Arquivo para maio \29\America/Recife 2010

29
maio
10

ENSINANDO COM PRAZER

ENSINANDO COM PRAZER

A função de docente em instituição de ensino superior é vista por mim como uma espécie de sacerdócio. Claro que não estou considerando o salário, pois aí teríamos que acrescentar que o nobre ofício estaria vinculado à ordem franciscana; ou a qualquer outra que identifique que o ser, importa mais que o ter.

De fato, vivenciar a docência em sua total plenitude pede uma cota adicional de abnegação, haja vista que a matéria prima a ser trabalhada é o ser humano. Como educadores, cabe-nos contribuir para que o produto final apresente-se não apenas apto ao exercício da profissão escolhida; mas principalmente otimizado, enquanto cidadão ou cidadã.

Na área de Saúde esta premissa agrega um valor extra; que não apenas confirma sua veracidade, mas impõe que jamais abdiquemos de exercitá-la (e eternizá-la) na prática diária: humanização.

É bastante fácil de entender este diferencial: estamos formando seres humanos que trabalharão diretamente em (e com) seres humanos. Sendo assim, parece legítimo que durante o breve período de graduação, a relação professor/aluno já passe a funcionar como um laboratório de convivência, cujo único objetivo seja aproximar e transformar docentes e discentes, em humildes aprendizes de uma duradoura lição chamada VIDA.

À medida que o tempo passa, venho percebendo como isso é simples e fácil de ser obtido. Pena que não possua fórmula ou receita pronta; pois senão já teria sido publicada em algum periódico internacional qualis A.

Cabe aqui um direito a réplica: – se estamos analisando o relacionamento entre pessoas que circulam em um universo acadêmico, temos obrigação de contextualizar e divulgar a metodologia aplicada, e de como os possíveis benefícios encontrados alcançarão condições de reprodutibilidade e repetibilidade.

Concordo plenamente com esta inquietude científica. Acontece que, para buscarmos previsibilidade de resultados em questões ligadas ao sentimento e relacionamento humano, devemos primeiro consultar a literatura científica localizada dentro de nós mesmos.

Podemos iniciar este mergulho interior, indexando papers (validados cientificamente) que enalteçam a primazia do ouvir, sobre o falar; do presente, sobre o ausente; do chegar, sobre o partir; e do altruísmo, sobre o egoísmo. É um bom começo!

Nesta Revisão da Literatura, sejamos simples, objetivos, e sempre focados no propósito de ser feliz. Busquemos trabalhos que identifiquem no sorriso e no abraço, evidências naturais de que nenhum sacrifício acontece em vão. Em Proposições, destaquemos apenas uma: confirmar que o amor é o principal meio de atingir a felicidade. Já em Material e Métodos, devemos usar instrumentos e questionários simples e sensíveis na identificação da prevalência do bem sobre o mal. Chegando a Resultados, podemos vibrar com a constatação da saúde vencendo a doença.

O capítulo Discussão pode ser suprimido uma vez que não haverá discordância frente à utilização do carinho, como antivírus do ódio; e da verdade como antídoto da mentira. Por fim, Conclusão confirma a nossa vocação para a felicidade, desde que sigamos amando ao próximo como a nós mesmos.

Finalizando, devo confessar haver escrito esse texto inspirado no convívio com meus alunos do curso de Odontologia da UFPB; especialmente com a querida turma de formandos 2010-1.

Não os menciono como forma de retribuir a honraria recebida em batizar a turma com o meu nome; mas sim pelo fato de ter aprendido com eles que posso, além de professor, também incorporar o meu alter-ego tio Lombardinho. Em dupla, fica bem mais fácil absorver as manifestações de amor, carinho, respeito e confiança sempre recebidas.

Também com eles voltei a respirar Fernando Pessoa quando profetizou: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Amo vocês! Sem esquecer, claro, de Alaíde e Rosa!

CD Ricardo Lombardi de Farias – tio Lombardinho

 

um tio e muitos sobrinhos - Odonto/UFPB 2010-1

 

 

25
maio
10

projeto ficha limpa e troca do tempo verbal

com o amigo prof. Felix

Olá gente!

