O SORRISO DE FRANCISCO, O PAPA
Desde o anúncio da renúncia de Bento XVI, o mundo inteiro – e
em especial os 1,2 bilhão de católicos – deslocaram suas atenções para o Vaticano, local onde seria realizado o conclave para escolha do Papa sucessor.
A partir de então a mídia universal, sempre ávida por grandes acontecimentos, mostrou-se exuberante em alimentar todos os meios de comunicação, com notícias e matérias alusivas ao acontecimento.
De tudo que foi veiculado, não obstante a procedência e polivalência das resenhas, uma verdade cristalina emergiu: a Igreja está viva! Ou melhor, vivíssima!
O gesto de Bento foi logo assimilado pelos fiéis como oportunidade histórica da Igreja renovar-se: passando pelas instâncias da autodepuração, bem como pela reavaliação de dogmas seculares. A fórmula parece ir ao encontro dos anseios de um mundo em constante mutação.
E foi neste contexto que, ontem, subiu a fumaça branca, anunciando a chegada do Papa Francisco. Ao contrário do esperado, o conclave teve pouca duração; fato que demonstrou ter havido facilidade na obtenção do consenso. Bom sinal!
Entendo a figura do Papa, como sendo o representante maior da Igreja Católica em uma escala hierárquica. Entre os homens, e no plano terrestre, seria como o vértice de uma imensa pirâmide, cuja base é formada por nós – povo de Deus.
Essa ‘analogia piramidal’ é feliz! Serve bem para nos reconhecermos como parte viva da Igreja e, como tal, assumirmos nossa corresponsabilidade nos destinos da mesma.
Não cabe exclusivamente ao Papa promover mudanças; mas sim coordenar os mecanismos existentes à sua efetivação. A última dessas oportunidades aconteceu em 1958, quando João XXIII convocou, para surpresa de muitos, o Concílio Vaticano II, com vistas à renovação da Igreja, e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente a doutrina católica ao mundo (então) moderno.
É pena que as minhas limitadas ‘vocações vaticanistas’ não me possibilitem antever, muito menos assegurar, a proximidade de um novo Concílio Vaticano III. Professar sobre isso, seria heresia! Ou exercício ilegal da profissão, uma vez que sou apenas um simples dentista.
Acontece que, no meu ofício, é bastante comum identificarmos sorrisos que traduzem uma aura de SERENIDADE e PAZ. E isso, felizmente, foi visto no cardeal hermano Jorge Mario Bergoglio, em sua primeira aparição como Papa Francisco.
Gostei! Disso eu entendo! O sorriso do Francisco não me pareceu enigmático, como o de uma Mona Lisa; mas extremamente carismático – tanto no sentido teológico quanto laico do termo – lembrando, inclusive, o de João XXIII. Será?! Boto Fé!!
Habemus Papam! Sigamos com Deus!
CD Ricardo Lombardi

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