Arquivo para março \31\America/Recife 2012

31
mar
12

Saturday Walkaminhada. Hã?!

  • Nota Prévia: uma das rotinas mais saudáveis adotadas por um grupo de amigos, tem sido as sabáticas caminhadas matinais na orla entre Manaíra, Tambaú e Cabo Branco. Recebeu o nome de Saturday Walkaminhadas, que sempre termina com um café da manhã no restaurante Victory – com direito a um descontraído papo, com ênfase em temas que fornecem suavidade à Vida. Sim, eles existem! O texto a seguir busca traduzir um pouco deste prazer. Caminhemos…

 

Saturday Walkaminhada [31/03/2012]:

Partimos no horário previsto (05:45hs): Rosemildo e eu. Próximo ao Marques de Almeida, encontramos a valorosa ‘equipe sul’: Petrônio e Múcio (ambos, Souto).  Uma vez formado o quarteto, continuamos com destino Sul e contra o vento /sem lenços, mas com documentos/ apesar da resistência oferecida pelos Souto.

No trajeto Sul, cruzamos com Petrônio (o Cavalcante) que vinha no comboio de Marcos (o Pires), nesta composição sem a presença de um certo homem-bomba, pretendido avidamente por um tal de Barak (o Obama), pelo seu grande e reconhecido potencial destrutivo.

Ainda no sentido Sul, passamos por um trecho dedicado aos preparativos de um Triatlon. O ambiente rendeu boas recordações ao Souto Petrônio que lamentou não ter seguido (nem investido) na sua fração corpore sano. Na euforia de relatar as suas atléticas conquistas (stricto sensu) do passado, nosso ex-quase-maratonista por pouco não esbarrou em um cadeirante para-atleta. A colisão foi evitada às custas de uma torção nos frágeis tarsos do pé esquerdo do nosso Petrus: fato que evidenciou o seu distanciamento da forma física que vinha sendo narrada.

Não chegamos à Penha. Voltamos do final da calçada do Cabo Branco. Nesta ‘meia volta volver’, o quarteto foi soprado pelo prazer de completar a etapa restante até o Victory, ao favor do vento: –Finalmente um grande parceiro; ouviu-se dos Souto.

Reza a lenda que na volta, ninguém se perde! Mesmo assim todo o coletivo, principalmente o Petrus, passou pela área do Triatlon com atenção redobrada a tudo que se assemelhasse a qualquer tipo de veículo com rodas.

Um pouco mais adiante, nosso estrategista-mor Múcio Souto fez opção pela forma motorizada na conclusão do trajeto até o Victory. Ardilosamente, havia deixado o seu veículo em uma trincheira do Cabo Branco. Solidariamente, convidou a todos para seguir com ele sem a necessidade de queimar mais calorias. Em atitude merecedora de condecorações, o nosso Petrus disse -NÉGO! Heroicamente, declinou do convite formulado pelo seu primo, argumentando que seguiria a pé (agora com os seus tarsos restabelecidos) e com o resto da tropa. Seu gesto foi grandioso! Também umedecido pela presença de lágrimas – não sabemos se de remorso ou desespero. Na dúvida, ficamos com as duas opções!

O (agora) trio durou pouco. Logo se transformou em novo quarteto, com a chegada ‘inesperada, pero sempre esperada’ do jovem Betinho.

Rumo à vitória; digo, ao Victory!

Já no restaurante, a satisfação do esbaforido grupo ganhou um plus com a visualização do Lula Queiróz fazendo companhia ao motorizado Múcio: já ‘manobrando’ um vistoso ovo bem passado, com pão e manteiga.

O prazer maior do quinteto daquela ‘távola do Victory’ aconteceu com a chegada do imbatível guerreiro Roberto Tanouss, trazendo as últimas notícias do front. Todas elas reconhecidas como merecedoras de aplausos em nome do prazer da boa luta diária pela arte de viver com arte.