É  com satisfação que apresento o professor Felix de Carvalho. O mesmo leciona na área do Direito e, como bom conhecedor do nosso idioma, tornou-se para mim, além de amigo, uma profícua fonte de consultas sobre como melhor trabalhar as palavras na formulação de textos. Dele, acabo de receber sua análise sobre o projeto ficha limpa, bem como o seu consentimento para exposição neste blog. Espero que gostem! 

O PROJETO FICHA LIMPA E A TROCA DO TEMPO VERBAL

Como é do conhecimento daqueles que acompanham os fatos políticos do país, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei Complementar n.º 168, mais conhecido como o “Projeto Ficha Limpa”, por unanimidade e com juras de amor ao povo brasileiro. Porém, usando da tradicional esperteza do mundo político, nossos senadores, com suas fichas impecáveis, trocaram o tempo verbal de um dos principais dispositivos do projeto. E, com isso, mais uma vez, afrontaram a vontade do povo que dizem representar.

Com efeito, o art. 1º, inciso I, alínea j, do projeto original, aprovado pela Câmara dos Deputados, dispunha da seguinte forma: “São inelegíveis, para qualquer cargo: “os que tenham sido condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado…”. E o que fez o Senado? Acompanhando uma proposta do senador Francisco Dorneles, do Rio de Janeiro, trocou a expressão “tenham sido” por “forem”. A alteração não foi considerada pelos nossos ilustres representantes como uma emenda, mas como um simples e insignificante ajuste de ordem gramatical. Daí por que o projeto não retornou à Câmara dos Deputados, como determina a Constituição Federal (art. 65, parágrafo único).

Mas essa “pequenina alteração” (na ótica dos senadores) não se resumiu à esfera gramatical. Muito pelo contrário, no nosso entendimento, causou um grande estrago na essência do projeto. Senão, vejamos: A expressão “os que tenham sido” (pretérito perfeito composto) indica tempo passado. Exprime, portanto, uma ação plenamente realizada antes do momento em que falamos ou escrevemos (no caso em análise, antes da publicação da lei). Por sua vez, a expressão “forem” (futuro do subjuntivo) indica tempo no futuro. Exprime, portanto, uma ação a ser realizada a partir do momento em que falamos ou escrevemos (no caso em análise, a partir da publicação da lei). Além disso, configura-se como uma hipótese, um fato incerto.

E qual a repercussão que essa ingênua (para os senadores) troca do tempo verbal provocará na seara jurídica? Se partirmos de uma interpretação gramatical do texto da lei (e é isto que estamos fazendo), é muito grave. Duas, pelo menos, são as consequências: a) a lei a ser promulgada e publicada não terá eficácia nas eleições deste ano, na medida em que a alteração no tempo verbal provocará o efeito ex nunc ou proativo; b) com base na interpretação gramatical – e apenas nesta -, a troca do tempo verbal, num passe de mágica (leia-se de esperteza), “anistiou” todos os políticos que pretendam candidatar-se a algum cargo eletivo nas eleições deste ano, embora já condenados por algum tribunal do país.

Em síntese, a decisão do Senado Federal teve o condão de deixar as fichas dos políticos corruptos tão imaculadas quanto as vestais romanas. Foi assim que os senadores entenderam o significado da expressão “candidato ficha limpa” usada pelo eleitorado brasileiro em seu projeto de lei. Se o objetivo era limpar a ficha, a missão foi cumprida.

Alguns haverão de alegar que o ponto de vista aqui desenvolvido é estreito e que a Justiça Eleitoral saberá dar a interpretação adequada (genética, sistemática, teleológica) ao texto da lei. Outros acrescentarão que os operadores do direito irão captar o espírito da lei ou a mens legislatoris (a vontade do legislador), resgatando o desejo do eleitorado brasileiro que subscreveu o projeto de lei. Esperamos, sinceramente, que isto aconteça e que o arrazoado desenvolvido neste texto não tenha o menor fundamento, pois também queremos ver punidos os políticos delinquentes. Só o futuro dirá, já que o tempo verbal do projeto foi jogado para o futuro (uma distração do Senado).

