Eu, quase por inteiro!
Prólogo: Um dos maiores predicados dos brasileiros, especialmente dos nordestinos, é a capacidade de sintetizar uma situação pontual, ou mesmo exprimir uma filosofia de vida, através de riquíssimos provérbios, vulgarmente conhecidos como ditos populares.
Sem dúvida alguma, trata-se de um sólido patrimônio cultural. Concebido como espécie de máxima sentença, popularizada ou consagrada pelo uso; sem a necessidade de possuir domínio autoral, ou coisa que o valha.
A amostragem é imensa; além de eclética! Sua utilização pode ser feita de forma indiscriminada. Não importa se o momento é de felicidade, ou de tristeza; muito menos se o ambiente é religioso, ou profano. Também não faz distinção social; haja vista que é praticada tanto pela nobreza, quanto pela plebe rude.
Conteúdo: Ultimamente, tenho dedicado especial atenção a um deles: “quem tem c*, tem medo!”. Por favor, peço que não me perguntem a origem do mesmo; como também não façam pré-julgamentos sobre esta minha opção anatomo-psicológica, antes de finalizarem (assim espero) a presente leitura.
Inicio confirmando que o silogismo contido no ditado não pode ser interpretado como verdade absoluta. Posso aqui garantir-lhes que a ausência (funcional e transitória) do importante detalhe anatômico (c*), não anula a existência do estado psicológico (medo). Trocando em miúdos: “quem NÃO tem c*, TAMBÉM tem medo!”.
A explicação é simples, além de conhecida pela maioria dos meus amigos; muitos dos quais me honram como freqüentadores deste blog. O fato é que me encontro colostomizado, desde os meados de novembro do ano passado, após cirurgia para remoção de lesão na região do cólon intestinal.
Numa boa, viu gente! Significa dizer que estou, há exatos 285 dias, utilizando um circuito alternativo para atender às exigências fisiológicas pertinentes ao maravilhoso e sublime ato de defecar. Equivale dizer que estou com o meu c* interditado para o desempenho de suas naturais (e antropológicas) funções. Literalmente, posso apregoar: fechado para obras! (risadas).
Epílogo: Semana que vem, estarei sendo submetido a uma intervenção cirúrgica (etapa de tratamento previamente programada) para reconstrução do trânsito intestinal. Mesmo consciente de que; o corpo e o espírito encontram-se (e mantém-se) revigorados na FÉ, a ansiedade do momento, e o prazer de escrever, trouxeram-me inspiração ao presente texto.
Espero que o conteúdo do tema abordado não faça com que eu perca alguns visitantes deste blog. Meu intuito é querer dividir com vocês – de forma risível – um pouco deste crescimento mental e espiritual, que se torna tangível sempre que o ser humano se depara com fortes desafios a serem superados. E vencidos, como vem acontecendo.
Pelo exposto, resta-me apenas uma forma de finalizar: agradecendo a DEUS, e a todos os sinais que dão-nos a certeza de que ELE nos quer vitoriosos – sempre!
Grato pelo AMOR, e por todas as manifestações de torcida! Sigamos juntos!
- Bônus 1: http://www.mulhervirtual.com.br/ditados.htm -listagem de ditos populares
- Bônus 2: http://bit.ly/94tbHx -música Coração Tranqüilo – Walter Franco.
