Escrever para mim é puro prazer. Ainda mais tendo pela frente um ‘mote’ bastante fértil em oportunizar múltiplas abordagens: a greve dos alunos de Odontologia da UFPB.
Em uma das recentes assembleias pertinentes ao movimento, um antigo bordão voltou a ser mencionado: ‘greve de alunos é meio que tiro no próprio pé!’. Sorte que os alunos odonto-paredistas não deram ouvidos: o projétil passou longe dos pés e [melhor ainda] acertou na mosca. Pow!
O estampido acordou a todos; inclusive gestores e professores. Como primeiro efeito impactante, veio a constatação de que o ‘alvo’ já estava entre nós há bastante tempo e que tinha se proliferado absurdamente: tal qual um biofilme em boca mal higienizada, para melhor compreensão.
Cabe a pergunta: ‘por que então somente agora, após o tiro, houve um despertar para o mesmo?!’. Ao invés de buscarmos respostas plausíveis, melhor assumirmos que a velha rotina e os inúmeros afazeres diários aumentaram o nosso grau de miopia seletiva. Ou então, entramos coletivamente em estado de letargia burocrática – cujo principal sintoma é a apatia frente ao inaceitável, no errôneo pressuposto de que… ‘algum setor deve estar cuidando disto’.
Com muita coerência e senso de responsabilidade, os alunos estão dando uma AULA cujo título bem que poderia ser: “Toda cura começa com um bom diagnóstico”. E curar é preciso! E de cura entendemos!
A exemplo de filhos adolescentes, eles estão mostrando aos seus pais (entenda-se: nós professores e gestores) acertos/ajustes que devem ser urgentemente implementados na recuperação física e funcional da nossa casa (Odonto/UFPB).
A família agradece!
CD Ricardo Lombardi
