Arquivo para dezembro \25\America/Recife 2013

25
dez
13

é Penha?! então é natal!

♪  Então é Natal, e o que você fez???????????
O ano termina, e nasce outra vez…

Faz tempo que a voz doce de Simone vem sendo associada à rabanada colocada sobre a mesa, ao jingle bells dos elevadores de shopping centers, ou à legião de pré-púberes acrobatas de semáforos que trocam o malabarismo com limões, pelas caixinhas de ‘ajude o meu natal’.

Às vezes, eu ajudo! Principalmente neste período, onde, talvez pela força do apelo cristão, sinto com mais propriedade que a ‘minha alma cheira a talco, como um bumbum de bebê’. Ainda mais nesta versão de 2013, realizada sem a presença ‘física’ daquela que primeiro me pulverizou com o talco da vida: a minha mãe Penha.

♪  Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem souber o que é o bem…

A nossa Penha confundia-se com o natal. Ou melhor, com ela todos os dias pareciam natais. Terminava um, e o assunto já era o próximo. Achava inconcebível, e até incompetência de mercado, o fato do panetone e outras iguarias não serem vendidas durante todo o ano. Não sendo possível, que pelo menos esticassem os seus prazos de validade para, talvez, ‘para sempre’.

Igual a ela! Penha É para sempre!

Foi isso que eu e os meus sentimos ontem. Saudade sim, tristeza não. O clima foi mesmo de Boa Festa, com a inenarrável alegria de uma lágrima que rola e é sugada, um pouco abaixo, por boca que sorri.

♪  Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, o amor como um todo…

Aonde quer que esteja, Penha ontem ficou feliz. A razão é simples, procuramos fazer tudo como ela sempre nos ensinou: troca de presentes; momento de reflexão e agradecimento a Deus e ao seu unigênito recém nascido; e ceia.

A garantia desta certeza também contou com dois fatos novos: foi o primeiro natal com os dois bisnetos de Penha juntos, e, por este motivo, houve a chegada de um ‘Anjo Leo’, vestido de Papai Noel.

Certamente Penha sorriu!

Viva o Natal! Viva a Vida!

CD Ricardo Lombardi

Feliz Natal para todos/

Feliz Natal para todos/

14
dez
13

MEUS VERDADEIROS HERÓIS

MEUS VERDADEIROS HERÓISacesso

 

Sempre que posso, gosto de frequentar a TENDA DOS SUPER-HERÓIS. É assim que, após tomar conhecimento de sua existência, passei a chamar o local na beira-mar da praia do Cabo Branco/PB, onde, aos sábados, são desenvolvidas atividades socioesportivas com portadores de limitações físicas e/ou mentais que, juntamente com seus familiares, referendam a razão de ser do belíssimo ‘Projeto Acesso Cidadão’.

Felizmente, hoje foi um desses dias! Mais felizmente ainda, foi poder testemunhar o êxito alcançado neste primeiro aniversário do ACsocial.

Os super-heróis estavam no maior agito; com direito a desfile na passarela onde a mestre de cerimônias anunciava a etiologia e abrangência do seu problema, assim como discorria sobre o perfil do/a desfilante; naquilo que diz respeito ao binômio ESTILO DE VIDA & FORÇA: responsáveis  diretos pela superação dos desafios, e pela sua inata vocação de ser feliz.

Este é o ponto: SER FELIZ!

Para o alcance deste objetivo, dois aspectos parecem [além de urgentes] fundamentais: a QUEBRA DEFINITIVA DE PRECONCEITOS e a INCLUSÃO SOCIAL.

Falo com conhecimento de causa. Levei o meu irmão ‘Anjo Leo’, e ele ficou encantado com o que viu. Logo se mostrou solidário e participativo com a causa: DELE, SUA, e de TODOS NÓS.

Sim, estamos no caminho certo! Hoje, contamos com a FORÇA e o engajamento da SOCIEDADE CIVIL, capazes de abrir as portas dos setores públicos e sensibilizar os seus ‘atuais e transitórios’ administradores, sobre uma pauta que requer SEQUÊNCIA, APRIMORAMENTO e CONTINUIDADE EVOLUTIVA.

Por último e apenas lembrando: esta causa é humanitária; portanto irreversível e bem superior a qualquer conotação ou atrelamento político-partidário.

O débito é nosso. O resgate, idem.

  • Dedico esse texto a muitos; impossível nominar a todos.  Em especial a um amigo que conheci, inicialmente via redes sociais, e depois pessoalmente. Refiro-me ao cidadão brasileiro e ‘super-herói’, PATRICK TEIXEIRA D. PIRES. Pelo @thepatricao, estendo os aplausos aos voluntários do Projeto ACsocial, na figura de @Marianne Rangel, e aos ‘engajados famosos’, na pessoa do jogador Givanildo Vieira de Souza (o nosso HULK) – para mim, JÁ campeão do mundo!

