TRAGÉDIA EM SANTA MARIA – LIÇÃO A SER APRENDIDA
Bem sabemos que ‘acidente’ não manda recado – o que é pena!
Curioso é que – APÓS o acontecido – fica inevitável, além da dor, convivermos com uma avalanche de matérias/reportagens sobre a tragédia.
Não faltam experts para defenderem a tese de que: ‘se providências corretas tivessem sido adotadas, o infortúnio não teria acontecido’. É meio que justificar o choro após o leite derramado, não?!
Neste apocalíptico contexto, ainda hoje proliferam depoimentos – técnicos ou não – que tentam explicar o inexplicável.
Como exemplos: os trajetos das balas que mataram os dois Johns – Kennedy e Lennon; os inúmeros avisos de mortes anunciadas emitidos por Michael Jackson e Amy Winehouse; o avião da TAM que pousou, mas não segurou, em Congonhas; o naufrágio do Bateau Mouche; e segue a lista…
Nas coberturas das tragédias, nossos meios de comunicação já provaram que estão prontos para dar show de competência e profissionalismo, com elevação estratosférica dos níveis de audiência – fato!
Prova disso estamos assistindo agora com as matérias sobre o triste ocorrido na boite de Santa Maria/RS. Em todas elas, fica patente o descaso (negligência?) com as normas de PREVENÇÃO e SEGURANÇA – inclusive com superlotação e ‘portas fechadas’ para garantir o lucro financeiro do evento.
Em entrevista no local, o competente ministro da Saúde, Alexandre Padilha mostra serviço; falando dos esforços desenvolvidos para atender as famílias dos 232 mortos, e 116 feridos. Jovens como nossos filhos, em sua grande maioria!
Claro está que a fatalidade hoje ocorrida com os irmãos gaúchos poderia acontecer em qualquer outra cidade do Brasil – inclusive aqui, em João Pessoa!
A pergunta que não pode deixar de ser feita é: ‘SERÁ QUE NÃO É HORA DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELAS LIBERAÇÕES DAS LICENÇAS E ALVARÁS, PARA REALIZAÇÕES DE FESTAS, COMEÇAREM A CUMPRIR O SEU PAPEL PREVENTIVO E FISCALIZADOR?’
Responde a sociedade: – Sim, É!
CD Ricardo Lombardi
- Tenho pelo amigo gaúcho Carlos Mundstock, muito respeito e admiração. Dele, acabo de receber e-mail tecendo considerações sobre o assunto. Pedi-lhe consentimento para aqui divulgar, no que fui prontamente atendido:
