término, em período mais próximo das eleições.
Quem viver, verá… e votará!
- Bônus: July – Billy Paul / (1) https://youtu.be/_kEC1VUsx1g /

Será que viveremos pra ver ? Será que haverá outra abertura democrática das mentes contaminadas pelo o vírus do preciso do poder pra viver ?
Quem viver que esteja vivo para ver “o dia que terra parou!”, literalmente como profetizou nosso maluco beleza! …porém que se pare, mas pare pra pensar, e que se pense muito bem, e olhe que esse dia já vem !
Amiga, RI / apesar de parecer difícil, devemos acreditar e trabalhar por um mundo melhor. Certamente, pelo peso da idade, não viverei esse ‘novo tempo’… mas ficarei feliz, sabendo que meus netos (ou bisnetos) estarão melhores do que nós, neste HOJE. Obrigado pela participação. Bjo//
Ricardo
A triste realidade nosso futuro é incerto todos está confusos e cheios de incertezas que acredito só vai melhorar com a vinda de uma vacina : ano que vem temos que nos cuidar e ser cautelosos Orar e acreditar que tudo vai passar!!
Prezado JORGE / a nossa formação na área de Saúde, faz-nos acreditar que a CURA sempre prevalecerá. Tomara que em futuro breve, todas as mazelas do mundo encontrem, cada uma, seu antídoto, sua vacina. Tomara!! Por enquanto… estamos deficitários até na capacidade de sorrir. Mas, tudo isso vai passar, claro! Beijo no coração deste turco amigo/irmão.
Dos Romanos aos Renascentistas, as inspirações remetem aos desatinos e desgovernos vivenciados no presente. Excelente texto.
Prezado primo Reinaldo / primeiro que tudo, quero afirmar que sinto-me honrado com a sua participação neste ‘nosso’ Blog. Sei bem dos seus dotes intelectuais e capacidade de liderança… como professor e formador de opinião. De fato, na escala da nossa evolução humana, tudo faz crer que saímos cedo das cavernas… pois ainda estamos engatinhando na busca de modelos de governo que nos permitam orgulho, e não decepções. Forte abraço.
Parabéns Ricardo!Você está certo. Que Deus tenha misericórdia de nós!Abraços.
Querida FAFÁ / gosto muito de constatar a sua presença neste modesto Blog. Ele é todo nosso, viu?? Nosso ‘encontro’ (nesta vida de tantos desencontros) teve início nos bancos da Faculdade de Odontologia/UFPB. Até hoje preservamos a Amizade e o Respeito que nos mantém unidos… pelo visto, para sempre!! Oremos por dias melhores, querida irmã. Beijo//