Repetimos, ao final, que nossa análise limitou-se apenas aos campos da gramática e da semântica, áreas em que atuamos há muito tempo. Deixaremos a avaliação jurídica para os juristas. Entretanto, uma pergunta se impõe: Caso a Justiça Eleitoral pretenda, de fato, fazer uma interpretação extensiva do texto legal, resgatando a gênese do projeto, estaria em sintonia com a vontade do legislador? É preciso não perder de vista que a lei foi criada pelo Parlamento e não pelo povo.

Felix de Carvalho

Professor da Universidade Federal da Paraíba – UFPB

Professor da Escola Superior da Magistratura

21
maio
10

CUIDADO COM AS COXAS

CUIDADO COM AS COXAS

O Brasil é conhecido como país do futebol, da música, e de mulheres bonitas possuidoras de belos bumbuns (artificiais ou não). Isso lá fora! Internamente, e pelos próximos dias certamente essa última referência sofrerá uma guinada; tanto de gênero, quanto de localização anatômica: a preocupação nacional agora é com as coxas do Kaká, e do Luis Fabiano.

A torcida é gigantesca para que nossos dois consagrados heróis se recuperem dentro dos vinte e um dias que antecedem o início do torneio. Inclusive, bem maior do que aquela que vibrou com a aprovação do ”Ficha Limpa” – projeto que atende ao clamor popular de colocar mais Ética na política.

Coincidência ou não, desde o governo Itamar Franco as copas do mundo de futebol vem sendo realizadas nos mesmos anos onde se verificam as eleições para os mais importantes cargos que comandam os destinos do país. Ainda bem; porque o evento esportivo de certa maneira nos alivia da assiduidade de convivermos com uma avalanche de “se eleito(a) eu prometo”, bem como o turbilhão de escândalos nossos de cada dia.

Temos obrigação de fazer bonito na África do Sul! Tomara que o Dunga também pense assim. Afinal, ocupamos o primeiro lugar no ranking da FIFA, e seremos os próximos anfitriões do evento. Sobre isso, devemos ir correndo ter aulas com os irmãos africanos que deram lições ao mundo de como se deve trabalhar na estruturação de condições físicas e funcionais, ao mesmo tempo em que superavam múltiplos desafios – inclusive de ordem cultural e preconceituosa. Esse troféu de superação ninguém tira deles, garanto!

Por aqui, ainda estamos “nas coxas” – perdoem-me o trocadilho. Sabemos que fomos eleitos para sediar 2014, em parte por conta de um critério da FIFA de estabelecer rodízio entre os continentes – condição (felizmente) já excluída pelo seu alto risco. Outra preocupação reside no elevado custo financeiro. O orçamento da África do Sul está ao redor de US$ 1,5 bilhão; enquanto que a previsão da versão brasileira encontra-se, hoje, 120% superior aos gastos africanos (!?).

E a farra já começou! Enquanto a bola, na África, ainda não rolou; por aqui abnegados empresários se dedicam a elaborar planilhas de custos financeiros de dezenas de estádios. Causa-me espanto verificar que alguns orçamentos de reforma saem mais elevados que outros de construção. Melhor nem imaginarmos como estão sendo elaboradas as projeções de gastos com: segurança, hospedagem, transportes, e outros itens correlacionados ao tema.

Acho melhor voltar ao meu analista para controlar essa mania de me antecipar aos fatos. Tenho mais é que vestir a camisa amarela, e torcer para que as coxas e panturrilhas dos nossos heróis permitam-lhes apresentar ao mundo em 11/07/2010, o primeiro (e único) hexa-campeão de futebol.

Pensar assim é bem melhor. Até porque, logo em seguida à copa virão as eleições brasileiras e, seja quem for o eleito (ou eleita) certamente saberá conduzir um belo trabalho que nos possibilite a “vingança de ’50”; convertendo-nos em hepta-campeões! Segura essa, Maradona!

