Logo percebi que PAULOPAULO era uma pessoa diferenciada. Não pelo fato de possuir um sobrenome com ‘traço genético’ de indiscutível qualidade cromossômica, mas pelo seu natural brilho interior. Próprio de vencedores.
PAULINHO é excelente aluno; apaixonado por livros, e adora escrever. De quebra, e para alegria de seus pais, também é ótimo jogador de basquete. Muito fácil compreender, pelo texto abaixo, que ELE É O CARA!
Um dia, PAULOPAULO não mais necessitará dos meus serviços profissionais. Quanto a mim, e para sempre, será impossível deixa-lo de reconhecer como grande referência da intrínseca capacidade humana de vencer desafios. E com um belo sorriso, vale frisar.
PARABÉNS, amigo campeão! Por favor, prossiga nos ensinando a encarar a vida com a mesma emoção de quem faz um arremesso de três pontos, e vira o jogo!
Ricardo Lombardi
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A marca da vitória.
Era uma quinta-feira dia, 4 de março de 1999, véspera de aniversário do meu pai. Minha mãe sai da consulta com a notícia que o bebê ainda demoraria para nascer, mesmo assim, deveria voltar à clínica no dia seguinte.
Na sexta, já um dia abençoado pela comemoração de mais um ano de vida do meu pai, meus progenitores voltam à doutora para receber a mais maravilhosa das notícias. Eu nasceria. Às dez horas da noite daquele mesmo dia chegaria ao mundo uma grande surpresa: um bebê fissurado.
Foi um grande choque, inclusive para a equipe médica, que não tinha visto esse problema na ultrassonografia. Logo cedo do outro dia, especialistas foram no quarto da minha mãe para tranquilizá-la e dizer-lhe que havia solução.
Com três meses, fazia minha primeira cirurgia e, com um ano já tinha sido operado por três vezes. Tive um nascimento que seria marcado por dificuldades para muitos, mas no meu caso, foram grandes superações. Vivi dotado de amor e das bênçãos de Deus, como uma criança comum e muito alegre.
Aprendi a andar precocemente, costumava acordar às quatro horas da manhã e ir para a praia para caminhar, enquanto via os pescadores. Quanto à minha fala, só a desenvolvi posteriormente, o que foi bom, pois se eu aprendesse a falar durante o processo de cirurgias, minha dicção seria provavelmente anasalada.
Disseram que, quem é fissurado, é especial, eu me achava normal, mas descobri que tinha uma capacidade de atrair amor. Cresci junto dos meus familiares, que me cercavam de carinhos e respeito. Hoje, carrego comigo uma marca de minha nascença. Ela mostra minhas origens e vitórias e é uma prova de mais um milagre. Por tudo… sou grato e feliz.
Paulo F. Espínola
P.S.: Meu agradecimento especial à equipe médica: Dr. Paulo Germano, Dr. Marcos Franca, Dr. Ricardo Lombardi e Dra. Zilah Vasconcelos.
![com PAULINHO [JPA, 6/6/13]](https://coisasdolombardric.com/wp-content/uploads/2013/08/paulopaulo.jpg?w=300&h=279)