CD Ricardo Lombardi

ACsocial, hoje, com direito a desfile de super-heróis.

ACsocial, hoje, com direito a desfile de super-heróis.

ACsocial com o incrível HULK e o nosso guerreiro "@thepatricao"

ACsocial com o incrível HULK e o nosso guerreiro “@thepatricao”

ACsocial, hoje, entre super-heróis como Patrick e o Anjo Leo

ACsocial, hoje, entre super-heróis como Patrick e o Anjo Leo

ACsocial - equipe de apoio: MARAVILHOSA!

ACsocial – equipe de apoio: MARAVILHOSA!

07
dez
13

baby, l love you

BABY, I LOVE YOUpeace

 

Estava eu dentro de um auto(i)móvel, entalado em mais um engarrafamento deste caos nosso de cada dia, quando uma certa música no rádio me trouxe uma súbita vontade de escrever – para desespero da minha fiel torcida de meia dúzia de leitores/risos, lágrimas.

Dezembro é sempre um mês curto e de longas lembranças. Uma delas me vem agora sob a forma de ♬BABY, que teima em querer entrar pelos sete buracos da minha cabeça. E eu, aqui parado, estou gostando não somente da ideia; mas principalmente da sua boa companhia.

A primeira vez que a (ou)vi, achei-a totalmente alienada. Parecia que a moça, de tudo, desconhecia quase tudo: piscina, gasolina, Carolina, até mesmo a margarina(?!). E olha que, à época, um certo Bertolucci já havia introduzido em nossas mentes, alguns benefícios de um produto similar no seu Último Tango em Paris. Uau!

Por outro lado, havia a esperança de que nossa BABY logo viesse a conhecer, de tudo, quase tudo. Afinal, ela morava na melhor cidade da América do Sul – repleta de lanchonetes, bancas de revista, e sempre em dia com as últimas canções do Roberto.

A nossa BABY surgiu maravilhosa!

Também pudera: trouxe o gene do gênio Caetano, e foi parida [no palco] nas belas entrepernas de Gal.

Mãe e filha, ou melhor, Gal e BABY, sempre andaram juntas. Isso, desde que eclodiram nos agudos dos tempos graves; até alcançarem a maturidade, hoje, de quem aprendeu inglês, mas perdeu o sonho da poesia, chegando a ficar com os olhos fundos e tristes de Carolina (Chico Buarque).

Uma jovem buzina atrás de mim, lembrando-me para andar mais três metros. Fui!

  • [ofereço a ‘Baby do engarrafamento’, aos de minha geração. Principalmente aos que, bateram a poeira e continuam até hoje… Por entre fotos e nomes / Os olhos cheios de cores / O peito cheio de amores vãos / Eu vou / Por que não, por que não…]

CD Ricardo Lombardi

01
dez
13

OLHA O CELULAR NA AVENIDA AÍ, GENTE!

OLHA O CELULAR NA AVENIDA AÍ, GENTE!

 

CELULAR SAMBA

Cedo ou tarde, em alguma escola de samba do Rio de Janeiro vai rolar um samba-enredo cujo tema – de nome sempre curto – vai ser mais ou menos assim: “o dia em que Pero Vaz de Caminha ouviu os tambores de Graham Bell anunciando a chegada da telefonia celular na ilha de Vera Cruz”.

Certamente a Comissão de Frente será composta por homenzinhos carecas e azuis, ou, melhor ainda, em uma concepção Joãozinho Trinta, por usuários (nós) vestidos como os zumbis de Thriller sendo trucidados pelas moças do serviço ‘0800 – obrigado por aguardar na linha, senhor/a’.

As integrantes da Ala das Baianas terão suas cabeças ornamentadas com smartphones que deverão acender sempre que a Bateria (da Escola, não do aparelho) evoluir em cima do solo das cuícas – tudo isso sincronizado (cuícas e smartphones) via bluetooth.

O principal carro alegórico conduzirá um índio emitindo sinais de fumaça, protegido por um enorme orelhão que jogará, tal qual uma erupção vulcânica, fichas telefônicas para a arquibancada [êxtase total].

Renomados coreógrafos foram contratados pela Escola para tentar solucionar o problema maior: organizar o caos instalado na Ala das Operadoras. Seus integrantes estão sempre atravessando o samba – argumentam os componentes da Ala dos Procons, devidamente fantasiados com mortalhas de Pré-Pagos e Pós-Pagos.

O puxador do samba-enredo passou mal e deu entrada no hospital. Parece que teve uma espécie de cãibra glóssica (grave) de tanto repetir o refrão da música que diz: “tum.tum.tum deixe o seu recado na caixa postal…”

Xau! Meu crédito acabou!
Evoé! Colofé!

CD Ricardo Lombardi