Por último: recomendo um belo filme para ilustrar o presente texto – O ano em que meus pais saíram de férias (Cao Hamburger, 2006).

CD Ricardo Lombardi de Farias

19
maio
10

saudosismo e modernidade

SAUDOSISMO e MODERNIDADE

Vou continuar acreditando que as gerações nascidas nas décadas de ’50 / ‘60 ( dentro da amostra) foram imensamente agraciadas com a oportunidade de vivenciarem, mais que as outras, grandes avanços científicos e tecnológicos que impuseram marcantes transformações culturais e sociais. Parece que nos famosos anos dourados as forças do universo, todas juntas, combinaram suas ações para modificar o ritmo e o grau da sua entropia.

Talvez o início de todo esse ”boom” tenha acontecido com o surgimento da televisão (’50). Além de provocar grandes mudanças nos meios de comunicação, a telinha também fez surgir novos hábitos e palavras; como televizinho, por exemplo. O que vem a ser?! Fácil de explicar, pois fui um deles: na casa que possuía televisão, na hora da novela mexicana ou do programa “balança… mas não cai!” (humorístico de muito sucesso) TODA a rua invadia a residência que tivesse o aparelho ligado. Várias vezes, como televizinho assumido, assisti a programas pelo lado de fora da casa exibidora pendurado na janela, junto com outros moleques. Guardo boas lembranças!

Também sobre o tema, cabe explicar: vizinho era uma condição de sadia amizade determinada pela proximidade física de moradia e boa freqüência de convivência. Hoje, produto em extinção – pena!

Tenho consciência do risco assumido ao escrever sobre um tempo já finito, atribuindo ao mesmo uma condição de destacada relevância no processo evolutivo. Até meus filhos me dariam um atestado de caduquice (será?!) caso eu tentasse convencê-los da importância da válvula e do transistor, tendo eles nascido na era dos chips.

Óbvio que não é minha intenção medir forças com os incontestes avanços da modernidade que; fascinado, busco acompanhar. O que defendo é o fato das décadas de ’50 / ‘60 terem possibilitado “descobertas e transformações” que, a partir delas, o inimaginável deu lugar ao imaginável.

Também não faço essa defesa deixando de reconhecer a importância dos anos que antecederam àquelas duas décadas. Afinal, uma das obras literárias mais prestigiadas naquele período (e até hoje), foi publicada em 1932 pelo visionário Aldous Huxley, autor do consagrado Admirável Mundo Novo.

O que importa destacar é o necessário cuidado preventivo com a aceleração dos batimentos cardíacos de pessoas que – como eu –  ouviram  a copa de ’66 pelo rádio (no módulo de ondas curtas) e, horas após, já conhecendo os resultados,  viram  os jogos por meio do moderno vídeo-tape;  a de ’70 já pôde contar com transmissão  ao vivo e em cores; e agora na África do Sul teremos a oportunidade de acompanhar os jogos em tempo real com Transmissão Digital 3D/HD. É a glória, Senhor!

Espero que meus filhos entendam a importância das válvulas e transistores em suas vidas. Graças a eles, seus avós se conheceram enquanto dançavam boleros, ao som de long-plays, gravados em vinil, e executados em radiolas Hi-Fi. Claro que foi nesse “embalo” que nascemos nós; seus pais.

Feliz de quem, como eu, agora parado dentro de um carro em um trânsito sempre engarrafado, sente saudades do velho bonde que, mesmo com seus trinta quilômetros por hora, jamais deixou de nos conduzir ao sonho de um admirável mundo novo. E melhor, espero!

CD Ricardo Lombardi de Farias

15
maio
10

Alô Dunga – a copa também é nossa!

Alô Dunga – a copa também é nossa

Não tem erro! A cada copa do mundo de futebol o Brasil converte-se em país de primeiríssimo mundo. Isso acontece pela constatação de duas e interdependentes evidências: reconhecimento universal de um povo predestinado ao domínio de uma arte; e a consequente expectativa de bons resultados advindos deste dom natural.

