Novamente, esta minha mania de gostar de escrever toda vez que ‘ideias e fatos’ começam a fervilhar dentro da cachola, faz com que eu volte a correr o risco de, pela exposição dos argumentos, patinar nas raias do ridículo e/ou perder algumas amizades.
Mas, vamos lá… acho que desta vez o risco é pequeno! Assim espero!/risos.
O ‘fato’ gerador da inspiração, foi trazido pela experiência de haver participado da recente Assembleia de Estudantes de Odontologia da UFPB, destinada a RECUPERAR FÍSICA E FUNCIONALMENTE AS CONDIÇÕES PLENAS DE ENSINO & APRENDIZADO [auditório de Fonoaudiologia/UFPB, 16/5/14].
O ambiente estava repleto. Sentei-me junto a outros colegas professores, logo me dando conta de que eu era o decano da plateia – fato que me encheu de satisfação.
Como professor, eu estava ali ‘aprendendo’ com jovens alunos. A inversão dos papéis encheu-me de orgulho. Pudera: vê-los explanar (com boa didática) sobre os pontos a serem analisados; assumirem o perfeito controle e disciplinamento das discussões; vibrarem com os gritos de luta; com os cartazes de reivindicações; com abordagens multicurriculares… fez o meu velho coração bater feliz.
Feliz pela oportunidade de testemunhar que a ‘célula aluno’ – sem desmerecer a nenhuma outra – é a mais importante no ‘organismo ensino’. Em qualquer nível, vale frisar! Assim como nós, professores, eles também são transitórios. A diferença está apenas na velocidade deste processo.
Diferente de nós, são eles que conhecem TODAS as portas e torneiras da Universidade. São eles que enxergam por nós, tudo aquilo que a rotina diária cuidou de não nos fazer enxergar. São eles os únicos capazes de quebrar a inércia do sistema, fazendo com que ‘regras e conceitos’ sejam revistos – preferencialmente com ética e civilidade.
Por último: são eles que nos dão o prazer de aprender a ensinar!
A luta continua! A Vida também!
CD Ricardo Lombardi

