Arquivo para 13 de outubro de 2013

13
out
13

turbulência na ortodontia brasileira

ENTENDO ASSIM (aos colegas ortodontistas brasileiros):voo 2

A Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR) é uma legítima e consagrada entidade de classe. Ou melhor, é a principal referência da especialidade no Brasil e no exterior.

Durante muitos anos, ela, juntamente com todos que defendem a busca pela “excelência” na formação profissional dos seus pares, lutou perante os órgãos reguladores do assunto (leia-se CFO), pela necessidade de uma carga horária mínima de 2.000 horas/aula, a serem implementadas nas centenas de cursos de especialização.

Cabe destaque o fato de que “excelência” não pode ser garantida APENAS por uma oferta de maior ou menor volume de horas – todos sabem disso!

Acontece que, na inexistência de um único critério de aferição da qualidade de aprendizado, este possui a mesma (boa) lógica utilizada na aviação, quando regula a competência do piloto pelo número de horas/voo. É um bom e tranquilizador sinal.

APERTEM OS CINTOS, pois uma nova área de turbulência se aproxima: no recente e maravilhoso Congresso da ABOR, realizado em Natal, tomei conhecimento de um movimento, liderado por SP, para que o CFO desconsidere essa conquista (2.000 horas) e retroceda; voltando a considerar apenas 1.000 horas/aula como espaço de tempo satisfatório na qualificação de novos especialistas.

MÁSCARAS DE OXIGÊNIO CAIRÃO: em análise simples de ser feita, percebe-se que, outra vez, a ‘ciência’ é atropelada pela ‘grana’. A redução pela metade desta carga horária, mais que dobrará o volume de dinheiro investido: pelos milhares de colegas que almejam a conquista de uma boa formação profissional; e arrecadado: pelos organismos promotores e reguladores dos cursos.

AQUI QUEM FALA É A CABINE DE VOO: o CFO, ao convocar para uma Assembleia específica os coordenadores de cursos de especialização, demonstra claramente – além de tendenciosidades – que DESCONSIDERA a ABOR e o GRUPO (Grupo Brasileiro de Professores de Ortodontia e Odontopediatria) como organizações competentes e abalizadas no trato da questão.

PREVISÃO DO TEMPO: é mais ou menos como optar por não reconduzir a aeronave para um ‘céu de brigadeiro’. Ao contrário, a manobra visa arremete-la para uma área de turbulência com nuvens bem mais negras do que àquelas que, há décadas, pairam sobre o voo da Ortodontia brasileira.

Se houver tempo, pergunto: ‘- alguém sabe onde estão os paraquedas?!

CD Ricardo Lombardi