Pena que a forma de pensar dos gerenciadores do “negócio-futebol” esteja bloqueada para observar alguns “fenômenos” surgidos neste abençoado celeiro brasileiro de craques. Parece não haver tempo para isso, a julgar pela infinidade de empresários e empresas que buscam defender os intere$$e$ dos seus pupilos.

Daí a compreensão sobre a convocação do Grafite(?!). Acredito que tenha sido intencionalmente feita para servir de “escudo protetor” que justifique, perante as empresas e empresários, a NÃO convocação de “longevos fenômenos”. Por eles, meu respeito e gratidão. Acontece que a fila tem que andar, ora!

Concordo quando o Dunga diz que vem trabalhando em cima de uma metodologia fundamentada em evidências e resultados. Perfeito! Apenas discordo quando ele deixa de fora todos que ainda não vestiram a camisa amarela, alegando falta de experiência.

Vamos tentar explicar usando o clamor popular pela convocação do Paulo Ganso: o jovem atleta JÁ É “evidência de bons resultados”. Se ele ainda não vestiu a camisa amarela é porque talvez ela esteja sendo usada por alguns que JÁ NÃO garantam “bons resultados”.

O mestre Dunga também fala em “atitudes dentro de campo”. Aí o bicho pega! Ainda usando como exemplo o Paulo Ganso, fiquei encantado quando ele fez sinal para o seu técnico dizendo que não iria querer ser substituído por ninguém naquele belo jogo do Santos contra o Santo André. Chamou a responsabilidade da “atitude” para si. Indisciplina?! Rebeldia?! Não, caro Dunga! Amor pelo futebol e consciência plena do seu papel em campo, superando o desafio de jogar com um time desfalcado por conta de expulsões.

Faltando menos de um mês para que a África do Sul se converta no foco das atenções, aqui no Brasil estamos convivendo com um gigantesco tsunami de matérias sobre o tema (em todas as formas de mídia).

Diariamente a história de vida de cada um dos convocados para a copa é mostrada como exemplos de superação. Em sua maioria, são oriundos de famílias humildes que desde cedo aprenderam a driblar dificuldades em busca de um sonho. Ótimo! Pior é o meu pesadelo recorrente de ver “um ganso afogando um dunga”.

Como brasileiro, sou partidário de que “correr riscos” vale à pena, mais do que a (in)sensatez de não tê-los praticado.

CD Ricardo Lombardi de Farias

08
maio
10

RESULTADO POSITIVO

RESULTADO POSITIVO

Acabo de tomar conhecimento dos resultados das eleições do CRO/PB. Deu o esperado – vitória da situação! Com mais dois anos de mandato, o mesmo grupo fechará uma década (2002/2012) à frente da principal organização representativa da Odontologia paraibana.

Estando envolvido na disputa, durante semanas escrevi uma série de textos sobre o embate eleitoral e outros temas correlacionados. É óbvio que não poderia encerrar a seqüência sem contextualizar o assunto em sua fase “pós-contagem de votos”. Seria o mesmo que deixar uma ópera, antes do seu grand finale.

Peço aos colegas vitoriosos que me permitam desviar os meus votos de parabéns para todos que acreditaram ser possível disputar um processo eleitoral impedidos de terem acesso a listagem dos eleitores. Para mim, esta omissão de informações, além de outras manobras adotadas; anteciparam a leitura dos resultados.

Sendo assim, vou preferir iniciar a distribuição dos aplausos a TODOS os colegas eleitores, independente das suas opções de voto. Reconheço que são os principais personagens, responsáveis diretos na determinação dos caminhos a serem trilhados pela Odontologia paraibana.

Outro universo de pessoas que merecem um especialíssimo agradecimento é a turma que se engajou no “movimento Acorda-Odonto”. São bravos guerreiros e guerreiras internautas. Jovens, em sua grande maioria. Muitos deles, ainda são acadêmicos ou recém formados sem direito ao voto, mas que participaram ativamente já demonstrando imenso senso de responsabilidade com o futuro da Odontologia. Valeu galera! O movimento é nosso, e irreversível!

