ACORDA ODONTO / PB – apenas um depoimento.
Confesso ter ficado surpreso quando os dois jovens odontólogos, Danilson e Waldson, me ligaram para agendar um encontro em meu consultório. Não os conheci como alunos. Quando passaram pelas disciplinas onde leciono, encontrava-me licenciado, cursando o doutorado. Mesmo assim, e à distância, tomava ciência de suas atuações, enquanto lideranças no pujante Centro Acadêmico de Odontologia da UFPB.
Por ocasião da visita, após o repasse deste desencontro professor/alunos, tomei conhecimento do seu motivo principal: comunicar o surgimento de um movimento político-classista, com vistas a disputar a eleição do CRO/PB, e iniciar um processo de revitalização da Odontologia paraibana.
Lembrei-me de já haver recebido, sempre em ocasiões pré-eleitorais, visitas dessa natureza. Eu mesmo já as fiz, e em muitas ocasiões, por ser um eterno apaixonado pelas causas que dizem respeito ao crescimento da nossa Odontologia. O verbo está colocado no passado, pois, beirando os 59 anos de idade, tenho consciência de já haver dado a minha modesta contribuição à profissão.
Interpretei como puro gesto de generosidade o convite formulado pela jovem dupla para que eu aderisse ao “Movimento”. Agradeci-lhes, dizendo que podiam contar com o meu apoio logístico e à distância. No meu atual momento de vida, destituído de qualquer vaidade pessoal, não me faltam razões para declinar de convites que pedem, inclusive, disposição física naturalmente encontrada, permitam-me, nas inscrições de CRO-PB acima do número 2.500 (risadas).
Entretanto, aconteceu o que eu mais temia: as explanações e argumentações dos dois jovens colegas conduziram-me ao pensamento sobre um verdadeiro preceito – “toda proposta de mudança mexe em zona de conforto”. Sentindo-me “desconfortável” frente ao descompasso (cada vez maior) entre a ODONTOLOGIA DE HOJE e o DEFASADO MODELO POLÍTICO DE SUAS REPRESENTATIVIDADES, resolvi aceitar o convite. É uma honra poder estar participando da “CHAPA 11 – ACORDA ODONTO”, encabeçada pelos jovens e competentes, Danilson e Waldson.
☛Para a minha geração: durante anos, o conforto das quatro paredes de um consultório, levou-nos a um duradouro estado de acomodação. A Odontologia manteve-se hermética, com pouca ou nenhuma atuação política de relevância social. Hoje, muitos de nós, por meio desta maravilhosa profissão, constituímos famílias e geramos filhos; muitos deles, inclusive, tornaram-se odontólogos. Basta ouvi-los! Entendo que eles, no fervor dos seus 30 anos, sentindo na pele mais do que nós, todas as inúmeras e múltiplas dificuldades, poderão encontrar uma forma de ACORDAR A ODONTOLOGIA PARAIBANA. Sim, eu quero estar presente neste momento!
CD Ricardo Lombardi de Farias
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