ENTENDO ASSIM (aos colegas ortodontistas brasileiros):
A Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR) é uma legítima e consagrada entidade de classe. Ou melhor, é a principal referência da especialidade no Brasil e no exterior.
Durante muitos anos, ela, juntamente com todos que defendem a busca pela “excelência” na formação profissional dos seus pares, lutou perante os órgãos reguladores do assunto (leia-se CFO), pela necessidade de uma carga horária mínima de 2.000 horas/aula, a serem implementadas nas centenas de cursos de especialização.
Cabe destaque o fato de que “excelência” não pode ser garantida APENAS por uma oferta de maior ou menor volume de horas – todos sabem disso!
Acontece que, na inexistência de um único critério de aferição da qualidade de aprendizado, este possui a mesma (boa) lógica utilizada na aviação, quando regula a competência do piloto pelo número de horas/voo. É um bom e tranquilizador sinal.
APERTEM OS CINTOS, pois uma nova área de turbulência se aproxima: no recente e maravilhoso Congresso da ABOR, realizado em Natal, tomei conhecimento de um movimento, liderado por SP, para que o CFO desconsidere essa conquista (2.000 horas) e retroceda; voltando a considerar apenas 1.000 horas/aula como espaço de tempo satisfatório na qualificação de novos especialistas.
MÁSCARAS DE OXIGÊNIO CAIRÃO: em análise simples de ser feita, percebe-se que, outra vez, a ‘ciência’ é atropelada pela ‘grana’. A redução pela metade desta carga horária, mais que dobrará o volume de dinheiro investido: pelos milhares de colegas que almejam a conquista de uma boa formação profissional; e arrecadado: pelos organismos promotores e reguladores dos cursos.
AQUI QUEM FALA É A CABINE DE VOO: o CFO, ao convocar para uma Assembleia específica os coordenadores de cursos de especialização, demonstra claramente – além de tendenciosidades – que DESCONSIDERA a ABOR e o GRUPO (Grupo Brasileiro de Professores de Ortodontia e Odontopediatria) como organizações competentes e abalizadas no trato da questão.
PREVISÃO DO TEMPO: é mais ou menos como optar por não reconduzir a aeronave para um ‘céu de brigadeiro’. Ao contrário, a manobra visa arremete-la para uma área de turbulência com nuvens bem mais negras do que àquelas que, há décadas, pairam sobre o voo da Ortodontia brasileira.
Se houver tempo, pergunto: ‘- alguém sabe onde estão os paraquedas?!’
CD Ricardo Lombardi
Caro Lombardi
Parece que seu vôo, que é de todos nós, está fadado a se deparar com tempestades, além proporem diminuir o mínimo de horas exigidas, agora, já é comum, cursos de especialização, matricularem alunos que ainda não completaram a graduação. Onde vamos parar???????? A mediocridade está solta!!!!!!!!!
Certamente os paraquedas estarão furados.
Retrocesso absurdo!
É lamentável, estive na reunião no CRO em São Paulo e vi a pressão que a maioria dos Professores presentes fizeram, com argumentos absurdos, defendendo a redução da carga horária. Estão mais interessados nos lucros do que nos interesses da Ortodontia. Caso permaneça as 2000 horas vem a dúvida: Como fiscalizar se os cursos estarão cumprindo com as 2000 horas? Não há fiscalização, muitos cursos por aí anunciam 2000 horas e não cumprem. Até a propaganda já é mentirosa, anunciam 1 dia por semana, 36 meses com carga horária de 2000 horas (não fecha a conta). Vivemos no País da impunidade onde vale tudo……..