Por último, parabenizo os eleitores e companheiros da “vitoriosa” chapa-11. A luta apenas começou. Vamos continuar juntos e agregando mais parceiros e parceiras que se disponham a ACORDAR A ODONTOLOGIA PARAIBANA.

Sigamos juntos!

CD Ricardo Lombardi de Farias

05
maio
10

HORA DO “BOM” ESPANTO!

HORA DO “BOM” ESPANTO!

Caso eu tivesse que escolher uma única palavra que resumisse todos os acontecimentos vivenciados nessa caminhada rumo às eleições do CRO/PB, a mesma seria: espantado! Ainda bem que o adjetivo tanto se aplica a fatos positivos (FP), que foram poucos, mas extremamente valiosos; como também aos inúmeros fatos negativos (FN).

Na lista dos FP’s (melhor começarmos pelos bons acontecimentos, não?!), o principal e inquestionável exemplo, veio com a certeza de que os personagens da Odontologia paraibana estão vivos, atentos, e possuem imensa capacidade de mobilização. Não podia ser diferente; o “movimento Acorda-Odonto” apresenta-se como legítimo, contemporâneo, e “toca” nos anseios (adormecidos há quase uma década) de boa parcela da categoria.

Filosófica e sociologicamente, é sabido que: quanto maior a dificuldade sentida, melhor acontece a união de esforços. E como será quando essa dificuldade é imposta?! Refiro-me a descomunal aberração de ser negado o acesso à listagem dos dentistas-votantes (FN) por parte dos gestores atuais do CRO/PB e candidatos ao quinto mandato. Isso para não citar outras e inúmeras condicionantes, que confirmam o distanciamento desse modelo de processo de escolha, às práticas vigentes da democracia brasileira (FN).

Está claro que para vencer essas dificuldades desenvolvemos um trabalho hercúleo de garimpar (no escuro) endereços de emails, telefones, etc… Tudo, na base do mutirão. Cabe aqui renovar meus pedidos de desculpas pela avalanche de emails enviados; alguns até recebidos mais de uma, duas vezes (FN). Apesar do incômodo, confesso ter ficado encantado com o efeito multiplicador desta operação que, a todo instante, faz aumentar o número de adesões(FP).

Como não dispomos de estrutura física dotada de secretárias e telefones fixos, é hilário quando ouvimos relatos do tipo: “…puxa vida! Eu estava em contato telefônico com o meu dentista, Dr. X, que manifestou estar sensível ao nosso movimento; aí não pude continuar porque a #%*&@ dos meus créditos acabaram…”. São depoimentos feitos, às vezes, por alunos de graduação (ou recém formados) que AINDA não têm direito ao voto; mas que – felizmente – já sentem a importância de “acordar a Odontologia paraibana”.

Independente do resultado das eleições (infelizmente não nos foi permitido conhecer os colegas eleitores); sinto-me contemplado com a certeza de que esta será a última eleição desenvolvida nos moldes de 1964 (46 anos atrás!). Faço esta afirmação contando, inclusive, com o apoio dos colegas que estão à frente do CRO/PB, e tentam a 5ª reeleição. Lembro-me que, em 2002, quando assumiram o Conselho; tiveram como bandeira de luta, interesse em modificar esse processo de consulta (já caduco à época). Acho que tentaram. Se não conseguiram, foi por conta de terem atendido a outros interesses.

Dia 07 de maio de 2010 (depois de amanhã) teremos uma real chance de “acordar a Odonto/PB”.

CD Ricardo Lombardi de Farias

02
maio
10

A VIDA SEMPRE ENSINA!

A VIDA SEMPRE ENSINA

Gosto de ver o final dos capítulos da novela “Viver a Vida”, quando aparecem os depoimentos de pessoas, dos mais variados níveis sociais, sobre a força de superação frente aos obstáculos da vida. Sem dúvida alguma, a VIDA é mesmo uma inesgotável fonte de aprendizado! Cabe, a cada um de nós, ficarmos atentos às lições diárias.