Na verdade, ali, o que passamos a saborear, não foi apenas pão e queijo, mas sim o principal nutriente da VIDA: o inquebrantável prazer/benção de um sadio convívio com amizades verdadeiras.

Viva a Vida – Victory!

Até sábado, ALELUIAH!

  • Integrantes da SW: Marcos, Múcio, e Petrônio Souto; Ricardo Lombardi; Carlos Batinga; Roberto Tanouss; Luis Queiroz; Rosemildo Jacinto; Petrônio Cavalcante; Glauco Montenegro;  Herbert ‘Betinho’; Rodolfo Athayde; Júlio Rafael (em intenção explícita); e quem mais vier…


Foto 1

Foto 2

CD Ricardo Lombardi

10
mar
12

fazer política – arte ou desastre?!

FAZER POLÍTICA – arte ou desastre?!

Existe uma pergunta que está ficando cada vez mais difícil de ser respondida: ”-se o poder emana do povo, como é que não param de crescer os escândalos em organizações públicas voltadas para o aprimoramento cívico, ético, e moral, deste próprio povo?!”

Os mais apressados poderão responder que é por conta de não sabermos escolher os melhores nomes e/ou propostas. Já os mais ingênuos, continuarão acreditando que tudo será resolvido nas próximas eleições, com a escolha [desta vez] de pessoas certas, para os locais certos.

Certo? Não! As duas situações estão erradas.

A primeira nos remete a fazermos a opção ‘tecla verde/CONFIRMA’ em cima de rostos que sintetizam o rescaldo de longas e intensas negociações (ou seriam negociatas?!) voltadas para – prioridade máxima – garantirem a vitória nas urnas. A segunda, diz respeito ao grupo vencedor: trabalhar a distribuição de cargos e benesses entre correligionários e agregados de primeira e última hora.

A ideologia partidária virou artigo em extinção. O que importa agora é a famosa ‘GOVERNABILIDADE’. Somente ela é capaz de conceber argumentos do tipo: a) ‘aliança, se faz com os desiguais’;… b) ‘precisamos, desde já, formar uma sólida base de sustentação’;… c) ‘com maior número de partidos na coligação, teremos mais tempo de mídia’; etc…  

É lícito deduzir que essa nova ordenação de valores provoque, em muitos, a substituição do antigo e fidelíssimo amor partidário, pela fulminante paixão de ser abduzido a fazer parte da ‘base aliada’ – que incha (e muito) a cada nova eleição.

É a constatação deste crescente ‘inchaço da base’, que reduz a minha esperança na força do voto como instrumento transformador. Pelo grande número de discípulos, bem como pelo volume dos compromissos previamente assumidos; soa risível ouvirmos dos eleitos (agora, em tom maior) que somente a eles/elas caberá a tarefa de escolherem nomes para ocuparem importantes cargos. Pior ainda é o argumento de que será utilizado o critério único da ‘meritocracia’. Será mesmo?!

Infelizmente, sou levado a acreditar que a árdua tarefa de elaborar ações pró-governabilidade, irá matar a própria governabilidade. Igualmente creio que isto virá sob a forma de dois sentimentos, bíblicos e lindamente contemplados em obras da literatura universal: ciúme e traição!

Prova disso?! Já começamos a ver reuniões partidárias (de partidos ‘da base’, diga-se!) transformarem-se em verdadeiras contendas; não de ideias, mas de força física e corporal dignas de qualquer espetáculo UFC. Ou então, quando lemos que importantes personalidades (‘da base’, diga-se de novo!) assinaram manifestos de repúdio à indicação de ministro, à revelia de seus conhecimentos e aprovações prévias. De fato, o poder encanta e seduz!

É isto! Pelo andar da carruagem, imagino que irá aumentar consideravelmente a peregrinação de muitos fiéis a um certo endereço localizado em São Bernardo/SP. Ainda bem que o município tem nome de santo.

Oremos! Votemos!

CD Ricardo Lombardi