Arquivo para 8 de setembro de 2013

08
set
13

mais ruas, menos redes

Penso assim:filho teu nao foge à luta

Tenho lido, via redes sociais, muitas explicações de pessoas que sentiram-se frustradas por haverem atendido ao chamamento para participarem – no último dia 7, e no mesmo circuito dos desfiles cívico-militares – do ‘maior protesto popular contra todas as formas de desmantelo do país’.

Todas elas, oscilavam entre dois tipos de sentimentos: indignação – pela constatação do baixo quórum; e dignidade – pela consciência do ‘não importa…eu fiz a minha parte!’.

A todos, os meus aplausos! Igualmente a todos, a minha modesta análise dos fatos/

A capacidade de mobilização popular, via redes sociais, é instrumento ainda pouco conhecido por nós; não importando que estejamos inseridos na categoria dos mortais, ou virtuais usuários.

Sabidamente, a moderna ferramenta eletrônica é muito prática e de fácil manuseio. Talvez por isso, possibilite -pela liberdade na criação, e capilaridade na veiculação- uma imensa torre de Babel, onde todos se vêem no direito de falar tudo que der na telha, ou mesmo no teclado.

Em tempo: teclar, não é igual a escrever! Muito menos a tocar, sentir, abraçar, etc…

Tanto pelo volume, quanto pela velocidade na geração das notícias, talvez estejamos deixando de lado dois importantes elementos: a escolha daquilo que merece ser lido, e o tempo necessário para refletirmos sobre o que estamos lendo.

Isto posto, não me parece justo concluirmos que as ‘marchas de protesto’ acontecidas ontem nas principais cidades do Brasil, tenham sido um fiasco em sua intenção cívico-patriótica. Prefiro acreditar que foram erroneamente agendadas: tanto no tempo, quanto no espaço físico.

Muito mais sensato será entendermos que ‘os desfiles de 7 de setembro’ são eventos históricos e já consolidados pelas famílias brasileiras como referências imaculáveis da nossa trajetória enquanto povo e nação. Sim, somos as duas coisas!

Apesar dos pesares, sabemos que há 191 anos, o dia7 está reservado para que os brasileiros (mesmo aqueles que vão às ruas e gritam por um país mais digno) possam comemorar a INDEPENDÊNCIA do Brasil.

Penso que temos os outros 364 dias para nos articularmos com o objetivo de acertarmos tudo que está errado, bem como fiscalizarmos a INTERDEPENDÊNCIA da Nação; atualmente, por exemplo, com forte sotaque cubano.

Para mim, o paradoxo utópico faz sentido: “hoje vamos às ruas, em busca de não ser mais preciso irmos às ruas!” Porém…se gritar é preciso, torço para que isso aconteça sem vandalismos, sem spray de pimenta, sem balas de borracha, e principalmente sem rostos cobertos. Foi-se o tempo da Klu Klux Klan.

Viva Gandhi!!

CD Ricardo Lombardi

SW 070913 NAS RUAS b