Relacionado ao tema, confesso que estou assombrado com as lições aprendidas desde que, pura e simplesmente, absorvi a idéia de construirmos um “movimento-classista” para revitalização da Odontologia paraibana. Teoricamente, pensei, nenhuma deserção haverá de acontecer por parte da categoria. Continuo acreditando que nenhuma categoria profissional rejeite a oportunidade de vivenciar uma nova (e moderna) proposta de crescimento.

Foi assim que começou uma série de novas lições da vida. Minha qualidade de aluno mediano, e ávido por mais-saber; permitiram-me assimilar “novos horizontes”, contemplados nos seguintes temas/aulas:

  • Aula 1- CUIDADO COM AS NOVAS COMPANHIAS: jamais imaginei ser merecedor de tamanho zelo por parte de algumas poucas amizades que me alertaram para não correr riscos com pessoas “novas e desconhecidas”.
  • Lição 1- Não gente! Não é questão de trocar velhos, por novos amigos. Não é festa de casamento. É “movimento para revitalizar a Odontologia”. Como a palavra “movimento” sugere dinâmica e esforço físico, acredito na força da juventude, em seus ideais, e sinto-me honrado em poder servir como “disciplinador” desta força. Continuo amando a todos – velhos e novos!
  • Aula 2- POR QUE NÃO ASSUMIR A CABEÇA?!: já escrevi sobre haver passado a minha fase de carregador de piano, mas nunca de apreciador de uma boa música. Neste organismo chamado ”movimento Acorda Odonto” sinto-me melhor desempenhando o papel do coração, do que o da cabeça (risadas).
  • Lição 2- Estar participando da Chapa 11 é interpretado por mim, por Liège Campos (minha colega de turma e ex-secretária de Saúde/Cabedelo), pela professora Ana Maria (colega de docência universitária), além de outros; como um ato generoso por parte dos nossos “novos companheiros”. Particularmente, cheguei a argumentar que o meu nome poderia “afugentar” votos. Brincadeiras à parte; volto a lembrar que a “eleição do CRO/PB” é apenas um acontecimento com data marcada. Para nós, mais importante que os resultados das urnas (e dos envelopes/Opsss!) é podermos contemplar que o “movimento Acorda Odonto” cresceu e tornou-se irreversível. Cedo ou tarde, ele será útil ao nosso crescimento. Cedo, será bem melhor; claro!
  • Aula 3- SUPERANDO DESAFIOS: gosto dessa aula, talvez porque ela seja um exercício prático de vencer obstáculos vindos, em sua quase totalidade, do modelo caduco e tendencioso de disputar eleições no CRO/PB.
  • Lição 3- teimosamente, continuamos no páreo mesmo sem termos tido o acesso (?!) a listagem dos colegas/eleitores. Sobre esse cerceamento às informações enviamos email ao CFO, mas ainda não obtivemos resposta. Talvez seja um caso para o quadro “Proteste Já” do CQC. Vai ser um Ibope e tanto, não?! Enquanto esperamos os “bons ventos da democracia”, vamos trabalhando com os parcos meios disponíveis: emails, telefonemas, postagens, visitas, etc…  

Ontem, fizemos mais uma reunião de trabalho. Dá prazer poder constatar o crescente número de adesões. Inúmeras delas vindas após a veiculação (pela internet) de um texto justificando apoio à chapa da situação. Para nossa sorte, muitos eleitores indecisos definiram suas intenções de voto após o recebimento da mensagem repleta de inverdades, de ameaças, e que – teimosa e longe da Ética – buscava denegrir a imagem de colegas. Agora entendo porque a relutância em promover debates. Estamos no século XXI e a Odontologia paraibana já sabe conviver com o direito à liberdade e às manifestações do contraditório.

Dignidade, JÁ e SEMPRE!

CD Ricardo Lombardi /aprendiz (da) e eterno apaixonado (pela) VIDA