15
maio
10

Alô Dunga – a copa também é nossa!

Alô Dunga – a copa também é nossa

Não tem erro! A cada copa do mundo de futebol o Brasil converte-se em país de primeiríssimo mundo. Isso acontece pela constatação de duas e interdependentes evidências: reconhecimento universal de um povo predestinado ao domínio de uma arte; e a consequente expectativa de bons resultados advindos deste dom natural.

Pena que a forma de pensar dos gerenciadores do “negócio-futebol” esteja bloqueada para observar alguns “fenômenos” surgidos neste abençoado celeiro brasileiro de craques. Parece não haver tempo para isso, a julgar pela infinidade de empresários e empresas que buscam defender os intere$$e$ dos seus pupilos.

Daí a compreensão sobre a convocação do Grafite(?!). Acredito que tenha sido intencionalmente feita para servir de “escudo protetor” que justifique, perante as empresas e empresários, a NÃO convocação de “longevos fenômenos”. Por eles, meu respeito e gratidão. Acontece que a fila tem que andar, ora!

Concordo quando o Dunga diz que vem trabalhando em cima de uma metodologia fundamentada em evidências e resultados. Perfeito! Apenas discordo quando ele deixa de fora todos que ainda não vestiram a camisa amarela, alegando falta de experiência.

Vamos tentar explicar usando o clamor popular pela convocação do Paulo Ganso: o jovem atleta JÁ É “evidência de bons resultados”. Se ele ainda não vestiu a camisa amarela é porque talvez ela esteja sendo usada por alguns que JÁ NÃO garantam “bons resultados”.

O mestre Dunga também fala em “atitudes dentro de campo”. Aí o bicho pega! Ainda usando como exemplo o Paulo Ganso, fiquei encantado quando ele fez sinal para o seu técnico dizendo que não iria querer ser substituído por ninguém naquele belo jogo do Santos contra o Santo André. Chamou a responsabilidade da “atitude” para si. Indisciplina?! Rebeldia?! Não, caro Dunga! Amor pelo futebol e consciência plena do seu papel em campo, superando o desafio de jogar com um time desfalcado por conta de expulsões.

Faltando menos de um mês para que a África do Sul se converta no foco das atenções, aqui no Brasil estamos convivendo com um gigantesco tsunami de matérias sobre o tema (em todas as formas de mídia).

Diariamente a história de vida de cada um dos convocados para a copa é mostrada como exemplos de superação. Em sua maioria, são oriundos de famílias humildes que desde cedo aprenderam a driblar dificuldades em busca de um sonho. Ótimo! Pior é o meu pesadelo recorrente de ver “um ganso afogando um dunga”.

Como brasileiro, sou partidário de que “correr riscos” vale à pena, mais do que a (in)sensatez de não tê-los praticado.

CD Ricardo Lombardi de Farias


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